Ontem aconteceu algo que jamais, em toda minha vida, poderia imagina... não julgava possível.
Estava no shopping com minha mãe quando vi, não de muito longe, ELE... isso mesmo, o motivador da criação desse blog. Ele estava lá, com a namorada.
O inacreditável não foi vê-lo no shopping, por mais estranho que isto seja (não combina com ele). Nem ele estar com a namorada (não me importa mais). O estranho foi que eu o vi, ele me viu... E ele sorriu. Ele procurou meu olhar. Ele quis me cumprimentar, talvez só por obrigação, desencargo de consciência, costume, sei lá. Mas pela primeira vez em todo esses anos que me descobri apaixonada, ele quis estabelecer contato comigo e eu o ignorei.
É isso... isso que é o incrível.
Não sinto arrependimento por tê-lo ignorado. Não vi, naquele momento, razão para ser simpática. Não vejo ainda. E não há nenhum outro fator externo que me tenha feito não querer falar com ele. Simplesmente não senti vontade. Não me senti à vontade.
Depois disso fiquei com um aperto tão grande no peito. Já estou mais tranquila, mas ainda me sinto um tanto quanto desconfortável com a situação. Sinto um pouco de culpa, como se minha atitude fosse condenável. Penso se aquele momento o magoou de alguma forma. Não desejo isso. Mas tenho mágoa também, porque gostaria que não fosse assim. Que nossa relação não fosse o que é agora. Deve ser bobagem, não foi um momento relevante.
Enfim... pensando a respeito hoje, quase me convenci de que não tem outro jeito. Se não for assim, eu corro o risco de me encrencar de novo. Isso porque eu sei a importância que ele teve na minha vida. Ele mudou tudo. Ele foi o Meu Grande Amor. E provavelmente não vai existir outro alguém que consiga arrebatar meu coração da mesma forma como aconteceu com ele. E provavelmente todos os encontros, ao acaso ou não, serão difíceis. Pra sempre. Porque sempre restará dentro de mim um pouquinho de ressentimento, de mágoa por não ter sido capaz de despertar nele o sentimento mais bonito que já existiu dentro de mim.
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O fato é que desejo ainda que ele me procure. Que ele tente fazer dar certo. A nossa amizade! Eu tentei algumas vezes, sem sucesso. E ele não se manifestou. Mas eu desejo, eu sonho, que um dia ele ainda vai querer reavivar esse sentimento. Não sei o quanto isso é bobagem, como escrevi antes, não deve ser bom recuperarmos o contato, mas eu espero ainda por isso. Sem esperar uma paixão. Só esperanças de salvar uma amizade.
Mas não desse forma. Não num shopping com minha mãe e a namorada dele de platéia. Não um "olá" formal. Porque ele pode fazer isso de outra forma. Ele tem acesso a mim.
Eu só gostaria que acontecesse se fosse por bem. Se fosse pra acertar os ponteiros. Se fosse de coração.
Senão... que fique como está. Eu sobrevivo à minha culpa e resquícios de saudade.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
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