E o calafrio veio!
Não, não, não. Nada relacionado ao que eu queria. Foram calafrios de nervoso. Ansiedade pura. Nada de emoção positiva.
Hoje fiz minha primeira apresentação no mestrado. A primeira a se apresentar na primeira apresentação. Fiquei absolutamente nervosa. Foi péssimo. Nem tanto pra mim. Acabou logo, falei o que tinha pra falar, mas a apresentação em si foi ruim. Muito rápida, com pouco espaço para o surgimento de dúvidas. Complicado.
No final ouvi as críticas atentamente, pois sabia que elas eram necessárias, e queria absorver o máximo possível daquilo que julgasse positivo.
Meus erros não estão relacionados à incapacidade intelectual, tampouco falta de domínio do assunto, e nem mesmo de ausência de auto-reconhecimento das falhas. Eu sei de tudo que me foi falado. Eu enxergo isso também.
Falhei por falar rápido demais, pelo nervosismo, por não ser clara, pela ansiedade, por gestos que demostraram intimidação, postura amadora. Enfim, diversas atitudes que tornaram minha apresentação fraca e falha.
Interessante pensar no quanto é difícil se expor. No quanto EU tenho dificuldades de falar, de me mostrar. Penso em quando eu resolvi assumir aquela paixão... os meios que utilizei, o medo da acareação, tudo isso me desesperava tanto que procurei a via mais fácil. Só quando fui forçada é que enfrentei a situação. E somente com "estímulo" alcóolico que consegui ser mais ousada.
Estou num período da minha vida que isso não me é mais permitido. Tenho que evoluir. Tenho que melhorar essas minhas deficiências e sei que posso. Mais que tudo, falta-me calma. A sacada para que eu me exponha de forma mais suave e proveitosa é buscar tranquilidade.
Acredito que o caminho, além do auto-conhecimento, é a dedicação. O aprofundamento. Quando eu tiver convicção de que eu sei do que estou falando, não terei porque ter medo e consequentemente ficarei mais calma.
Diferente daquela paixão, que não bastava ter certeza do que eu estava falando. Pra ter coragem, eu precisaria ter certeza do que eu ouviria. E mesmo assim, houve momentos em que fui mais forte do que poderia supor, encarei a situação e sobrevivi.
E estou aqui. Seguindo minha vida, minhas obrigações, e certa de que posso muito mais. Desde que esteja tranquila e em paz comigo mesma. Desde que aproveite dessas experiências frustrantes, o que de positivo elas adicionam ao meu cotidiano. Desde que eu me esforce para ser melhor daqui pra frente.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
Episódio Dois - Querendo Calafrio
Ultimamente tenho sentido bastante vergonha das coisas que fiz no passado por conta desse amor.
Não se trata de arrependimento, nem de achar que tive comportamento e atitudes indignas. Não é isso. Sinto vergonha porque tantas coisas, agora, parecem bobagem, parecerem infantilidades.
O amor é bobo mesmo, é ridículo, é brega. Mesmo assim, sinto meu rosto queimar ao imaginar as situações em que me meti. E quase sempre, embora constrangida, dou risada de mim mesma. Porque fui tão inocente, tão apaixonada.
É engraçado ver a total falta de racionalidade, a emoção por qualquer bobagem, a inexplicável espera, a devoção quase que incondicional.
E para quê? Para nada. Por nada. Nada que realmente valesse a pena.
Talvez por isso sinta vergonha e não orgulho de ter sentido, durante quatro anos, uma sentimento tão puro e intenso. Porque ele foi inútil. Foi desprezado. Só teve importância para mim. Ninguém mais.
Nos últimos dias tenho sentido falta de amar, de estar apaixonada. Não que realmente tenha certeza de que já o esqueci. Só que mais forte que os bons sentimentos em relação a ele, está muito intensa a mágoa, então não consigo considerar mais o amor. Quero sentir calafrios de emoção e alegria, desejo de ficar junto, querer-bem. E quero isso com um alguém novo.
Pra dessa vez valer a pena.
Não se trata de arrependimento, nem de achar que tive comportamento e atitudes indignas. Não é isso. Sinto vergonha porque tantas coisas, agora, parecem bobagem, parecerem infantilidades.
O amor é bobo mesmo, é ridículo, é brega. Mesmo assim, sinto meu rosto queimar ao imaginar as situações em que me meti. E quase sempre, embora constrangida, dou risada de mim mesma. Porque fui tão inocente, tão apaixonada.
É engraçado ver a total falta de racionalidade, a emoção por qualquer bobagem, a inexplicável espera, a devoção quase que incondicional.
E para quê? Para nada. Por nada. Nada que realmente valesse a pena.
Talvez por isso sinta vergonha e não orgulho de ter sentido, durante quatro anos, uma sentimento tão puro e intenso. Porque ele foi inútil. Foi desprezado. Só teve importância para mim. Ninguém mais.
Nos últimos dias tenho sentido falta de amar, de estar apaixonada. Não que realmente tenha certeza de que já o esqueci. Só que mais forte que os bons sentimentos em relação a ele, está muito intensa a mágoa, então não consigo considerar mais o amor. Quero sentir calafrios de emoção e alegria, desejo de ficar junto, querer-bem. E quero isso com um alguém novo.
Pra dessa vez valer a pena.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Episódio Um - Porque é mais fácil
Eu entendo que cultivar um amor que não pode ser correspondido é errado. E entendo que alguns sacrifícios precisam ser feitos. Mas ignorar alguém que te ama e busca de todas as formas agir da melhor maneira possivel contigo é pouco digno, mas é o mais fácil.
É fácil deixar pra lá quando não é a gente que sofre.
Eu não pude optar pelo mais fácil. Fui mesmo pelo caminho mais difícil, mas enfim, foi o caminho que me deu a paz que precisei. A tranquilidade de saber que fiz tudo que podia, dentro do que meu coração permitia para concretizar esse amor. E se isso não aconteceu, infelizmente, não foi por não tentar.
Esse novo momento da minha vida ainda está bastante confuso. Eu não tenho certeza de nada, não sei o que me espera, não sei se é definitivo. O que sei é que estou mais calma, bem menos dependente, e certa de que eu não devo mais tentar qualquer coisa. Nada. Nem mesmo em nome da amizade. E sei também que sinto saudades às vezes, só às vezes. E tenho uma vontade imensa de ver pra crer. De ter meu direito a acareação. E sei que vou ficar muito magoada caso isso ocorra como da última vez. Por causa disso tudo, desses sentimentos e desejos imprecisos é que não sei o que aconteceu, se aconteceu. Mas não tenho pressa mais.
Escrever sobre "desamar"tem sido complexo, pouco estimulante. Não é simples definir o limite do fim. Eu não tenho sentido vontade de escrever pois meus sentimentos a este respeito estão menos intensos. Penso, evidentemente, nesse assunto diariamente. Penso nele, ainda, com certa frequência. Só que sem paixão. Sem emoção. Com muito pouca saudade. E um tantinho de mágoa. Tudo mais suave. Tudo completamente diferente.
Desejo a sua felicidade tanto quanto a minha. E desejo um futuro bom pra nós dois. Hoje sem a ilusão de um futuro feliz juntos. E nem mesmo de uma amizade profunda. E nem mesmo de um convívio constante e meramente educado. Parece-me que estamos fora da vida um do outro. E já não sofro mais, embora ainda não me convença de que é melhor assim.
Acho que é isso. Desejo e imagino um futuro bom. Mas sem ilusões. Sem espera. Sem sofre mais.
É fácil deixar pra lá quando não é a gente que sofre.
Eu não pude optar pelo mais fácil. Fui mesmo pelo caminho mais difícil, mas enfim, foi o caminho que me deu a paz que precisei. A tranquilidade de saber que fiz tudo que podia, dentro do que meu coração permitia para concretizar esse amor. E se isso não aconteceu, infelizmente, não foi por não tentar.
Esse novo momento da minha vida ainda está bastante confuso. Eu não tenho certeza de nada, não sei o que me espera, não sei se é definitivo. O que sei é que estou mais calma, bem menos dependente, e certa de que eu não devo mais tentar qualquer coisa. Nada. Nem mesmo em nome da amizade. E sei também que sinto saudades às vezes, só às vezes. E tenho uma vontade imensa de ver pra crer. De ter meu direito a acareação. E sei que vou ficar muito magoada caso isso ocorra como da última vez. Por causa disso tudo, desses sentimentos e desejos imprecisos é que não sei o que aconteceu, se aconteceu. Mas não tenho pressa mais.
Escrever sobre "desamar"tem sido complexo, pouco estimulante. Não é simples definir o limite do fim. Eu não tenho sentido vontade de escrever pois meus sentimentos a este respeito estão menos intensos. Penso, evidentemente, nesse assunto diariamente. Penso nele, ainda, com certa frequência. Só que sem paixão. Sem emoção. Com muito pouca saudade. E um tantinho de mágoa. Tudo mais suave. Tudo completamente diferente.
Desejo a sua felicidade tanto quanto a minha. E desejo um futuro bom pra nós dois. Hoje sem a ilusão de um futuro feliz juntos. E nem mesmo de uma amizade profunda. E nem mesmo de um convívio constante e meramente educado. Parece-me que estamos fora da vida um do outro. E já não sofro mais, embora ainda não me convença de que é melhor assim.
Acho que é isso. Desejo e imagino um futuro bom. Mas sem ilusões. Sem espera. Sem sofre mais.
domingo, 10 de agosto de 2008
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