Ultimamente tenho sentido bastante vergonha das coisas que fiz no passado por conta desse amor.
Não se trata de arrependimento, nem de achar que tive comportamento e atitudes indignas. Não é isso. Sinto vergonha porque tantas coisas, agora, parecem bobagem, parecerem infantilidades.
O amor é bobo mesmo, é ridículo, é brega. Mesmo assim, sinto meu rosto queimar ao imaginar as situações em que me meti. E quase sempre, embora constrangida, dou risada de mim mesma. Porque fui tão inocente, tão apaixonada.
É engraçado ver a total falta de racionalidade, a emoção por qualquer bobagem, a inexplicável espera, a devoção quase que incondicional.
E para quê? Para nada. Por nada. Nada que realmente valesse a pena.
Talvez por isso sinta vergonha e não orgulho de ter sentido, durante quatro anos, uma sentimento tão puro e intenso. Porque ele foi inútil. Foi desprezado. Só teve importância para mim. Ninguém mais.
Nos últimos dias tenho sentido falta de amar, de estar apaixonada. Não que realmente tenha certeza de que já o esqueci. Só que mais forte que os bons sentimentos em relação a ele, está muito intensa a mágoa, então não consigo considerar mais o amor. Quero sentir calafrios de emoção e alegria, desejo de ficar junto, querer-bem. E quero isso com um alguém novo.
Pra dessa vez valer a pena.
domingo, 24 de agosto de 2008
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