quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Episódio Três - Buscando minha Paz

E o calafrio veio!
Não, não, não. Nada relacionado ao que eu queria. Foram calafrios de nervoso. Ansiedade pura. Nada de emoção positiva.
Hoje fiz minha primeira apresentação no mestrado. A primeira a se apresentar na primeira apresentação. Fiquei absolutamente nervosa. Foi péssimo. Nem tanto pra mim. Acabou logo, falei o que tinha pra falar, mas a apresentação em si foi ruim. Muito rápida, com pouco espaço para o surgimento de dúvidas. Complicado.
No final ouvi as críticas atentamente, pois sabia que elas eram necessárias, e queria absorver o máximo possível daquilo que julgasse positivo.
Meus erros não estão relacionados à incapacidade intelectual, tampouco falta de domínio do assunto, e nem mesmo de ausência de auto-reconhecimento das falhas. Eu sei de tudo que me foi falado. Eu enxergo isso também.
Falhei por falar rápido demais, pelo nervosismo, por não ser clara, pela ansiedade, por gestos que demostraram intimidação, postura amadora. Enfim, diversas atitudes que tornaram minha apresentação fraca e falha.
Interessante pensar no quanto é difícil se expor. No quanto EU tenho dificuldades de falar, de me mostrar. Penso em quando eu resolvi assumir aquela paixão... os meios que utilizei, o medo da acareação, tudo isso me desesperava tanto que procurei a via mais fácil. Só quando fui forçada é que enfrentei a situação. E somente com "estímulo" alcóolico que consegui ser mais ousada.
Estou num período da minha vida que isso não me é mais permitido. Tenho que evoluir. Tenho que melhorar essas minhas deficiências e sei que posso. Mais que tudo, falta-me calma. A sacada para que eu me exponha de forma mais suave e proveitosa é buscar tranquilidade.
Acredito que o caminho, além do auto-conhecimento, é a dedicação. O aprofundamento. Quando eu tiver convicção de que eu sei do que estou falando, não terei porque ter medo e consequentemente ficarei mais calma.
Diferente daquela paixão, que não bastava ter certeza do que eu estava falando. Pra ter coragem, eu precisaria ter certeza do que eu ouviria. E mesmo assim, houve momentos em que fui mais forte do que poderia supor, encarei a situação e sobrevivi.
E estou aqui. Seguindo minha vida, minhas obrigações, e certa de que posso muito mais. Desde que esteja tranquila e em paz comigo mesma. Desde que aproveite dessas experiências frustrantes, o que de positivo elas adicionam ao meu cotidiano. Desde que eu me esforce para ser melhor daqui pra frente.

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