Nota rápida: estou aqui, quase uma da manhã, imaginando porque ele entrou no msn e agora está inativo. Nesse horário. O que ele estará fazendo?!
Meu cérebro não aceita muito bem a realidade, mas provavelmente ele está fazendo com outra pessoa aquilo que num post anterior eu relatei imaginar e querer fazer com ele.
Enquanto eu sobrevivo a este sábado a noite sem emoção.
Crônica do amor (Arnaldo Jabor)
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
sábado, 31 de maio de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Episódio Oito - Erótica
Embora haja quem questione a veracidade do meu amor, eu tenho absoluta certeza da verdade e da intensidade desse sentimento. Contudo existem sim, outros sentimentos meus em relação a ele, independentes do amor.
Há a amizade, que acredito, é recíproca. Há admiração da minha parte, pela pessoa e pelo profissional que ele é. Algumas vezes há raiva, ressentimento pelo amor recusado, frustração. Há sempre graditão pelo respeito, tentativa de compreensão e pelo silêncio.
E há um sentimento muito forte. O desejo. Meu Deus, como eu desejo esse homem! Não é só o desejo de conquistá-lo, de ter meus sentimentos retribuídos. É desejo físico mesmo.
Ainda que eu atinja meu objetivo e o amor acabe, provavelmente sempre vou achá-lo lindo, e atraente, e envolvente. Irresistível!
Só a lembrança da imagem dele já me desconcerta.
Cada abraço dele é capaz de disparar meu coração e arrepiar até a minha alma.
Aquela voz grave, se falar só pra mim, seja o que for, acompanhada do sorriso mais bonito que já vi, me deixa aflita.
Dá vontade de agarrar. De verdade.
Se eu posso tocar aquele corpo, aqueles braços fortes ou a barriga sarada... nem sei descrever. O que é aquilo?! Como pode?!
E se eu fecho meus olhos, desenhando na minha mente cada detalhe daquele rosto, o formato daquela boca, o cheiro dele. E imagino um beijo. Eu sinto meu sangue queimando. Porque tenho certeza de que só pode ser maravilhoso. Delicioso.
Perco o fôlego quando imagino aquelas mãos, que poucas vezes toquei, mas que sempre estavam quentes e macias, tocando minha pele, meu rosto, meus cabelos, meu corpo.
Aquela pele morena encostando na minha, o calor, o peso do corpo dele, seus lábios me tocando, o movimento, poucas palavras, e muito prazer, e toda emoção. E eu perdendo a linha, e me sentido completa. Porque é com ele. Porque sou dele.
Ah, é a fantasia mais romântica, mais atrevida, mais incrível. E ao mesmo tempo tão, mas tão triste, porque me parece muito mais um sonho do que uma espera.
Há a amizade, que acredito, é recíproca. Há admiração da minha parte, pela pessoa e pelo profissional que ele é. Algumas vezes há raiva, ressentimento pelo amor recusado, frustração. Há sempre graditão pelo respeito, tentativa de compreensão e pelo silêncio.
E há um sentimento muito forte. O desejo. Meu Deus, como eu desejo esse homem! Não é só o desejo de conquistá-lo, de ter meus sentimentos retribuídos. É desejo físico mesmo.
Ainda que eu atinja meu objetivo e o amor acabe, provavelmente sempre vou achá-lo lindo, e atraente, e envolvente. Irresistível!
Só a lembrança da imagem dele já me desconcerta.
Cada abraço dele é capaz de disparar meu coração e arrepiar até a minha alma.
Aquela voz grave, se falar só pra mim, seja o que for, acompanhada do sorriso mais bonito que já vi, me deixa aflita.
Dá vontade de agarrar. De verdade.
Se eu posso tocar aquele corpo, aqueles braços fortes ou a barriga sarada... nem sei descrever. O que é aquilo?! Como pode?!
E se eu fecho meus olhos, desenhando na minha mente cada detalhe daquele rosto, o formato daquela boca, o cheiro dele. E imagino um beijo. Eu sinto meu sangue queimando. Porque tenho certeza de que só pode ser maravilhoso. Delicioso.
Perco o fôlego quando imagino aquelas mãos, que poucas vezes toquei, mas que sempre estavam quentes e macias, tocando minha pele, meu rosto, meus cabelos, meu corpo.
Aquela pele morena encostando na minha, o calor, o peso do corpo dele, seus lábios me tocando, o movimento, poucas palavras, e muito prazer, e toda emoção. E eu perdendo a linha, e me sentido completa. Porque é com ele. Porque sou dele.
Ah, é a fantasia mais romântica, mais atrevida, mais incrível. E ao mesmo tempo tão, mas tão triste, porque me parece muito mais um sonho do que uma espera.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Episódio Sete - Rapidinhas
1. A saudade apertou tanto que não resisti e mandei um recado pra ele pelo msn. Nada demais, só escrevi que estava com saudades. Triste é que tenho a doce ilusão de que ele irá me responder.
2. Que tormento não saber exatamente o que está acontecendo com ele. Sutilmente tento saber, descobrir algo, mas não sei nada novo. Nada.
3. Torcia contra o Corinthians, como sempre, mas ridiculamente esbocei um sorriso quando aquele goleiro defendeu o pênalti. Tudo porque sei que ele está feliz. Quanta bobagem.
4. Inacreditável eu ainda ficar fantasiando diversas situações que poderiam me dar uma chance com ele. Inocência tem que ter limite.
5. Quase sempre estou convencida de que tem que acabar, mas acontecem esses momentos de emoção, essa explosão de sentimentos que me fazem ter esperança. E me atrever sonhar um pouco mais.
6. Gosto da lembrança daquele movimento que ele faz com os ombros, de alongá-los jogando-os para trás. Encantador.
7. E gosto de lembrar, com um pouco de vergonha, daquele dia em que ele não me olhava nos olhos enquanto conversávamos, de tão distraído que ficou com meu decote!
8. Vou fazer um episódio só com os defeitos dele. Nunca o vi como um príncipe, o cara perfeito. "10 coisas que odeio em você" pode ser pouco.
9. Se de fato "a concorrência" o ama tanto ou mais do que eu, ele deve ser o cara mais abençoado desse mundo. Digno de inveja.
10. Este blog está ficando light demais . Se é pra desamar, preciso de mais dedicação. Isso aqui está quase romântico!
2. Que tormento não saber exatamente o que está acontecendo com ele. Sutilmente tento saber, descobrir algo, mas não sei nada novo. Nada.
3. Torcia contra o Corinthians, como sempre, mas ridiculamente esbocei um sorriso quando aquele goleiro defendeu o pênalti. Tudo porque sei que ele está feliz. Quanta bobagem.
4. Inacreditável eu ainda ficar fantasiando diversas situações que poderiam me dar uma chance com ele. Inocência tem que ter limite.
5. Quase sempre estou convencida de que tem que acabar, mas acontecem esses momentos de emoção, essa explosão de sentimentos que me fazem ter esperança. E me atrever sonhar um pouco mais.
6. Gosto da lembrança daquele movimento que ele faz com os ombros, de alongá-los jogando-os para trás. Encantador.
7. E gosto de lembrar, com um pouco de vergonha, daquele dia em que ele não me olhava nos olhos enquanto conversávamos, de tão distraído que ficou com meu decote!
8. Vou fazer um episódio só com os defeitos dele. Nunca o vi como um príncipe, o cara perfeito. "10 coisas que odeio em você" pode ser pouco.
9. Se de fato "a concorrência" o ama tanto ou mais do que eu, ele deve ser o cara mais abençoado desse mundo. Digno de inveja.
10. Este blog está ficando light demais . Se é pra desamar, preciso de mais dedicação. Isso aqui está quase romântico!
terça-feira, 27 de maio de 2008
Episódio Seis - Impaciente
Tem dias em que adoro ficar relembrando todas as coisas que já passei por causa desse amor. Há sim, algumas lembranças cômicas, bonitinhas, emocionantes.
Em outros dias eu fico arrasada com as lembranças dolorosas, recordando as frustrações, esperas eternas, angústias, medos.
E tem ainda dias como hoje, que não tenho a menor paciência pra esse assunto.
Acho que além do desgaste emocional de anos, somam-se o meu cansaço físico e mental, o estresse com o trabalho, com outros problemas pessoais, os muitos compromissos, a preocupação com o futuro, e aí desaparece minha disposição para um assunto que me faz sofrer.
E todo o resto me impacienta também. A vontade desesperada de falar com ele, de ligar, de ouvir sua voz. A impotência diante do meu medo de me aproximar e levar mais um fora. E a minha constante preocupação com o bem-estar dele, o bem-estar de alguém que nem sei se em algum momento se lembra de mim, a não ser quando me encontra.
Respirar fundo não resolve sempre.
Hoje é um daqueles dias em que eu precisava de um colo, de um ouvido atencioso, de um abraço forte, e de palavras doces dizendo que tudo vai ficar bem. Vindas dele. E eu não tenho. E estou cansada de desejar algo que não posso ter.
Em outros dias eu fico arrasada com as lembranças dolorosas, recordando as frustrações, esperas eternas, angústias, medos.
E tem ainda dias como hoje, que não tenho a menor paciência pra esse assunto.
Acho que além do desgaste emocional de anos, somam-se o meu cansaço físico e mental, o estresse com o trabalho, com outros problemas pessoais, os muitos compromissos, a preocupação com o futuro, e aí desaparece minha disposição para um assunto que me faz sofrer.
E todo o resto me impacienta também. A vontade desesperada de falar com ele, de ligar, de ouvir sua voz. A impotência diante do meu medo de me aproximar e levar mais um fora. E a minha constante preocupação com o bem-estar dele, o bem-estar de alguém que nem sei se em algum momento se lembra de mim, a não ser quando me encontra.
Respirar fundo não resolve sempre.
Hoje é um daqueles dias em que eu precisava de um colo, de um ouvido atencioso, de um abraço forte, e de palavras doces dizendo que tudo vai ficar bem. Vindas dele. E eu não tenho. E estou cansada de desejar algo que não posso ter.
domingo, 25 de maio de 2008
Episódio Cinco - Outros Amores
Hoje me peguei pensando na minha vida sentimental. E lembrando de todas as minhas paixões.
Recordei-me do primeiro cara por quem me interessei. Era tão novinha, tinha 11 anos... foi a minha primeira decepção e meu primeiro trunfo. Ele se chamava Fabrício. Um desses caras populares, meio malandro, estudávamos na mesma turma, na 5a. série. Era mais velho, já tinha repetido uns dois ou três anos na escola. E ele nem me notava. Sofria tanto, gostava dele e ele nem ligava pra mim. Aí passou o tempo, quase um ano, eu acho, e eu mudei. Os hormônios começaram a agir e eu fiquei mais interessante. E não é que o Fabrício me notou?! E nessa época já gostava de outra pessoa, e tive o prazer enorme de dizer não a ele.
O Fábio se tornou meu amigo antes de tudo. Quando me dei conta, ele estava me mandando cartinhas apaixonadas, presentes e fazendo cenas de ciúmes. Não tinha vergonha de dizer pra todo mundo que estava apaixonada por mim. Ele era gordinho, e meio desajeitado. Eu me encantei com as demonstrações de afeto dele e acho que me apaixonei. Mas esbarrei no meu próprio preconceito. Ele não tinha o esteriótipo "certo". E eu era nova demais pra saber que isso não tinha a menor importância. Diante da insistência dele, o afastei. E perdi um amigo. Ficamos quase dois anos sem nos falar, e quando reatamos a amizade, nos divertíamos muito lembrando daquele tempo.
Quando vi o Marcos pela primeira vez, lembro-me que senti meu rosto queimar, porque ele me encarava tanto, de um jeito tão intimidador, que morri de vergonha. Acho que foi a primeira pessoa que me atraiu fisicamente. Nem gostava tanto assim dele, mas na época, ele era o cara mais popular da escola, o mais bonito, e eu era a menina mais popular, a mais desejada (pois é, já fui a mais-mais!), e parecia óbvio que ficaríamos juntos. Mas foi ruim. Ele era narcisista e parecia querer estar comigo apenas pelo status. Não durou, claro. Foi com ele que aprendi que beleza nem sempre vem acompanhada de bom coração.
Aquele dia no centro comunitário, aquela partida de volei (eu praticava esportes também! Nossa, que coisa), quando o Bruno me deu uma super-bolada na cabeça. A primeira vez que nos vimos. A primeira vez que vi meu primeiro amor. Nos aproximamos porque ele se interessou por uma amiga minha, e nos tornamos amigos. Ele não teve sucesso com essa menina, mas nossa amizade continuou. E eu me apaixonei. Com o tempo todos notaram que nós estávamos "próximos" demais. Todo mundo sabia que gostávamos um do outro, mas não admitíamos. Não sei, até hoje, qual era o problema pra ele, pra mim era a idade. De novo uma bobagem que naquela época tinha um peso enorme. Como que eu, com 14 anos iria me envolver com um moleque de 13?! Inaceitável. Mas eu o amava. Foi o primeiro cara por quem chorei, com quem briguei de fato, por ciúmes, com quem me preocupava, com quem eu sonhava.Eu me lembro de pequenos detalhes, como a primeira vez que ele segurou minha mão, ou de um abraço, no meio da rua, depois de uma briga. E quando nos separamos. Ainda que outra pessoa tenha despertado meu interesse, eu pensava no Bruno todos os dias, e foi assim ainda por bastante tempo.
Ser nova numa escola é muito difícil, depois de ter deixado pra trás um amor é mais difícil ainda, mas eu sarei. Conheci o Filipe. A princípio não deu em nada. Achei-o muito bonito e ele era muito legal. E ainda morava perto da minha casa! Eu me apaixonei. Mas ele não. Na época que nos conhecemos só falava da namoradinha dele. E eu, mais uma vez guardei pra mim o sentimento. Só que ele terminou e se aproximou de mim. Lembro-me das meninas, todas animadíssimas com as investidas dele. Eu ficava tímida, negava, fazia de conta que não via e que não me interessava também. Mas uma hora tinha que acontecer. Naquela noite, todo mundo percebeu. Eu sempre tentei ser discreta nesse sentido, aí foi talvez meu maior erro em relação a ele. Como oficialmente não existia nada, apareceu uma concorrente! E não é que a tal se tornou minha amiga. A Roberta se apaixonou por ele, e como sempre muito mais desinibida que eu, declarou-se, e levou um fora. Só que eu não podia mais ficar com ele. Como poderia? Minha amiga estava apaixonada. E eu me anulei por ela. E o deixei.
O André foi meu amor platônico. Um cara mais velho, na faculdade, todo descolado, bonito, sexy. O sonho de qualquer garota. Nunca aconteceu nada de verdade, mas me lembro dele sempre com uma pontinha de satisfação, porque além dele ter feito minhas tardes de estudo mais felizes por três anos (ele era monitor no plantão de dúvidas do meu colégio), eu me percebi mulher, eu vi que tinha meus encantos, descobri meu poder de sedução. Claro que pra ele também existia um obstáculo, eu era praticamente aluna dele, e quase seis anos mais nova. Mas ele era tão carinhoso, e tantas vezes a gente deixava os estudos de lado pra conversar, e quantas vezes o peguei olhando pro meu colo, ou minhas pernas, e eu claro, abusava dos decotes e saias. Sofri um pouquinho porque realmente me apaixonei e tantas vezes me sentia ridícula por isso. Mas quase sempre me diverti, flertando com ele. Dia desses descobri um curso, ministrado por ele (temos a mesma profissão) e me senti tentada a fazer, somente pra vê-lo. Desisti. Gosto das lembranças do amor impossível, das tardes de paquera, da ansiedade pra encontrá-lo. Sei que agora já não é nada disso.
Hoje quando me lembro do Junior acho tão ridículo eu ter me interessado por ele. Não tinha nada haver comigo, era gente-boa, mas não sei, não compreendo como aconteceu. Vivíamos em mundos diferentes. Por isso e mais uma vez pela Roberta optei por me distanciar, achava que ela era afim dele, aliás, tenho certeza disso, embora ela nunca tenha admitido, e como eu imaginava que fazia muito mais sentido os dois juntos, do que eu com ele, deixei o caminho livre, e ela não aproveitou. Nós duas perdemos. E como eu sentia raiva de nós três! Cada coisa que eu já fiz por ela, e hoje em dia nada mais faz sentido, mas de novo nessa época, deixei outra oportunidade com o Filipe passar. E nossa, ele estava tão lindo! Pensei que ela poderia se chatear comigo. E quase fui apedrejada por outras amigas por deixar aquele príncipe escapar.
O Thiago foi a história mais surreal de todas. Ele era amigo de um primo meu e me conheceu através de uma foto, e imediatamente se declarou meu namorado. Durante alguns meses suportei minha família acreditando nessa história, e eu nunca o tinha visto! Numa manhã, fui tomar café na casa da minha tia e ele estava lá. Eu não sabia e fiquei tão constrangida quando o vi, e todos nos provocando, e eu o achei encantador. Depois soube que eu também não decepcionei. Quase dois meses depois nos reencontramos, e aí aconteceu. Os detalhes são muitos, mas na minha memória a história do começo é sempre tão bonita. Foi a relação mais séria. Aprendi como lidar com a paixão, amor, desejo, ciúmes, rotina, desentendimentos. Infelizmente acabou. E é verdade que só gosto de lembrar do nosso começo. Dava pra fazer um filme. O depois não foi tão legal. O bem depois foi terrível. É triste e doloroso. Odeio pensar nisso.
Eu me apaixonei muito rápido pelo Daniel. Acho que é porque era tudo novidade. E ele me pareceu interessante desde o primeiro momento que nos vimos. Além disso, ele se tornou um amigo, um companheiro. Ele namorava, mas mesmo assim me provocava. E eu quase cedi algumas vezes. Quando acreditei que iria perdê-lo sofri tanto, meu mundo desabou. E senti tanta raiva porque ninguém entendia isso. Mas ele não se foi e eu deixei de gostar dele. Eu me lembro quando a oportunidade surgiu, ele estava sozinho e me queria. Agi como se não fosse comigo. Não quis. Continuamos amigos, e ele encontrou um outro alguém. E eu, pela primeira vez em 10 anos fiquei com meu coração vazio.
Isso mesmo. Não gostei de ninguém por cerca de um ano. Que período maravilhoso! Às vezes me sentia vazia, faltando alguma coisa. Mas foi bom, de verdade. Foi quando me senti mais "em paz". Hoje acredito que precisava dessa pausa. Meu coração tinha que estar totalmente livre para o que viria. Para Ele. O meu maior amor. É ele quem motiva esse blog. É ele que eu preciso desamar. Mas a história que quero terminar teve seu começo. E foi a mais diferente, a mais forte, a mais verdadeira.
É. Mais uma constatação que só vem reforçar a certeza de que é ele. E a história de nós dois já é contada em todos os outros episódios.
Recordei-me do primeiro cara por quem me interessei. Era tão novinha, tinha 11 anos... foi a minha primeira decepção e meu primeiro trunfo. Ele se chamava Fabrício. Um desses caras populares, meio malandro, estudávamos na mesma turma, na 5a. série. Era mais velho, já tinha repetido uns dois ou três anos na escola. E ele nem me notava. Sofria tanto, gostava dele e ele nem ligava pra mim. Aí passou o tempo, quase um ano, eu acho, e eu mudei. Os hormônios começaram a agir e eu fiquei mais interessante. E não é que o Fabrício me notou?! E nessa época já gostava de outra pessoa, e tive o prazer enorme de dizer não a ele.
O Fábio se tornou meu amigo antes de tudo. Quando me dei conta, ele estava me mandando cartinhas apaixonadas, presentes e fazendo cenas de ciúmes. Não tinha vergonha de dizer pra todo mundo que estava apaixonada por mim. Ele era gordinho, e meio desajeitado. Eu me encantei com as demonstrações de afeto dele e acho que me apaixonei. Mas esbarrei no meu próprio preconceito. Ele não tinha o esteriótipo "certo". E eu era nova demais pra saber que isso não tinha a menor importância. Diante da insistência dele, o afastei. E perdi um amigo. Ficamos quase dois anos sem nos falar, e quando reatamos a amizade, nos divertíamos muito lembrando daquele tempo.
Quando vi o Marcos pela primeira vez, lembro-me que senti meu rosto queimar, porque ele me encarava tanto, de um jeito tão intimidador, que morri de vergonha. Acho que foi a primeira pessoa que me atraiu fisicamente. Nem gostava tanto assim dele, mas na época, ele era o cara mais popular da escola, o mais bonito, e eu era a menina mais popular, a mais desejada (pois é, já fui a mais-mais!), e parecia óbvio que ficaríamos juntos. Mas foi ruim. Ele era narcisista e parecia querer estar comigo apenas pelo status. Não durou, claro. Foi com ele que aprendi que beleza nem sempre vem acompanhada de bom coração.
Aquele dia no centro comunitário, aquela partida de volei (eu praticava esportes também! Nossa, que coisa), quando o Bruno me deu uma super-bolada na cabeça. A primeira vez que nos vimos. A primeira vez que vi meu primeiro amor. Nos aproximamos porque ele se interessou por uma amiga minha, e nos tornamos amigos. Ele não teve sucesso com essa menina, mas nossa amizade continuou. E eu me apaixonei. Com o tempo todos notaram que nós estávamos "próximos" demais. Todo mundo sabia que gostávamos um do outro, mas não admitíamos. Não sei, até hoje, qual era o problema pra ele, pra mim era a idade. De novo uma bobagem que naquela época tinha um peso enorme. Como que eu, com 14 anos iria me envolver com um moleque de 13?! Inaceitável. Mas eu o amava. Foi o primeiro cara por quem chorei, com quem briguei de fato, por ciúmes, com quem me preocupava, com quem eu sonhava.Eu me lembro de pequenos detalhes, como a primeira vez que ele segurou minha mão, ou de um abraço, no meio da rua, depois de uma briga. E quando nos separamos. Ainda que outra pessoa tenha despertado meu interesse, eu pensava no Bruno todos os dias, e foi assim ainda por bastante tempo.
Ser nova numa escola é muito difícil, depois de ter deixado pra trás um amor é mais difícil ainda, mas eu sarei. Conheci o Filipe. A princípio não deu em nada. Achei-o muito bonito e ele era muito legal. E ainda morava perto da minha casa! Eu me apaixonei. Mas ele não. Na época que nos conhecemos só falava da namoradinha dele. E eu, mais uma vez guardei pra mim o sentimento. Só que ele terminou e se aproximou de mim. Lembro-me das meninas, todas animadíssimas com as investidas dele. Eu ficava tímida, negava, fazia de conta que não via e que não me interessava também. Mas uma hora tinha que acontecer. Naquela noite, todo mundo percebeu. Eu sempre tentei ser discreta nesse sentido, aí foi talvez meu maior erro em relação a ele. Como oficialmente não existia nada, apareceu uma concorrente! E não é que a tal se tornou minha amiga. A Roberta se apaixonou por ele, e como sempre muito mais desinibida que eu, declarou-se, e levou um fora. Só que eu não podia mais ficar com ele. Como poderia? Minha amiga estava apaixonada. E eu me anulei por ela. E o deixei.
O André foi meu amor platônico. Um cara mais velho, na faculdade, todo descolado, bonito, sexy. O sonho de qualquer garota. Nunca aconteceu nada de verdade, mas me lembro dele sempre com uma pontinha de satisfação, porque além dele ter feito minhas tardes de estudo mais felizes por três anos (ele era monitor no plantão de dúvidas do meu colégio), eu me percebi mulher, eu vi que tinha meus encantos, descobri meu poder de sedução. Claro que pra ele também existia um obstáculo, eu era praticamente aluna dele, e quase seis anos mais nova. Mas ele era tão carinhoso, e tantas vezes a gente deixava os estudos de lado pra conversar, e quantas vezes o peguei olhando pro meu colo, ou minhas pernas, e eu claro, abusava dos decotes e saias. Sofri um pouquinho porque realmente me apaixonei e tantas vezes me sentia ridícula por isso. Mas quase sempre me diverti, flertando com ele. Dia desses descobri um curso, ministrado por ele (temos a mesma profissão) e me senti tentada a fazer, somente pra vê-lo. Desisti. Gosto das lembranças do amor impossível, das tardes de paquera, da ansiedade pra encontrá-lo. Sei que agora já não é nada disso.
Hoje quando me lembro do Junior acho tão ridículo eu ter me interessado por ele. Não tinha nada haver comigo, era gente-boa, mas não sei, não compreendo como aconteceu. Vivíamos em mundos diferentes. Por isso e mais uma vez pela Roberta optei por me distanciar, achava que ela era afim dele, aliás, tenho certeza disso, embora ela nunca tenha admitido, e como eu imaginava que fazia muito mais sentido os dois juntos, do que eu com ele, deixei o caminho livre, e ela não aproveitou. Nós duas perdemos. E como eu sentia raiva de nós três! Cada coisa que eu já fiz por ela, e hoje em dia nada mais faz sentido, mas de novo nessa época, deixei outra oportunidade com o Filipe passar. E nossa, ele estava tão lindo! Pensei que ela poderia se chatear comigo. E quase fui apedrejada por outras amigas por deixar aquele príncipe escapar.
O Thiago foi a história mais surreal de todas. Ele era amigo de um primo meu e me conheceu através de uma foto, e imediatamente se declarou meu namorado. Durante alguns meses suportei minha família acreditando nessa história, e eu nunca o tinha visto! Numa manhã, fui tomar café na casa da minha tia e ele estava lá. Eu não sabia e fiquei tão constrangida quando o vi, e todos nos provocando, e eu o achei encantador. Depois soube que eu também não decepcionei. Quase dois meses depois nos reencontramos, e aí aconteceu. Os detalhes são muitos, mas na minha memória a história do começo é sempre tão bonita. Foi a relação mais séria. Aprendi como lidar com a paixão, amor, desejo, ciúmes, rotina, desentendimentos. Infelizmente acabou. E é verdade que só gosto de lembrar do nosso começo. Dava pra fazer um filme. O depois não foi tão legal. O bem depois foi terrível. É triste e doloroso. Odeio pensar nisso.
Eu me apaixonei muito rápido pelo Daniel. Acho que é porque era tudo novidade. E ele me pareceu interessante desde o primeiro momento que nos vimos. Além disso, ele se tornou um amigo, um companheiro. Ele namorava, mas mesmo assim me provocava. E eu quase cedi algumas vezes. Quando acreditei que iria perdê-lo sofri tanto, meu mundo desabou. E senti tanta raiva porque ninguém entendia isso. Mas ele não se foi e eu deixei de gostar dele. Eu me lembro quando a oportunidade surgiu, ele estava sozinho e me queria. Agi como se não fosse comigo. Não quis. Continuamos amigos, e ele encontrou um outro alguém. E eu, pela primeira vez em 10 anos fiquei com meu coração vazio.
Isso mesmo. Não gostei de ninguém por cerca de um ano. Que período maravilhoso! Às vezes me sentia vazia, faltando alguma coisa. Mas foi bom, de verdade. Foi quando me senti mais "em paz". Hoje acredito que precisava dessa pausa. Meu coração tinha que estar totalmente livre para o que viria. Para Ele. O meu maior amor. É ele quem motiva esse blog. É ele que eu preciso desamar. Mas a história que quero terminar teve seu começo. E foi a mais diferente, a mais forte, a mais verdadeira.
É. Mais uma constatação que só vem reforçar a certeza de que é ele. E a história de nós dois já é contada em todos os outros episódios.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Episódio Quatro - Lembranças
Eu me lembro da primeira vez em que ele me chamou de Paty. Meu coração disparou, mas tive que manter a calma, respirar fundo e continuar meu trabalho. Disfarçar a emoção como se fosse uma pessoa qualquer mostrando intimidade. Não era uma pessoa qualquer. Por isso não esqueço.
Lembro-me daquela noite. Fiquei tão feliz ao vê-lo com um presente meu. Na mesma noite, tão doce, beijou pela primeira vez a minha mão. Nessa época estava sozinho, mas não acreditei que haveria alguma possibilidade... fiquei distante. O "e se" sempre esteve aqui, escondido em meio as recordações. Por isso não esqueço.
E aquele abraço. Eu sempre me lembro. Aquele 11 de setembro de 2005. O momento mais emocionante. Durou tão pouco, mas foi tão forte. Nossos corpos se tocando, perfeitamente unidos. Meu coração dispara cada vez que penso nesse instante. Foi quando eu tive certeza de que o que eu sentia era de verdade. Por isso eu não esqueço.
O primeiro encontro após aquelas mensagens. A frieza no beijo, os olhos que não se encontraram, o nervosismo. Mãos trêmulas. Nunca foi tão difícil ser forte perto das outras pessoas, pra não mostrar minha vergonha, minha frustração, meu amor recolhido. A imagem dele, encostado na parede, como se eu não estivesse ali. Insurportável. Por isso não esqueço.
O outro abraço. Odeio lembrar. De novo pela frieza. As noites mais especiais foram tão tristes, tão vazias. A rejeição, o silêncio, a indiferença. E eu obrigada a fingir uma falsa felicidade. O abraço é a lembrança de um momento que resumiu a maior decepção que podia ter. Por isso não esqueço.
Aquela sexta-feira. Às vezes esqueço de lembrar desse dia. Sem nenhum motivo ele me disse, naquela manhã, que tinha comprado um presentinho pra mim, um pão-de-mel, mas esqueceu dele. Já foi o suficiente pra me fazer feliz. Não imaginava que ele tornaria meu dia perfeito, quando voltou à tarde somente pra trazer o presente. Aconteceu tudo de forma tão natural. Foi o dia em que vi que nossa amizade era real, e que eu podia ter esperanças de tê-lo pra sempre na minha vida. Por isso não esqueço.
E a lembrança daquela outra sexta-feira, o dia em que conversamos pela primeira vez, cara-a-cara sobre nós dois. O dia em que falei dos meus sentimentos. Mas não disse toda a verdade. Menti pra parecer mais forte. Fingi sofrer menos, sonhar menos, desejar menos. Ainda assim foi o dia em que fui mais transparente. Que permiti que ele visse quase tudo o que a sua existência provoca em mim. E fiquei aliviada. Por isso não esqueço.
Aquela madrugada de carnaval deste ano. Eu me lembro o tempo todo. Nos encontramos longe do nosso mundo, em condições completamente diferentes. E acreditei que fosse minha oportunidade. Que Deus estava dando a minha chance. E agi como nunca imaginei que poderia. E foi vergonhoso. O que Deus fez, naquela noite, foi me dar forças pra suportar a situação constrangedora que criei e sair dela com dignidade. Mas foi nessa situação, nesse erro, nessa madrugada, que me perdi, e não mais encontrei o caminho para nós. Eu o perdi. Por isso não esqueço.
Adiei nosso último encontro, que aconteceu há seis dias, porque não queria essa lembrança. Por todas os acontecimentos desses quatro anos de amor, esse dia ia chegar. O último. Evitei-o, tentando criar o momento ideal. Não consegui. E imaginei muitas coisas pra fazer, pra dizer, mas não foi assim. O nosso último dia, nossa despedida aconteceu sem emoção. Pelo menos evidente. Por dentro eu sentia meu coração queimando, machucado. Por fora, fiz o possível pra não transparecer nenhum sofrimento. E ele? Acho que não se deu conta, assim como todos os outros momentos, que era um acontecimento especial. O surgimento de mais uma lembrança. Essa última, a mais triste, porque já sabia que depois desse momento, eu teria que obrigar a desamá-lo. Pra não morrer por dentro. Por isso não esqueço.
Tenho tantas lembranças, de momentos bons e ruins, mas sei que não é especial, porque ele não se lembra. As recordações são só minhas. Nós dois. Não sei se compartilhamos alguma delas. Não acredito que qualquer lembrança emocionante da minha memória, tenha sido importante pra ele. Por isso não esqueço que preciso deixá-lo ir. Que eu preciso ir. Ainda que todas essas lembranças reforcem o meu pensamento de que é ele o meu grande amor. E que não serei capaz de viver e sentir tudo isso por mais ninguém.
Lembro-me daquela noite. Fiquei tão feliz ao vê-lo com um presente meu. Na mesma noite, tão doce, beijou pela primeira vez a minha mão. Nessa época estava sozinho, mas não acreditei que haveria alguma possibilidade... fiquei distante. O "e se" sempre esteve aqui, escondido em meio as recordações. Por isso não esqueço.
E aquele abraço. Eu sempre me lembro. Aquele 11 de setembro de 2005. O momento mais emocionante. Durou tão pouco, mas foi tão forte. Nossos corpos se tocando, perfeitamente unidos. Meu coração dispara cada vez que penso nesse instante. Foi quando eu tive certeza de que o que eu sentia era de verdade. Por isso eu não esqueço.
O primeiro encontro após aquelas mensagens. A frieza no beijo, os olhos que não se encontraram, o nervosismo. Mãos trêmulas. Nunca foi tão difícil ser forte perto das outras pessoas, pra não mostrar minha vergonha, minha frustração, meu amor recolhido. A imagem dele, encostado na parede, como se eu não estivesse ali. Insurportável. Por isso não esqueço.
O outro abraço. Odeio lembrar. De novo pela frieza. As noites mais especiais foram tão tristes, tão vazias. A rejeição, o silêncio, a indiferença. E eu obrigada a fingir uma falsa felicidade. O abraço é a lembrança de um momento que resumiu a maior decepção que podia ter. Por isso não esqueço.
Aquela sexta-feira. Às vezes esqueço de lembrar desse dia. Sem nenhum motivo ele me disse, naquela manhã, que tinha comprado um presentinho pra mim, um pão-de-mel, mas esqueceu dele. Já foi o suficiente pra me fazer feliz. Não imaginava que ele tornaria meu dia perfeito, quando voltou à tarde somente pra trazer o presente. Aconteceu tudo de forma tão natural. Foi o dia em que vi que nossa amizade era real, e que eu podia ter esperanças de tê-lo pra sempre na minha vida. Por isso não esqueço.
E a lembrança daquela outra sexta-feira, o dia em que conversamos pela primeira vez, cara-a-cara sobre nós dois. O dia em que falei dos meus sentimentos. Mas não disse toda a verdade. Menti pra parecer mais forte. Fingi sofrer menos, sonhar menos, desejar menos. Ainda assim foi o dia em que fui mais transparente. Que permiti que ele visse quase tudo o que a sua existência provoca em mim. E fiquei aliviada. Por isso não esqueço.
Aquela madrugada de carnaval deste ano. Eu me lembro o tempo todo. Nos encontramos longe do nosso mundo, em condições completamente diferentes. E acreditei que fosse minha oportunidade. Que Deus estava dando a minha chance. E agi como nunca imaginei que poderia. E foi vergonhoso. O que Deus fez, naquela noite, foi me dar forças pra suportar a situação constrangedora que criei e sair dela com dignidade. Mas foi nessa situação, nesse erro, nessa madrugada, que me perdi, e não mais encontrei o caminho para nós. Eu o perdi. Por isso não esqueço.
Adiei nosso último encontro, que aconteceu há seis dias, porque não queria essa lembrança. Por todas os acontecimentos desses quatro anos de amor, esse dia ia chegar. O último. Evitei-o, tentando criar o momento ideal. Não consegui. E imaginei muitas coisas pra fazer, pra dizer, mas não foi assim. O nosso último dia, nossa despedida aconteceu sem emoção. Pelo menos evidente. Por dentro eu sentia meu coração queimando, machucado. Por fora, fiz o possível pra não transparecer nenhum sofrimento. E ele? Acho que não se deu conta, assim como todos os outros momentos, que era um acontecimento especial. O surgimento de mais uma lembrança. Essa última, a mais triste, porque já sabia que depois desse momento, eu teria que obrigar a desamá-lo. Pra não morrer por dentro. Por isso não esqueço.
Tenho tantas lembranças, de momentos bons e ruins, mas sei que não é especial, porque ele não se lembra. As recordações são só minhas. Nós dois. Não sei se compartilhamos alguma delas. Não acredito que qualquer lembrança emocionante da minha memória, tenha sido importante pra ele. Por isso não esqueço que preciso deixá-lo ir. Que eu preciso ir. Ainda que todas essas lembranças reforcem o meu pensamento de que é ele o meu grande amor. E que não serei capaz de viver e sentir tudo isso por mais ninguém.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Parênteses - I
domingo, 18 de maio de 2008
Episódio Três - Emoção
É inegável que ainda sonho, desejo, e quase suplico por um dia ser a escolhida dele. E cada vez que meus pensamentos voam e entram nesse mundo encantado, onde tudo é como quero, eu me emociono.
Quando era mais nova eu media o tamanho do sentimento que tinha pelas minhas paixõezinhas de acordo com o volume de lágrimas que eu derramava. Por alguns eu nunca chorei, por outros, aconteceu algumas vezes. Já numa fase menos infantil, descobri que era do tipo "durona", que não me permitia sofrer demais por um homem. Aí ele chegou. Engraçado que tenha sido logo com alguém que não me despertou qualquer encanto no momento que conheci. Pelo contrário, mas isso é história pra outro dia.
Fato é que com ele tudo ficou diferente. Aprendi a me emocionar. Descobri o que é sofrer de amor. Como é se sentir desesperada por querer tanto alguém e não poder ter. E fui obrigada a aprender que o orgulho tem sua valia. Se não fosse o orgulho, teria feito muito mais bobagens por conta desse sentimento. Tantas vezes quis me humilhar, implorar por uma migalha de amor. Algumas poucas vezes aconteceu. Perdi o controle e me expus. Mas por nenhum desses momentos senti arrependimento. Foram momentos em que a emoção era tão grande que não cabia mais dentro do meu coração. E me virei do avesso.
É difícil domar sentimentos. Sempre fui muito impulsiva, com exceção dos assuntos do coração. Em relação a esses, luto para ser mais reservada. Com ele me vi obrigada a ser ainda mais. Até quando deixei transparecer o que guardava minha alma, fui cautelosa. Somente ele soube, e quase todas as vezes de maneira informativa, sem expectativas. Porque não encontrava espaço pra mim no seu mundo.
Quantas vezes chorei escondido, à noite, na minha cama, pensando que tudo de bonito que eu tinha dentro de mim não teria valia. Quantas vezes desabei com uma música romântica, ou um filme desses em que tudo no final dá certo. Quantas vezes precisei inventar motivos pra justificar minhas lágrimas que teimaram em surgir na hora e lugar errados. Quantas vezes disfarcei minha inveja da benção que algumas pessoas têm, de ter seus amores. Quantos olhos vermelhos e inchados, maquiagem manchada, rosto molhado, voz embargada, mão trêmulas...
E é tão doloroso imaginar que eu não consegui emocioná-lo. Porque ele parece não acreditar sinceramente no meu amor. Não falo de conquistá-lo. Não. Falo de fazê-lo sentir-se especial. Por ser amado, querido e desejado tão intesamente. Por mim. Não creio que tenha conseguido isso. E nem mesmo ter o feito pensar. Considerar a possibilidade. Imaginar uma única vez o que imaginei centenas de vezes. Imaginar como seria estarmos juntos.
Se isso tivesse acontecido, eu tenho certeza, tudo teria valido a pena. Porque ele também se emocionaria.
Hoje de novo estava lá, a frase "parabéns pra você amor". Queria tanto ser eu esse amor. Não sou. E eu me emocionei novamente, ao me lembrar de um momento lindo. Estávamos sozinhos, conversando tranquilamente, e ele falou. No meio da palavra notei que ele gaguejou porque saiu sem querer. Ele me chamou de amor. Agi naturalmente, segui a conversa. Afinal tantas vezes eu já o chamei assim, e chamo outras pessoas. Da mesma forma, acho que não havia nada demais na expressão dele. Mas foi lindo. Inesquecível. E sempre vou chorar ao recordar que uma vez, por um segundo, eu fui o amor dele.
Quando era mais nova eu media o tamanho do sentimento que tinha pelas minhas paixõezinhas de acordo com o volume de lágrimas que eu derramava. Por alguns eu nunca chorei, por outros, aconteceu algumas vezes. Já numa fase menos infantil, descobri que era do tipo "durona", que não me permitia sofrer demais por um homem. Aí ele chegou. Engraçado que tenha sido logo com alguém que não me despertou qualquer encanto no momento que conheci. Pelo contrário, mas isso é história pra outro dia.
Fato é que com ele tudo ficou diferente. Aprendi a me emocionar. Descobri o que é sofrer de amor. Como é se sentir desesperada por querer tanto alguém e não poder ter. E fui obrigada a aprender que o orgulho tem sua valia. Se não fosse o orgulho, teria feito muito mais bobagens por conta desse sentimento. Tantas vezes quis me humilhar, implorar por uma migalha de amor. Algumas poucas vezes aconteceu. Perdi o controle e me expus. Mas por nenhum desses momentos senti arrependimento. Foram momentos em que a emoção era tão grande que não cabia mais dentro do meu coração. E me virei do avesso.
É difícil domar sentimentos. Sempre fui muito impulsiva, com exceção dos assuntos do coração. Em relação a esses, luto para ser mais reservada. Com ele me vi obrigada a ser ainda mais. Até quando deixei transparecer o que guardava minha alma, fui cautelosa. Somente ele soube, e quase todas as vezes de maneira informativa, sem expectativas. Porque não encontrava espaço pra mim no seu mundo.
Quantas vezes chorei escondido, à noite, na minha cama, pensando que tudo de bonito que eu tinha dentro de mim não teria valia. Quantas vezes desabei com uma música romântica, ou um filme desses em que tudo no final dá certo. Quantas vezes precisei inventar motivos pra justificar minhas lágrimas que teimaram em surgir na hora e lugar errados. Quantas vezes disfarcei minha inveja da benção que algumas pessoas têm, de ter seus amores. Quantos olhos vermelhos e inchados, maquiagem manchada, rosto molhado, voz embargada, mão trêmulas...
E é tão doloroso imaginar que eu não consegui emocioná-lo. Porque ele parece não acreditar sinceramente no meu amor. Não falo de conquistá-lo. Não. Falo de fazê-lo sentir-se especial. Por ser amado, querido e desejado tão intesamente. Por mim. Não creio que tenha conseguido isso. E nem mesmo ter o feito pensar. Considerar a possibilidade. Imaginar uma única vez o que imaginei centenas de vezes. Imaginar como seria estarmos juntos.
Se isso tivesse acontecido, eu tenho certeza, tudo teria valido a pena. Porque ele também se emocionaria.
Hoje de novo estava lá, a frase "parabéns pra você amor". Queria tanto ser eu esse amor. Não sou. E eu me emocionei novamente, ao me lembrar de um momento lindo. Estávamos sozinhos, conversando tranquilamente, e ele falou. No meio da palavra notei que ele gaguejou porque saiu sem querer. Ele me chamou de amor. Agi naturalmente, segui a conversa. Afinal tantas vezes eu já o chamei assim, e chamo outras pessoas. Da mesma forma, acho que não havia nada demais na expressão dele. Mas foi lindo. Inesquecível. E sempre vou chorar ao recordar que uma vez, por um segundo, eu fui o amor dele.
sábado, 17 de maio de 2008
Episódio Dois - Aniversários
Ele nem se deu conta do meu aniversário ano passado... nem sabia de nada. Eu, no auge de nossa amizade, cobrei meus parabéns, que vieram cobertos de desculpas e recheados com muito carinho. Até ganhei um presentinho!
O aniversário dele, poucos dias depois do meu foi maravilhoso... passamos algumas horas juntos... ele me fez um favor, não se importou de ter trabalho comigo no dia dele. E ainda me convidou pra uma festinha na casa dele, com a família e poucos amigos. Foi muito bom. Apesar de vê-lo acompanhado, senti-me muito bem.
Nesse ano, passei meu aniversário há milhares de quilômetros de distância. Quando voltei, ele não se manifestou. Certamente esqueceu. Mas não tomou atitude nem mesmo quando viu outras pessoas me parabenizando tardiamente. Fiquei decepcionada.
O aniversário dele veio e com o constrangimento, e a mágoa pelo esquecimento, achei melhor esquecer a idéia de presente. Foi num sábado. Ensaiei na véspera dizer parabéns, mas não encontrei o momento certo. Estava também convencida de que haveria comemoração, e que se até aquele dia, ele nada me falou, significava que desta vez eu estava de fora. O dia chegou, não tive coragem de ligar. Dias depois descobri que realmente houve a celebração, e eu não fiz parte dela. Meu coração sangrou ao constatar que nem mesmo a consideração por amizade eu tinha mais.
Hoje é aniversário da namorada dele... por causa das mensagens pessoais do msn acreditei num possível fim dessa relação, mas eis que ele surge com a frase "parabéns pra você amor!". Seja lá o que esteja acontecendo, eu não me encaixo no futuro dele.
E ele não merece que eu esteja me sentindo tão mal por isso tudo.
O aniversário dele, poucos dias depois do meu foi maravilhoso... passamos algumas horas juntos... ele me fez um favor, não se importou de ter trabalho comigo no dia dele. E ainda me convidou pra uma festinha na casa dele, com a família e poucos amigos. Foi muito bom. Apesar de vê-lo acompanhado, senti-me muito bem.
Nesse ano, passei meu aniversário há milhares de quilômetros de distância. Quando voltei, ele não se manifestou. Certamente esqueceu. Mas não tomou atitude nem mesmo quando viu outras pessoas me parabenizando tardiamente. Fiquei decepcionada.
O aniversário dele veio e com o constrangimento, e a mágoa pelo esquecimento, achei melhor esquecer a idéia de presente. Foi num sábado. Ensaiei na véspera dizer parabéns, mas não encontrei o momento certo. Estava também convencida de que haveria comemoração, e que se até aquele dia, ele nada me falou, significava que desta vez eu estava de fora. O dia chegou, não tive coragem de ligar. Dias depois descobri que realmente houve a celebração, e eu não fiz parte dela. Meu coração sangrou ao constatar que nem mesmo a consideração por amizade eu tinha mais.
Hoje é aniversário da namorada dele... por causa das mensagens pessoais do msn acreditei num possível fim dessa relação, mas eis que ele surge com a frase "parabéns pra você amor!". Seja lá o que esteja acontecendo, eu não me encaixo no futuro dele.
E ele não merece que eu esteja me sentindo tão mal por isso tudo.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Episódio Um - Começo do Fim
O processo de desamar é bem mais complicado que o de amar. Constatei isso há alguns anos, desde quando o amor em questão tornou-se sem sentido.
O amor que precisa se tornar desamor já tem vida há quase 4 anos... sem nunca ser um amor completo, pois sempre foi unilateral. Nem por isso um amor falso. Apenas frágil.
Porque o fim? Porque hoje aconteceu a separação. Desde que o amor se tornou amor, sempre estive junto ao ser amado. Isso não existe mais. Rompemos os laços que nos uniam. E se a máxima for verdadeira, de que "o que os olhos não vêem o coração não sente", há potencial de sucesso para esse desamor. Já que o amor foi um fracasso, já que não existe mais convívio, já que não existe mais esperança.
Talvez precise ser mais clara...
Amo uma pessoa há quase 4 anos. Escondi esse amor por mais de um ano, e quando me declarei, levei o primeiro fora. Ele me disse palavras-clichê de consolo, como "você merece alguém melhor", "você é uma pessoa muito especial", "seremos sempre amigos". O primeiro fora foi traumático, resolvi dar cabo ao sentimento, e cheguei a acreditar que tinha atingido meu objetivo. Ledo engano. O amor apenas se escondeu novamente. A amizade continuou, e cresceu, e consolidou-se. E o amor começou a ser grande demais e difícil de esconder. Quase dois anos depois do primeiro fora veio à tona a verdade, que o amor ainda existia, e mais um momento traumático. A dolorosa acareação, novamente palavras de consolo, aparentemente verdadeiras dessa vez. Até foi bom pois estava complicado guardar tudo só pra mim. Mas o combinado foi que, independente do que EU sentia, entre nós, só haveria a amizade. Então, alguns meses depois me deparei com uma situação que encarei, erradamente, como uma oportunidade. O encontrei só, imaginei que não existia mais um alguém na vida dele. Novo engano. Investi e levei o segundo fora. Esse terrívelmente doloroso. E assim aconteceu. Desde esse segundo fora, há três meses, vi nossa amizade, antes consolidada, totalmente sensível, abalada, destroçada. Eu me vi frustrada como nunca, a rejeição comprometeu demais nossa relação. Tentamos, dentro do possível recuperá-la, mas não chegamos nem perto de ter sucesso. E descobri que nossos dias juntos teriam fim. Sem mais nada em comum no cotidiano, e com uma amizade definitivamente comprometida, não vejo como reatar a cumplicidade. Adiei o máximo que pude esse último dia, nosso último momento. Ele aconteceu hoje. Fui forte o suficiente pra não permitir demonstrar sofrimento, pra não fazer desse instante, uma despedida. Agi como se fosse algo normal. Como se não tivessemos problemas evidentes, e como amigos, certamente nos veremos em breve. Nâo é verdade. Acabou. Claro que vamos nos reencontrar, mas nao sei quando, nem como, não vai ser por vontade dos dois. Não vai ser porque ele quer me ver.
Tenho dentro de mim, que a partir de agora, não há mais nenhum sentido em não lutar contra o amor que sinto. Até o fim ele permaneceu de olhos vendados. Até o fim ele recusou-se a enxergar em mim um alguém que o amava da forma mais pura que se possa imaginar. Da forma mais intensa que alguém pode amar. Ele recusou o sentimento mais bonito que já senti por alguém. Até o fim.
Por isso é necessário investir no processo de desamar. E esse é o primeiro episódio. O começo do fim.
O amor que precisa se tornar desamor já tem vida há quase 4 anos... sem nunca ser um amor completo, pois sempre foi unilateral. Nem por isso um amor falso. Apenas frágil.
Porque o fim? Porque hoje aconteceu a separação. Desde que o amor se tornou amor, sempre estive junto ao ser amado. Isso não existe mais. Rompemos os laços que nos uniam. E se a máxima for verdadeira, de que "o que os olhos não vêem o coração não sente", há potencial de sucesso para esse desamor. Já que o amor foi um fracasso, já que não existe mais convívio, já que não existe mais esperança.
Talvez precise ser mais clara...
Amo uma pessoa há quase 4 anos. Escondi esse amor por mais de um ano, e quando me declarei, levei o primeiro fora. Ele me disse palavras-clichê de consolo, como "você merece alguém melhor", "você é uma pessoa muito especial", "seremos sempre amigos". O primeiro fora foi traumático, resolvi dar cabo ao sentimento, e cheguei a acreditar que tinha atingido meu objetivo. Ledo engano. O amor apenas se escondeu novamente. A amizade continuou, e cresceu, e consolidou-se. E o amor começou a ser grande demais e difícil de esconder. Quase dois anos depois do primeiro fora veio à tona a verdade, que o amor ainda existia, e mais um momento traumático. A dolorosa acareação, novamente palavras de consolo, aparentemente verdadeiras dessa vez. Até foi bom pois estava complicado guardar tudo só pra mim. Mas o combinado foi que, independente do que EU sentia, entre nós, só haveria a amizade. Então, alguns meses depois me deparei com uma situação que encarei, erradamente, como uma oportunidade. O encontrei só, imaginei que não existia mais um alguém na vida dele. Novo engano. Investi e levei o segundo fora. Esse terrívelmente doloroso. E assim aconteceu. Desde esse segundo fora, há três meses, vi nossa amizade, antes consolidada, totalmente sensível, abalada, destroçada. Eu me vi frustrada como nunca, a rejeição comprometeu demais nossa relação. Tentamos, dentro do possível recuperá-la, mas não chegamos nem perto de ter sucesso. E descobri que nossos dias juntos teriam fim. Sem mais nada em comum no cotidiano, e com uma amizade definitivamente comprometida, não vejo como reatar a cumplicidade. Adiei o máximo que pude esse último dia, nosso último momento. Ele aconteceu hoje. Fui forte o suficiente pra não permitir demonstrar sofrimento, pra não fazer desse instante, uma despedida. Agi como se fosse algo normal. Como se não tivessemos problemas evidentes, e como amigos, certamente nos veremos em breve. Nâo é verdade. Acabou. Claro que vamos nos reencontrar, mas nao sei quando, nem como, não vai ser por vontade dos dois. Não vai ser porque ele quer me ver.
Tenho dentro de mim, que a partir de agora, não há mais nenhum sentido em não lutar contra o amor que sinto. Até o fim ele permaneceu de olhos vendados. Até o fim ele recusou-se a enxergar em mim um alguém que o amava da forma mais pura que se possa imaginar. Da forma mais intensa que alguém pode amar. Ele recusou o sentimento mais bonito que já senti por alguém. Até o fim.
Por isso é necessário investir no processo de desamar. E esse é o primeiro episódio. O começo do fim.
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