Ainda não estou preparada para um novo amor.
Estou recomeçando...reavaliando, redescobrindo o que eu quero pra minha vida.
Considero importante o momento que estou vivendo, de novidades, de sentimentos bons, por me interessar por alguém, por começar a paquerar, por me permitir viver coisas novas.
Contudo sei que não é hora ainda para reinventar o amor. Sei q não é também a pessoa certa... ou talvez até seja, mas não é o momento certo.
Não tem muito tempo que eu estive apaixonada, mas faz muito, mas muito tempo mesmo que senti aquela paixão gostosa, do início, sem mácula, sem mágoas, sem frustrações. Dá vontade de viver isso de novo.
Mas eu quero que seja especial, com alguém especial. Dessa vez eu quero que seja pra valer.
Eu quero merecer ser feliz não so por um momento.
Quero ser feliz junto com alguém por muito tempo, de preferência pra sempre.
E mesmo não estando apaixonada... gostaria muito que (apaguei o que escrevi!).
Alguém pode mudar tanto?!
AIAIAIAIAIAI.
A Alemanha será um país maravilhoso por 6 meses! Melhor que seja assim.
Se for pra sofrer, eu passo a vez.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Episódio Cinco - Inacreditável
Ontem aconteceu algo que jamais, em toda minha vida, poderia imagina... não julgava possível.
Estava no shopping com minha mãe quando vi, não de muito longe, ELE... isso mesmo, o motivador da criação desse blog. Ele estava lá, com a namorada.
O inacreditável não foi vê-lo no shopping, por mais estranho que isto seja (não combina com ele). Nem ele estar com a namorada (não me importa mais). O estranho foi que eu o vi, ele me viu... E ele sorriu. Ele procurou meu olhar. Ele quis me cumprimentar, talvez só por obrigação, desencargo de consciência, costume, sei lá. Mas pela primeira vez em todo esses anos que me descobri apaixonada, ele quis estabelecer contato comigo e eu o ignorei.
É isso... isso que é o incrível.
Não sinto arrependimento por tê-lo ignorado. Não vi, naquele momento, razão para ser simpática. Não vejo ainda. E não há nenhum outro fator externo que me tenha feito não querer falar com ele. Simplesmente não senti vontade. Não me senti à vontade.
Depois disso fiquei com um aperto tão grande no peito. Já estou mais tranquila, mas ainda me sinto um tanto quanto desconfortável com a situação. Sinto um pouco de culpa, como se minha atitude fosse condenável. Penso se aquele momento o magoou de alguma forma. Não desejo isso. Mas tenho mágoa também, porque gostaria que não fosse assim. Que nossa relação não fosse o que é agora. Deve ser bobagem, não foi um momento relevante.
Enfim... pensando a respeito hoje, quase me convenci de que não tem outro jeito. Se não for assim, eu corro o risco de me encrencar de novo. Isso porque eu sei a importância que ele teve na minha vida. Ele mudou tudo. Ele foi o Meu Grande Amor. E provavelmente não vai existir outro alguém que consiga arrebatar meu coração da mesma forma como aconteceu com ele. E provavelmente todos os encontros, ao acaso ou não, serão difíceis. Pra sempre. Porque sempre restará dentro de mim um pouquinho de ressentimento, de mágoa por não ter sido capaz de despertar nele o sentimento mais bonito que já existiu dentro de mim.
...............................................................................
O fato é que desejo ainda que ele me procure. Que ele tente fazer dar certo. A nossa amizade! Eu tentei algumas vezes, sem sucesso. E ele não se manifestou. Mas eu desejo, eu sonho, que um dia ele ainda vai querer reavivar esse sentimento. Não sei o quanto isso é bobagem, como escrevi antes, não deve ser bom recuperarmos o contato, mas eu espero ainda por isso. Sem esperar uma paixão. Só esperanças de salvar uma amizade.
Mas não desse forma. Não num shopping com minha mãe e a namorada dele de platéia. Não um "olá" formal. Porque ele pode fazer isso de outra forma. Ele tem acesso a mim.
Eu só gostaria que acontecesse se fosse por bem. Se fosse pra acertar os ponteiros. Se fosse de coração.
Senão... que fique como está. Eu sobrevivo à minha culpa e resquícios de saudade.
Estava no shopping com minha mãe quando vi, não de muito longe, ELE... isso mesmo, o motivador da criação desse blog. Ele estava lá, com a namorada.
O inacreditável não foi vê-lo no shopping, por mais estranho que isto seja (não combina com ele). Nem ele estar com a namorada (não me importa mais). O estranho foi que eu o vi, ele me viu... E ele sorriu. Ele procurou meu olhar. Ele quis me cumprimentar, talvez só por obrigação, desencargo de consciência, costume, sei lá. Mas pela primeira vez em todo esses anos que me descobri apaixonada, ele quis estabelecer contato comigo e eu o ignorei.
É isso... isso que é o incrível.
Não sinto arrependimento por tê-lo ignorado. Não vi, naquele momento, razão para ser simpática. Não vejo ainda. E não há nenhum outro fator externo que me tenha feito não querer falar com ele. Simplesmente não senti vontade. Não me senti à vontade.
Depois disso fiquei com um aperto tão grande no peito. Já estou mais tranquila, mas ainda me sinto um tanto quanto desconfortável com a situação. Sinto um pouco de culpa, como se minha atitude fosse condenável. Penso se aquele momento o magoou de alguma forma. Não desejo isso. Mas tenho mágoa também, porque gostaria que não fosse assim. Que nossa relação não fosse o que é agora. Deve ser bobagem, não foi um momento relevante.
Enfim... pensando a respeito hoje, quase me convenci de que não tem outro jeito. Se não for assim, eu corro o risco de me encrencar de novo. Isso porque eu sei a importância que ele teve na minha vida. Ele mudou tudo. Ele foi o Meu Grande Amor. E provavelmente não vai existir outro alguém que consiga arrebatar meu coração da mesma forma como aconteceu com ele. E provavelmente todos os encontros, ao acaso ou não, serão difíceis. Pra sempre. Porque sempre restará dentro de mim um pouquinho de ressentimento, de mágoa por não ter sido capaz de despertar nele o sentimento mais bonito que já existiu dentro de mim.
...............................................................................
O fato é que desejo ainda que ele me procure. Que ele tente fazer dar certo. A nossa amizade! Eu tentei algumas vezes, sem sucesso. E ele não se manifestou. Mas eu desejo, eu sonho, que um dia ele ainda vai querer reavivar esse sentimento. Não sei o quanto isso é bobagem, como escrevi antes, não deve ser bom recuperarmos o contato, mas eu espero ainda por isso. Sem esperar uma paixão. Só esperanças de salvar uma amizade.
Mas não desse forma. Não num shopping com minha mãe e a namorada dele de platéia. Não um "olá" formal. Porque ele pode fazer isso de outra forma. Ele tem acesso a mim.
Eu só gostaria que acontecesse se fosse por bem. Se fosse pra acertar os ponteiros. Se fosse de coração.
Senão... que fique como está. Eu sobrevivo à minha culpa e resquícios de saudade.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Episódio Quatro - Devaneios
Como é estranho um grande amor se dissipar dessa forma. É tão estranho não sobrar mais nada.
Estranho, mas bom.
...
É bom paquerar. Nem me lembro quando tinha sido a última vez. Mas consegui. Não deu em nada, mas me divertii.
...
O coração dá sinais de querer se envolver de novo. Só espero que dessa vez não se machuque. Que se for pra ser, que seja pra valer. Que seja recíproco.
...
Aqueles olhos não saem da minha cabeça. Aquele corpo me desconcerta. Desejo tanto aquela boca. O sorriso é uma delícia. E a voz rouba meu equilíbrio. Eu quero te provar...
...
Estou certa de que escolhi o melhor caminho. Que minha vida ruma para onde deveria ir. E finalmente terei tranquilidade.
...
Antes do fim do ano. Uma vez que seja. Um momento mágico. Quero muito que seja com o dono dos meus desejos. Eu mereço. E muito.
Estranho, mas bom.
...
É bom paquerar. Nem me lembro quando tinha sido a última vez. Mas consegui. Não deu em nada, mas me divertii.
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O coração dá sinais de querer se envolver de novo. Só espero que dessa vez não se machuque. Que se for pra ser, que seja pra valer. Que seja recíproco.
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Aqueles olhos não saem da minha cabeça. Aquele corpo me desconcerta. Desejo tanto aquela boca. O sorriso é uma delícia. E a voz rouba meu equilíbrio. Eu quero te provar...
...
Estou certa de que escolhi o melhor caminho. Que minha vida ruma para onde deveria ir. E finalmente terei tranquilidade.
...
Antes do fim do ano. Uma vez que seja. Um momento mágico. Quero muito que seja com o dono dos meus desejos. Eu mereço. E muito.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Episódio Três - Superficial
Há quase duas semanas aconteceu aquele reencontro. Que foi horrível. E eu passei alguns poucos dias chateada e pensando no assunto.
Estranhamente notei que ja passou. Foram três ou quatro dias intrigada, nada além disso. Meus pensamentos não voltam mais àquele dia.
Ele se tornou apenas uma pequena ferida superficial.
Outras coisas me interessam mais.
Outras pessoas.
Não estou falando de relacionamento... envolvimento... sentimento! Só de recomeço.
Finalmente consegui olhar pra lado. Enxergar outras pessoas.
E me interessar.
Sem paixão... pelamordedeus!!! hahahaha
Mas estou feliz por ter voltado a viver.
E melhor.... mais segura, mais prudente e mais dona de mim.
O passado já passou mesmo.
Estranhamente notei que ja passou. Foram três ou quatro dias intrigada, nada além disso. Meus pensamentos não voltam mais àquele dia.
Ele se tornou apenas uma pequena ferida superficial.
Outras coisas me interessam mais.
Outras pessoas.
Não estou falando de relacionamento... envolvimento... sentimento! Só de recomeço.
Finalmente consegui olhar pra lado. Enxergar outras pessoas.
E me interessar.
Sem paixão... pelamordedeus!!! hahahaha
Mas estou feliz por ter voltado a viver.
E melhor.... mais segura, mais prudente e mais dona de mim.
O passado já passou mesmo.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Episodio Dois - Pensamento
Devia ter previsto que não seria tão simples assim depois do reencontro.
Não existe, de fato, bons sentimentos. Mas minha mente volta àquela tarde a todo instante. Bem menos do que era de costume, mesmo assim, incomoda.
Penso em que passa pela cabeça dele. Imagino se realmente ele não se importa. Penso se a percepção que tive naquele momento, de ser um obstaculo, uma pedra no caminho, é real. Procuro qualquer sinal que possa minimizar o que é evidente. A indiferença.
É que é triste e degradante ter certeza de que não faço diferença na vida de alguém que amei por tanto anos, com tanta intensidade. Magoa bastante, ainda que agora não deseje mais o seu amor. Porque eu teria lutado mais um pouco pra salvar a amizade, se não estivesse sozinha nessa.
Tudo o que vivemos foi deixado de lado. Ficou somente o rancor e o constrangimento.
Espero que o tempo também apague as cicatrizes.
Não existe, de fato, bons sentimentos. Mas minha mente volta àquela tarde a todo instante. Bem menos do que era de costume, mesmo assim, incomoda.
Penso em que passa pela cabeça dele. Imagino se realmente ele não se importa. Penso se a percepção que tive naquele momento, de ser um obstaculo, uma pedra no caminho, é real. Procuro qualquer sinal que possa minimizar o que é evidente. A indiferença.
É que é triste e degradante ter certeza de que não faço diferença na vida de alguém que amei por tanto anos, com tanta intensidade. Magoa bastante, ainda que agora não deseje mais o seu amor. Porque eu teria lutado mais um pouco pra salvar a amizade, se não estivesse sozinha nessa.
Tudo o que vivemos foi deixado de lado. Ficou somente o rancor e o constrangimento.
Espero que o tempo também apague as cicatrizes.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Episódio Um - Reencontro
Neste último sábado aconteceu nosso reencontro. O primeiro depois de quase quatro meses sem vê-lo. O primeiro depois da certeza de que o amor acabou. O primeiro depois do fim.
Foi estranho, extremamente desconfortável. Não teve coração disparado, nem saudade, nem emoção de ver, nem satisfação... nada de bom. Só desconforto, constrangimento.
O mais difícil foi constatar que, de fato, não só o amor acabou. A amizade também. Não somos mais amigos. Não sabemos e nem podemos mais demonstrar carinho um pelo outro. Não existe mais isso entre a gente. E isso me entristeceu.
Não que já não soubesse disso. Mas ver, ali ao vivo, sem ter como me enganar, que não tem clima mais pra nenhum tipo de conversa entre nós foi chocante. Nos ver como completos estranhos foi doloroso. Porque foi muito real. Foi indisfarçável a ausência de qualquer coisa boa do passado.
E pensando nisso, há algumas horas, eu chorei. Como diz a música "lágrimas por ninguém, só porque é triste o fim", não foi por ele, nem por mim, foi por uma amizade que se desfez. Foi por um bem-querer que não existe mais.
No fundo do meu coração desejei ser capaz de voltar no tempo. Mas não sou. E também no fundo do meu coração, sei que é melhor assim. Que é melhor que venham mais outros meses sem contato nenhum. Que os encontros sejam assim, educados, mas sem tentativas de aproximação.
Isso é o melhor. Ainda que seja complicado me convencer disso. Foi assim que eu sarei do fim do amor.
E é assim que terei que sarar do fim da nossa amizade. Pena não poder ser diferente.
Obrigada Deus por me fazer forte. Amém.
Foi estranho, extremamente desconfortável. Não teve coração disparado, nem saudade, nem emoção de ver, nem satisfação... nada de bom. Só desconforto, constrangimento.
O mais difícil foi constatar que, de fato, não só o amor acabou. A amizade também. Não somos mais amigos. Não sabemos e nem podemos mais demonstrar carinho um pelo outro. Não existe mais isso entre a gente. E isso me entristeceu.
Não que já não soubesse disso. Mas ver, ali ao vivo, sem ter como me enganar, que não tem clima mais pra nenhum tipo de conversa entre nós foi chocante. Nos ver como completos estranhos foi doloroso. Porque foi muito real. Foi indisfarçável a ausência de qualquer coisa boa do passado.
E pensando nisso, há algumas horas, eu chorei. Como diz a música "lágrimas por ninguém, só porque é triste o fim", não foi por ele, nem por mim, foi por uma amizade que se desfez. Foi por um bem-querer que não existe mais.
No fundo do meu coração desejei ser capaz de voltar no tempo. Mas não sou. E também no fundo do meu coração, sei que é melhor assim. Que é melhor que venham mais outros meses sem contato nenhum. Que os encontros sejam assim, educados, mas sem tentativas de aproximação.
Isso é o melhor. Ainda que seja complicado me convencer disso. Foi assim que eu sarei do fim do amor.
E é assim que terei que sarar do fim da nossa amizade. Pena não poder ser diferente.
Obrigada Deus por me fazer forte. Amém.
sábado, 4 de outubro de 2008
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Episódio Seis- Acabou
É isso. Terminou.
Não há mais amor. Nem uma migalha mais.
Junto com o amor se perderam muitas coisas. O que há agora é somente o vazio.
Não sinto raiva, nem falta dele, nem medo, nem alegria, nem tristeza. Não sinto absolutamente nada por ele agora.
Pode ser que não permaneça assim, afinal, um dia nos encontraremos e certamente terei alguma reação... sentirei algo. Seja o que for acredito que não será relevante.
Mas eu sinto, ás vezes, um pouco de mágoa. Da vida mesmo. Pelos anos perdidos. Pelo amor desperdiçado. Por um tempo que não posso recuperar. Pelas bobagens que não posso desfazer.
Eu sinto muito por ter amado esta pessoa. Não foi bom.
Mas agora acabou.
Não há mais amor. Nem uma migalha mais.
Junto com o amor se perderam muitas coisas. O que há agora é somente o vazio.
Não sinto raiva, nem falta dele, nem medo, nem alegria, nem tristeza. Não sinto absolutamente nada por ele agora.
Pode ser que não permaneça assim, afinal, um dia nos encontraremos e certamente terei alguma reação... sentirei algo. Seja o que for acredito que não será relevante.
Mas eu sinto, ás vezes, um pouco de mágoa. Da vida mesmo. Pelos anos perdidos. Pelo amor desperdiçado. Por um tempo que não posso recuperar. Pelas bobagens que não posso desfazer.
Eu sinto muito por ter amado esta pessoa. Não foi bom.
Mas agora acabou.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
Episódio Quatro - Às Vezes
Não há porque chorar/ Por um amor que já morreu/ Deixa pra lá/ Eu vou, adeus/ Meu coração já se cansou de falsidade...
Às vezes meu coração ainda fica angustiado. Às vezes meus pensamentos e minha alma se enchem de esperanças, falsas esperanças. Às vezes sinto medo de estar certa, de ser verdade que acabou. Às vezes sofro muito pra não chorar, não demonstrar a frustração por anos de amor desperdiçado. Às vezes acredito que o melhor seria nem ter conhecido alguém que me machucaria tanto, mesmo sem querer.
E às vezes, só às vezes, eu me convenço que é melhor mesmo estar distante, não falar mais, cortar toda e qualquer relação, abrir mão da amizade. Pelo bem do meu espírito.
Às vezes meu coração ainda fica angustiado. Às vezes meus pensamentos e minha alma se enchem de esperanças, falsas esperanças. Às vezes sinto medo de estar certa, de ser verdade que acabou. Às vezes sofro muito pra não chorar, não demonstrar a frustração por anos de amor desperdiçado. Às vezes acredito que o melhor seria nem ter conhecido alguém que me machucaria tanto, mesmo sem querer.
E às vezes, só às vezes, eu me convenço que é melhor mesmo estar distante, não falar mais, cortar toda e qualquer relação, abrir mão da amizade. Pelo bem do meu espírito.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Episódio Três - Buscando minha Paz
E o calafrio veio!
Não, não, não. Nada relacionado ao que eu queria. Foram calafrios de nervoso. Ansiedade pura. Nada de emoção positiva.
Hoje fiz minha primeira apresentação no mestrado. A primeira a se apresentar na primeira apresentação. Fiquei absolutamente nervosa. Foi péssimo. Nem tanto pra mim. Acabou logo, falei o que tinha pra falar, mas a apresentação em si foi ruim. Muito rápida, com pouco espaço para o surgimento de dúvidas. Complicado.
No final ouvi as críticas atentamente, pois sabia que elas eram necessárias, e queria absorver o máximo possível daquilo que julgasse positivo.
Meus erros não estão relacionados à incapacidade intelectual, tampouco falta de domínio do assunto, e nem mesmo de ausência de auto-reconhecimento das falhas. Eu sei de tudo que me foi falado. Eu enxergo isso também.
Falhei por falar rápido demais, pelo nervosismo, por não ser clara, pela ansiedade, por gestos que demostraram intimidação, postura amadora. Enfim, diversas atitudes que tornaram minha apresentação fraca e falha.
Interessante pensar no quanto é difícil se expor. No quanto EU tenho dificuldades de falar, de me mostrar. Penso em quando eu resolvi assumir aquela paixão... os meios que utilizei, o medo da acareação, tudo isso me desesperava tanto que procurei a via mais fácil. Só quando fui forçada é que enfrentei a situação. E somente com "estímulo" alcóolico que consegui ser mais ousada.
Estou num período da minha vida que isso não me é mais permitido. Tenho que evoluir. Tenho que melhorar essas minhas deficiências e sei que posso. Mais que tudo, falta-me calma. A sacada para que eu me exponha de forma mais suave e proveitosa é buscar tranquilidade.
Acredito que o caminho, além do auto-conhecimento, é a dedicação. O aprofundamento. Quando eu tiver convicção de que eu sei do que estou falando, não terei porque ter medo e consequentemente ficarei mais calma.
Diferente daquela paixão, que não bastava ter certeza do que eu estava falando. Pra ter coragem, eu precisaria ter certeza do que eu ouviria. E mesmo assim, houve momentos em que fui mais forte do que poderia supor, encarei a situação e sobrevivi.
E estou aqui. Seguindo minha vida, minhas obrigações, e certa de que posso muito mais. Desde que esteja tranquila e em paz comigo mesma. Desde que aproveite dessas experiências frustrantes, o que de positivo elas adicionam ao meu cotidiano. Desde que eu me esforce para ser melhor daqui pra frente.
Não, não, não. Nada relacionado ao que eu queria. Foram calafrios de nervoso. Ansiedade pura. Nada de emoção positiva.
Hoje fiz minha primeira apresentação no mestrado. A primeira a se apresentar na primeira apresentação. Fiquei absolutamente nervosa. Foi péssimo. Nem tanto pra mim. Acabou logo, falei o que tinha pra falar, mas a apresentação em si foi ruim. Muito rápida, com pouco espaço para o surgimento de dúvidas. Complicado.
No final ouvi as críticas atentamente, pois sabia que elas eram necessárias, e queria absorver o máximo possível daquilo que julgasse positivo.
Meus erros não estão relacionados à incapacidade intelectual, tampouco falta de domínio do assunto, e nem mesmo de ausência de auto-reconhecimento das falhas. Eu sei de tudo que me foi falado. Eu enxergo isso também.
Falhei por falar rápido demais, pelo nervosismo, por não ser clara, pela ansiedade, por gestos que demostraram intimidação, postura amadora. Enfim, diversas atitudes que tornaram minha apresentação fraca e falha.
Interessante pensar no quanto é difícil se expor. No quanto EU tenho dificuldades de falar, de me mostrar. Penso em quando eu resolvi assumir aquela paixão... os meios que utilizei, o medo da acareação, tudo isso me desesperava tanto que procurei a via mais fácil. Só quando fui forçada é que enfrentei a situação. E somente com "estímulo" alcóolico que consegui ser mais ousada.
Estou num período da minha vida que isso não me é mais permitido. Tenho que evoluir. Tenho que melhorar essas minhas deficiências e sei que posso. Mais que tudo, falta-me calma. A sacada para que eu me exponha de forma mais suave e proveitosa é buscar tranquilidade.
Acredito que o caminho, além do auto-conhecimento, é a dedicação. O aprofundamento. Quando eu tiver convicção de que eu sei do que estou falando, não terei porque ter medo e consequentemente ficarei mais calma.
Diferente daquela paixão, que não bastava ter certeza do que eu estava falando. Pra ter coragem, eu precisaria ter certeza do que eu ouviria. E mesmo assim, houve momentos em que fui mais forte do que poderia supor, encarei a situação e sobrevivi.
E estou aqui. Seguindo minha vida, minhas obrigações, e certa de que posso muito mais. Desde que esteja tranquila e em paz comigo mesma. Desde que aproveite dessas experiências frustrantes, o que de positivo elas adicionam ao meu cotidiano. Desde que eu me esforce para ser melhor daqui pra frente.
domingo, 24 de agosto de 2008
Episódio Dois - Querendo Calafrio
Ultimamente tenho sentido bastante vergonha das coisas que fiz no passado por conta desse amor.
Não se trata de arrependimento, nem de achar que tive comportamento e atitudes indignas. Não é isso. Sinto vergonha porque tantas coisas, agora, parecem bobagem, parecerem infantilidades.
O amor é bobo mesmo, é ridículo, é brega. Mesmo assim, sinto meu rosto queimar ao imaginar as situações em que me meti. E quase sempre, embora constrangida, dou risada de mim mesma. Porque fui tão inocente, tão apaixonada.
É engraçado ver a total falta de racionalidade, a emoção por qualquer bobagem, a inexplicável espera, a devoção quase que incondicional.
E para quê? Para nada. Por nada. Nada que realmente valesse a pena.
Talvez por isso sinta vergonha e não orgulho de ter sentido, durante quatro anos, uma sentimento tão puro e intenso. Porque ele foi inútil. Foi desprezado. Só teve importância para mim. Ninguém mais.
Nos últimos dias tenho sentido falta de amar, de estar apaixonada. Não que realmente tenha certeza de que já o esqueci. Só que mais forte que os bons sentimentos em relação a ele, está muito intensa a mágoa, então não consigo considerar mais o amor. Quero sentir calafrios de emoção e alegria, desejo de ficar junto, querer-bem. E quero isso com um alguém novo.
Pra dessa vez valer a pena.
Não se trata de arrependimento, nem de achar que tive comportamento e atitudes indignas. Não é isso. Sinto vergonha porque tantas coisas, agora, parecem bobagem, parecerem infantilidades.
O amor é bobo mesmo, é ridículo, é brega. Mesmo assim, sinto meu rosto queimar ao imaginar as situações em que me meti. E quase sempre, embora constrangida, dou risada de mim mesma. Porque fui tão inocente, tão apaixonada.
É engraçado ver a total falta de racionalidade, a emoção por qualquer bobagem, a inexplicável espera, a devoção quase que incondicional.
E para quê? Para nada. Por nada. Nada que realmente valesse a pena.
Talvez por isso sinta vergonha e não orgulho de ter sentido, durante quatro anos, uma sentimento tão puro e intenso. Porque ele foi inútil. Foi desprezado. Só teve importância para mim. Ninguém mais.
Nos últimos dias tenho sentido falta de amar, de estar apaixonada. Não que realmente tenha certeza de que já o esqueci. Só que mais forte que os bons sentimentos em relação a ele, está muito intensa a mágoa, então não consigo considerar mais o amor. Quero sentir calafrios de emoção e alegria, desejo de ficar junto, querer-bem. E quero isso com um alguém novo.
Pra dessa vez valer a pena.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Episódio Um - Porque é mais fácil
Eu entendo que cultivar um amor que não pode ser correspondido é errado. E entendo que alguns sacrifícios precisam ser feitos. Mas ignorar alguém que te ama e busca de todas as formas agir da melhor maneira possivel contigo é pouco digno, mas é o mais fácil.
É fácil deixar pra lá quando não é a gente que sofre.
Eu não pude optar pelo mais fácil. Fui mesmo pelo caminho mais difícil, mas enfim, foi o caminho que me deu a paz que precisei. A tranquilidade de saber que fiz tudo que podia, dentro do que meu coração permitia para concretizar esse amor. E se isso não aconteceu, infelizmente, não foi por não tentar.
Esse novo momento da minha vida ainda está bastante confuso. Eu não tenho certeza de nada, não sei o que me espera, não sei se é definitivo. O que sei é que estou mais calma, bem menos dependente, e certa de que eu não devo mais tentar qualquer coisa. Nada. Nem mesmo em nome da amizade. E sei também que sinto saudades às vezes, só às vezes. E tenho uma vontade imensa de ver pra crer. De ter meu direito a acareação. E sei que vou ficar muito magoada caso isso ocorra como da última vez. Por causa disso tudo, desses sentimentos e desejos imprecisos é que não sei o que aconteceu, se aconteceu. Mas não tenho pressa mais.
Escrever sobre "desamar"tem sido complexo, pouco estimulante. Não é simples definir o limite do fim. Eu não tenho sentido vontade de escrever pois meus sentimentos a este respeito estão menos intensos. Penso, evidentemente, nesse assunto diariamente. Penso nele, ainda, com certa frequência. Só que sem paixão. Sem emoção. Com muito pouca saudade. E um tantinho de mágoa. Tudo mais suave. Tudo completamente diferente.
Desejo a sua felicidade tanto quanto a minha. E desejo um futuro bom pra nós dois. Hoje sem a ilusão de um futuro feliz juntos. E nem mesmo de uma amizade profunda. E nem mesmo de um convívio constante e meramente educado. Parece-me que estamos fora da vida um do outro. E já não sofro mais, embora ainda não me convença de que é melhor assim.
Acho que é isso. Desejo e imagino um futuro bom. Mas sem ilusões. Sem espera. Sem sofre mais.
É fácil deixar pra lá quando não é a gente que sofre.
Eu não pude optar pelo mais fácil. Fui mesmo pelo caminho mais difícil, mas enfim, foi o caminho que me deu a paz que precisei. A tranquilidade de saber que fiz tudo que podia, dentro do que meu coração permitia para concretizar esse amor. E se isso não aconteceu, infelizmente, não foi por não tentar.
Esse novo momento da minha vida ainda está bastante confuso. Eu não tenho certeza de nada, não sei o que me espera, não sei se é definitivo. O que sei é que estou mais calma, bem menos dependente, e certa de que eu não devo mais tentar qualquer coisa. Nada. Nem mesmo em nome da amizade. E sei também que sinto saudades às vezes, só às vezes. E tenho uma vontade imensa de ver pra crer. De ter meu direito a acareação. E sei que vou ficar muito magoada caso isso ocorra como da última vez. Por causa disso tudo, desses sentimentos e desejos imprecisos é que não sei o que aconteceu, se aconteceu. Mas não tenho pressa mais.
Escrever sobre "desamar"tem sido complexo, pouco estimulante. Não é simples definir o limite do fim. Eu não tenho sentido vontade de escrever pois meus sentimentos a este respeito estão menos intensos. Penso, evidentemente, nesse assunto diariamente. Penso nele, ainda, com certa frequência. Só que sem paixão. Sem emoção. Com muito pouca saudade. E um tantinho de mágoa. Tudo mais suave. Tudo completamente diferente.
Desejo a sua felicidade tanto quanto a minha. E desejo um futuro bom pra nós dois. Hoje sem a ilusão de um futuro feliz juntos. E nem mesmo de uma amizade profunda. E nem mesmo de um convívio constante e meramente educado. Parece-me que estamos fora da vida um do outro. E já não sofro mais, embora ainda não me convença de que é melhor assim.
Acho que é isso. Desejo e imagino um futuro bom. Mas sem ilusões. Sem espera. Sem sofre mais.
domingo, 10 de agosto de 2008
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Episódio Vinte e Cinco - Final da Temporada?
Estou tão acostumada a ser apaixonada por ele, tão acostumada a amá-lo, que agora me parece estranho cogitar a possibilidade do sentimento ter acabado.
Há alguns dias percebo que não penso com tanta frequência, e quando penso, não sinto aquele frio na barriga, nem mágoa, nem tristeza. Existe um sentimento bom, mas é que guardo um bom sentimento por ele que é a amizade. Não me parece muito mais que isso.
Sinto também saudades e um pouco de curiosidade. Gostaria de reencontrá-lo pra ver exatamente como meu corpo e minha mente respondem. Quero ver se tudo volta, se não está diferente apenas pela distância.
Além disso, e talvez de novo seja coisa da minha cabeça, acho que há uma possibilidade de ter havido mudanças na vida sentimental dele também. Talvez. E se houve, não me sinto motivada a fazer qualquer coisa para mudar nosso relacionamento. Estou certa de que, se tiver que acontecer algo, agora terá de partir dele o interesse inicial. Já me expus demais. Contudo, pensar que ele pode estar procurando "novos ares" e eu posso não ser a escolhida me deixa muito triste. O caso é que acredito que essa tristeza se deva muito mais a orgulho ferido que esperanças de um coração apaixonado.
Bom, não consigo dizer nem em pensamento que acabou, quanto mais afirmar aqui, ainda é cedo. Mas acho que preciso mesmo de uma acareação. Pra sentir de verdade.
E quem sabe daqui uns dias não tenho a certeza de que tudo mesmo na minha vida está diferente. E talvez seja o melhor. Provavelmente é o melhor.
Há alguns dias percebo que não penso com tanta frequência, e quando penso, não sinto aquele frio na barriga, nem mágoa, nem tristeza. Existe um sentimento bom, mas é que guardo um bom sentimento por ele que é a amizade. Não me parece muito mais que isso.
Sinto também saudades e um pouco de curiosidade. Gostaria de reencontrá-lo pra ver exatamente como meu corpo e minha mente respondem. Quero ver se tudo volta, se não está diferente apenas pela distância.
Além disso, e talvez de novo seja coisa da minha cabeça, acho que há uma possibilidade de ter havido mudanças na vida sentimental dele também. Talvez. E se houve, não me sinto motivada a fazer qualquer coisa para mudar nosso relacionamento. Estou certa de que, se tiver que acontecer algo, agora terá de partir dele o interesse inicial. Já me expus demais. Contudo, pensar que ele pode estar procurando "novos ares" e eu posso não ser a escolhida me deixa muito triste. O caso é que acredito que essa tristeza se deva muito mais a orgulho ferido que esperanças de um coração apaixonado.
Bom, não consigo dizer nem em pensamento que acabou, quanto mais afirmar aqui, ainda é cedo. Mas acho que preciso mesmo de uma acareação. Pra sentir de verdade.
E quem sabe daqui uns dias não tenho a certeza de que tudo mesmo na minha vida está diferente. E talvez seja o melhor. Provavelmente é o melhor.
domingo, 27 de julho de 2008
Episódio Vinte e Quatro - Sinal
Há alguns dias desconfio de que houve mudanças e não sei como agir. Não nos falamos. Aliás, ele não fala comigo. Eu até tentei contato, mas não tenho resposta. Não sei o que pensar.
Enfim, acredito que tem algo diferente na história em relação a ele, mas tinha dúvidas se devia fazer algo. Rezei pra Deus pedindo um sinal, se deveria ficar na espera, deixar como está, ou se deveria tentar novamente algum contato.
E pedi para que eu fosse capaz de identificar o sinal. De fato, ficarei atenta, mas fiz uma jogada que pode ter sido só sorte. Estava ouvindo algumas das minhas músicas de cantores mexicanos (outra paixão que poucos conhecem, o México - ainda vou pra lá!), e em pensamento pedi a Deus que a próxima música que tocasse tivesse algo relacionado à minha história. Como há todos os temas relacionados a assuntos do coração, alegria, paixão, abandono, tristeza, traição, esperança... a possibilidade de acerto me pareceu real. E a tal música que tocou foi a seguinte:
Me Da Igual - Camila
No me importa donde estas/Con quien sales,Con quien vas/Ya me da igual/Sino quieres verme mas/Haste un lado pero ya/No me dañes mas./Tanto tiempo te espere/Tantas noches te soñe/Solo en sueños te bese/Y en tus labios me quede./En cambio tu apagas mi luz/Sin mirar atras/Hoy yo lo que quiero es despertar/Y borrar todo lo que fui/Pensando que serias para mi./Me cuesta tanto asimilar/Que todo lo que vi es real/Me tengo que alejar/Siento ganas de llorar/No lo puedo soportar/Me cuesta respirar./Tanto tiempo te espere...
A letra basicamente diz que, para ele, já não importa o que acontece a ela. Ela não o quis, enquanto ele a desejava tanto. E agora ele prefere esquecer-se dela.
Não sei se esse é o sinal que eu pedi, mas faz tanto sentido, por mais doloroso que seja, por mais que relute em pensar que talvez agora seja diferente, não devo mais. Não posso mais correr atrás. Se dessa vez vai mudar algo, se dessa vez meus sonhos podem se tornar reais, é ele quem terá que fazer acontecer. E eu faço valer a pena. Mas só, e somente só, se ele tomar a iniciativa. Senão ficamos na mesma. Por tempo indeterminado.
Enfim, acredito que tem algo diferente na história em relação a ele, mas tinha dúvidas se devia fazer algo. Rezei pra Deus pedindo um sinal, se deveria ficar na espera, deixar como está, ou se deveria tentar novamente algum contato.
E pedi para que eu fosse capaz de identificar o sinal. De fato, ficarei atenta, mas fiz uma jogada que pode ter sido só sorte. Estava ouvindo algumas das minhas músicas de cantores mexicanos (outra paixão que poucos conhecem, o México - ainda vou pra lá!), e em pensamento pedi a Deus que a próxima música que tocasse tivesse algo relacionado à minha história. Como há todos os temas relacionados a assuntos do coração, alegria, paixão, abandono, tristeza, traição, esperança... a possibilidade de acerto me pareceu real. E a tal música que tocou foi a seguinte:
Me Da Igual - Camila
No me importa donde estas/Con quien sales,Con quien vas/Ya me da igual/Sino quieres verme mas/Haste un lado pero ya/No me dañes mas./Tanto tiempo te espere/Tantas noches te soñe/Solo en sueños te bese/Y en tus labios me quede./En cambio tu apagas mi luz/Sin mirar atras/Hoy yo lo que quiero es despertar/Y borrar todo lo que fui/Pensando que serias para mi./Me cuesta tanto asimilar/Que todo lo que vi es real/Me tengo que alejar/Siento ganas de llorar/No lo puedo soportar/Me cuesta respirar./Tanto tiempo te espere...
A letra basicamente diz que, para ele, já não importa o que acontece a ela. Ela não o quis, enquanto ele a desejava tanto. E agora ele prefere esquecer-se dela.
Não sei se esse é o sinal que eu pedi, mas faz tanto sentido, por mais doloroso que seja, por mais que relute em pensar que talvez agora seja diferente, não devo mais. Não posso mais correr atrás. Se dessa vez vai mudar algo, se dessa vez meus sonhos podem se tornar reais, é ele quem terá que fazer acontecer. E eu faço valer a pena. Mas só, e somente só, se ele tomar a iniciativa. Senão ficamos na mesma. Por tempo indeterminado.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Episódio Vinte e Três - Tempo
Há alguns dias não escrevo. Não sinto vontade. Talvez estejam acontecendo mudanças dentro de mim. Talvez seja só uma fase. Seja o que for, não quero pensar. Não quero tentar descobrir.
Em se tratando dessa história, acredito agora que, quanto menos eu remexer, maiores as chances de me curar.
Claro que eu penso nele todos os dias, várias vezes, que sinto saudades, que tenho vontade de conversar. Mas não há dor, não há sofrimento. E a espera... acho que espero ainda, mas sem expectativa, sem mágoas, e sem falsas esperanças.
O amor é algo muito forte. E o amor que tenho por ele talvez dure a vida toda. Mas nesse momento é a mim que eu amo mais. É com meu bem-estar que estou preocupada. É em me fazer feliz que estou empenhada.
E o que tiver que ser entre nós dois vai ser. Deus sabe o momento. Sabe das nossas necessidades. E eu sei que preciso gostar muito de mim pra ser amada de verdade por alguém. E estou tratando bem disso.
A pessoa certa virá, um dia, quando eu estiver pronta. E mesmo que não seja ele, espero um futuro bom pra nós dois. E uma amizade pra vida toda. Que está meio trincada, mas vai se recuperar. No tempo certo.
Em se tratando dessa história, acredito agora que, quanto menos eu remexer, maiores as chances de me curar.
Claro que eu penso nele todos os dias, várias vezes, que sinto saudades, que tenho vontade de conversar. Mas não há dor, não há sofrimento. E a espera... acho que espero ainda, mas sem expectativa, sem mágoas, e sem falsas esperanças.
O amor é algo muito forte. E o amor que tenho por ele talvez dure a vida toda. Mas nesse momento é a mim que eu amo mais. É com meu bem-estar que estou preocupada. É em me fazer feliz que estou empenhada.
E o que tiver que ser entre nós dois vai ser. Deus sabe o momento. Sabe das nossas necessidades. E eu sei que preciso gostar muito de mim pra ser amada de verdade por alguém. E estou tratando bem disso.
A pessoa certa virá, um dia, quando eu estiver pronta. E mesmo que não seja ele, espero um futuro bom pra nós dois. E uma amizade pra vida toda. Que está meio trincada, mas vai se recuperar. No tempo certo.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Episódio Vinte e Dois - Pressentimento
Eu estou sentindo que aconteceu algo... pressentindo que houve mudanças.
Não sei bem se devo me preocupar com isso, mas algo está diferente. E sinto uma certa esperança. E o desejo de que Deus olhe para mim dessa vez.
Seja como for, acho que o melhor irá acontecer.
Dessa vez vai acontecer.
Não sei bem se devo me preocupar com isso, mas algo está diferente. E sinto uma certa esperança. E o desejo de que Deus olhe para mim dessa vez.
Seja como for, acho que o melhor irá acontecer.
Dessa vez vai acontecer.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Episódio Vinte e Um - Esperando
"O que os olhos não vêem a vida esfrega na cara."
Ah, o que será que isso quer dizer? Está na mensagem pessoal dele do msn. Ontem tinha algo assim: "preciso ir até o fim".
Não é só curiosidade. É preocupação também. Queria tanto saber o que está acontecendo na vida dele. Queria perguntar como ele está. Mas não consigo.
Tenho tanto medo de ser deixada no vácuo. De ele ser frio comigo.
Tenho medo porque sei o quanto é difícil para me recuperar de uma situação dessas. E o quanto gostaria de ter uma conversa agradável. Só eu sei o quanto eu gostaria de ter certeza de que não vou me frustrar.
Não sei como agir. O que posso fazer, nesse caso, é esperar.
Espero não sei ainda pelo quê. Se por coragem pra conversar com ele. Se por um sinal de vida dele. Se por um sinal de Deus. Não sei.
A única coisa que sei é que agora eu só posso esperar.
Ah, o que será que isso quer dizer? Está na mensagem pessoal dele do msn. Ontem tinha algo assim: "preciso ir até o fim".
Não é só curiosidade. É preocupação também. Queria tanto saber o que está acontecendo na vida dele. Queria perguntar como ele está. Mas não consigo.
Tenho tanto medo de ser deixada no vácuo. De ele ser frio comigo.
Tenho medo porque sei o quanto é difícil para me recuperar de uma situação dessas. E o quanto gostaria de ter uma conversa agradável. Só eu sei o quanto eu gostaria de ter certeza de que não vou me frustrar.
Não sei como agir. O que posso fazer, nesse caso, é esperar.
Espero não sei ainda pelo quê. Se por coragem pra conversar com ele. Se por um sinal de vida dele. Se por um sinal de Deus. Não sei.
A única coisa que sei é que agora eu só posso esperar.
domingo, 29 de junho de 2008
Parênteses - III
“Certas coisas, de tão sabidas, não são ditas. E por não serem ditas, são esquecidas.”
Neruda
- Eu adoro sol! Sinto-me renovada quando fico alguns minutos sob o calor de um dia ensolarado. Ultimamente ando sofrendo com a falta dele. Além de aparecer pouco e fraquinho nesse inverno, quando aparece não posso nem pensar em me aproximar dele, por causa do tratamento para pele.
- Comer é um dos maiores prazeres da minha vida e também um dos maiores males. Não sei comer direito. Não como muito, mas consumo os alimentos errados, de forma errada, na hora errada. Reeducação alimentar é talvez a minha necessidade primordial.
- Há algum tempo acreditava que as únicas amigas de verdade que eu tinha eram aquelas duas que estão distantes. Quando resolvi me abrir novamente para o mundo percebi que não estou sozinha. Tenho muito mais pessoas que me querem bem por perto, do que poderia imaginar. E as duas... uma será pra sempre minha querida irmãzinha. A outra é passado. Ainda bem que estava enganada, senão estaria mais sozinha ainda.
- Meus pais e minhas irmãs são a minha vida. Embora eu não seja mais um elo tão forte, eu ainda estou com eles. E não imagino viver sem a presença dessas pessoas. E sei que eles sabem disso.
- Os meus conflitos emocionais me fizeram esquecer quem eu sou e me fizeram deixar de me amar. Agora estou retomando o controle. E me redescobrindo. Já consigo me ver de novo como alguém importante. Que sabe fazer amigos. Que é amada. Que é especial.
- E por isso também estou mudando minha relação com meu corpo. Eu me perdi no tempo. Ganhei muitos quilos, maltratei minha pele, descuidei de tudo. É bem difícil, mas estou lutando para recuperar o que sei que sou. Uma mulher muito bonita.
- Gostava mais do meu trabalho antigamente. O problema não é o trabalho em si, mas a falta de perspectiva de melhora. Cheguei num ponto em que minha formação não me permite evoluir mais, e não estou satisfeita ainda. O jeito é fazer o que fiz. Voltar a estudar, para ser melhor na minha área, e procurar um outro lugar. Onde meu talento seja realmente valorizado.
- Talento sim, pois acho que Deus me abençoou, amo o que eu faço e faço bem.
- Divido meus dias nas minhas duas casas. E em cada uma delas eu me sinto feliz. Junto com meus pais ainda me sinto uma menina, protegida, dentro da minha família. Com minha irmã, que quase não fica em casa eu me sinto livre, adulta, dona do meu destino.
- Meus bichinhos são minha alegria. Meu cachorrinho é o bicho mais divertido desse mundo. Hiperativo, desobediente, irritantemente carente, consegue me deixar louca, brava e encantada ao mesmo tempo! Minha gatinha é um charme só. Linda, esnobe como todo bom gato, arteira e folgada, não consigo ficar cinco minutos perto dela sem apertar. Os meus amores, a minha terapia.
- Sobre a solidão. Não há nenhum lugar que eu frequente em que me sinta sozinha. Antigamente sentia-me deslocada até debaixo do meu edredom. Hoje não. Tenho a tranquilidade de sempre ter um alguém esperando por mim, onde quer que eu vá.
- Última da solidão. Ainda que eu sempre tenha companhia, ainda me falta alguém. Aquele que vai ser meu companheiro, meu amigo, meu amante. E só consigo imaginar uma pessoa pra ser esse alguém.
- Ainda existem dias que volto pra casa angustiada, por não ter falado tudo aquilo que pensei, que senti. Nesses dias parece que tudo fica feio. Porque estou me maltratando, ferindo meu próprio coração.
- Minha vida é boa. Falta-me muito pouco pra dizer, sem receio, que sou feliz.
Neruda
- Eu adoro sol! Sinto-me renovada quando fico alguns minutos sob o calor de um dia ensolarado. Ultimamente ando sofrendo com a falta dele. Além de aparecer pouco e fraquinho nesse inverno, quando aparece não posso nem pensar em me aproximar dele, por causa do tratamento para pele.
- Comer é um dos maiores prazeres da minha vida e também um dos maiores males. Não sei comer direito. Não como muito, mas consumo os alimentos errados, de forma errada, na hora errada. Reeducação alimentar é talvez a minha necessidade primordial.
- Há algum tempo acreditava que as únicas amigas de verdade que eu tinha eram aquelas duas que estão distantes. Quando resolvi me abrir novamente para o mundo percebi que não estou sozinha. Tenho muito mais pessoas que me querem bem por perto, do que poderia imaginar. E as duas... uma será pra sempre minha querida irmãzinha. A outra é passado. Ainda bem que estava enganada, senão estaria mais sozinha ainda.
- Meus pais e minhas irmãs são a minha vida. Embora eu não seja mais um elo tão forte, eu ainda estou com eles. E não imagino viver sem a presença dessas pessoas. E sei que eles sabem disso.
- Os meus conflitos emocionais me fizeram esquecer quem eu sou e me fizeram deixar de me amar. Agora estou retomando o controle. E me redescobrindo. Já consigo me ver de novo como alguém importante. Que sabe fazer amigos. Que é amada. Que é especial.
- E por isso também estou mudando minha relação com meu corpo. Eu me perdi no tempo. Ganhei muitos quilos, maltratei minha pele, descuidei de tudo. É bem difícil, mas estou lutando para recuperar o que sei que sou. Uma mulher muito bonita.
- Gostava mais do meu trabalho antigamente. O problema não é o trabalho em si, mas a falta de perspectiva de melhora. Cheguei num ponto em que minha formação não me permite evoluir mais, e não estou satisfeita ainda. O jeito é fazer o que fiz. Voltar a estudar, para ser melhor na minha área, e procurar um outro lugar. Onde meu talento seja realmente valorizado.
- Talento sim, pois acho que Deus me abençoou, amo o que eu faço e faço bem.
- Divido meus dias nas minhas duas casas. E em cada uma delas eu me sinto feliz. Junto com meus pais ainda me sinto uma menina, protegida, dentro da minha família. Com minha irmã, que quase não fica em casa eu me sinto livre, adulta, dona do meu destino.
- Meus bichinhos são minha alegria. Meu cachorrinho é o bicho mais divertido desse mundo. Hiperativo, desobediente, irritantemente carente, consegue me deixar louca, brava e encantada ao mesmo tempo! Minha gatinha é um charme só. Linda, esnobe como todo bom gato, arteira e folgada, não consigo ficar cinco minutos perto dela sem apertar. Os meus amores, a minha terapia.
- Sobre a solidão. Não há nenhum lugar que eu frequente em que me sinta sozinha. Antigamente sentia-me deslocada até debaixo do meu edredom. Hoje não. Tenho a tranquilidade de sempre ter um alguém esperando por mim, onde quer que eu vá.
- Última da solidão. Ainda que eu sempre tenha companhia, ainda me falta alguém. Aquele que vai ser meu companheiro, meu amigo, meu amante. E só consigo imaginar uma pessoa pra ser esse alguém.
- Ainda existem dias que volto pra casa angustiada, por não ter falado tudo aquilo que pensei, que senti. Nesses dias parece que tudo fica feio. Porque estou me maltratando, ferindo meu próprio coração.
- Minha vida é boa. Falta-me muito pouco pra dizer, sem receio, que sou feliz.
sábado, 28 de junho de 2008
Episódio Vinte - Falta
Sinto tanta falta da certeza de vê-lo. Aquelas sextas-feiras, por mais insignificantes que fossem os encontros, eu sempre aguardava por eles com muita emoção. E fosse como fosse, era a doce lembrança para a semana toda.
Sinto falta do sorriso dele. É tão bonito. E ele não é uma pessoa que desperdiça risos e sorrisos, como eu. Não que seja sério demais, mas não presenteia qualquer pessoa com esse prazer, com essa maravilha que é vê-lo sorrir.
Sinto falta de ouvir sua voz. Meu Deus, como essa voz me acalma, me faz me sentir tão bem. Às vezes sinto tanto medo de esquecer como ela é.
Sinto falta do meu coração disparado, do calor da sua presença. Sinto falta de quem eu era no começo desse amor.
Sinto falta de ter a certeza do seu querer-bem. Fiz tanta bobagem, agi tão mal, não soube a hora de deixar pra lá. E agora sinto que posso ter perdido até a amizade.
Sinto falta de me sentir feliz por amá-lo. Sinto falta do tempo que o sentimento era puro. Por ser recusado, perdeu a delicadeza.
Sinto tanta falta dele. Do meu malinha. Do meu amor.
E sinto muito por tudo ser assim.
Sinto falta do sorriso dele. É tão bonito. E ele não é uma pessoa que desperdiça risos e sorrisos, como eu. Não que seja sério demais, mas não presenteia qualquer pessoa com esse prazer, com essa maravilha que é vê-lo sorrir.
Sinto falta de ouvir sua voz. Meu Deus, como essa voz me acalma, me faz me sentir tão bem. Às vezes sinto tanto medo de esquecer como ela é.
Sinto falta do meu coração disparado, do calor da sua presença. Sinto falta de quem eu era no começo desse amor.
Sinto falta de ter a certeza do seu querer-bem. Fiz tanta bobagem, agi tão mal, não soube a hora de deixar pra lá. E agora sinto que posso ter perdido até a amizade.
Sinto falta de me sentir feliz por amá-lo. Sinto falta do tempo que o sentimento era puro. Por ser recusado, perdeu a delicadeza.
Sinto tanta falta dele. Do meu malinha. Do meu amor.
E sinto muito por tudo ser assim.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Episódio Dezenove - Sinceridade
Tenho consciência de que a sinceridade não é meu forte nessa relação.
Já menti várias vezes e omiti muitas coisas. Que não é o certo isso eu sei, que os fins não justificam os meios eu também sei. Mas tenho meus argumentos e acredito neles.
Como eu poderia contar pra todo mundo sobre meus verdadeiros sentimentos? Como eu poderia expor ao mundo esse amor?
Eu diria que amo um cara que é meu amigo? Que não me dá nenhuma esperança? Que tem namorada? Que eu amo essa pessoa completamente fora da minha realidade há 4 anos?
Como???
E como eu explicaria àqueles que se compadecem da minha tristeza, que não sofro por quem eles imaginam, que tudo que aconteceu com o Thiago é parte do passado, que não me importo e mal me lembro disso. Que não quero mesmo saber da vida dele, que o que lhe acontece não me abala. Como explicar isso e dizer que quando me entristeço não é por ele, mas sim por outra pessoa. Que não me fez um mal tão grande, mas que roubou meu coração, e tudo o mais não me importa, somente o que vem dele? Não posso fazer isso. Não tem como.
Como contar todas as bobagens que já fiz por ele? Todos as mensagens anônimas, emails, alegrias por pequenos gestos, insignificantes. Como explicar essas minhas atitudes de adolescente apaixonada? Esse comportamento infantil? Se antes era dificil cogitar essa possibilidade, agora é impensável.
Como eu poderia jogar limpo com ele o tempo todo, sem me tornar tão frágil? Como não esconder o sentimento, os desejos, as emoções? Se ele não as quer. Como eu posso querer transparência entre nós dois se já nos acostumamos a fingir. A fazer de conta que nada diferente existe. E onde fica o meu orgulho?
Sincera eu bem que gostaria de ser. Mas não dá. Não nessas condições.
Precisamos recomeçar. Zerar nossa história, deixar no passado o que já não tem conserto e reservar para o futuro, somente a verdade.
Isso só é possível se nos aceitarmos sem ressalvas. Será que conseguimos?
Já menti várias vezes e omiti muitas coisas. Que não é o certo isso eu sei, que os fins não justificam os meios eu também sei. Mas tenho meus argumentos e acredito neles.
Como eu poderia contar pra todo mundo sobre meus verdadeiros sentimentos? Como eu poderia expor ao mundo esse amor?
Eu diria que amo um cara que é meu amigo? Que não me dá nenhuma esperança? Que tem namorada? Que eu amo essa pessoa completamente fora da minha realidade há 4 anos?
Como???
E como eu explicaria àqueles que se compadecem da minha tristeza, que não sofro por quem eles imaginam, que tudo que aconteceu com o Thiago é parte do passado, que não me importo e mal me lembro disso. Que não quero mesmo saber da vida dele, que o que lhe acontece não me abala. Como explicar isso e dizer que quando me entristeço não é por ele, mas sim por outra pessoa. Que não me fez um mal tão grande, mas que roubou meu coração, e tudo o mais não me importa, somente o que vem dele? Não posso fazer isso. Não tem como.
Como contar todas as bobagens que já fiz por ele? Todos as mensagens anônimas, emails, alegrias por pequenos gestos, insignificantes. Como explicar essas minhas atitudes de adolescente apaixonada? Esse comportamento infantil? Se antes era dificil cogitar essa possibilidade, agora é impensável.
Como eu poderia jogar limpo com ele o tempo todo, sem me tornar tão frágil? Como não esconder o sentimento, os desejos, as emoções? Se ele não as quer. Como eu posso querer transparência entre nós dois se já nos acostumamos a fingir. A fazer de conta que nada diferente existe. E onde fica o meu orgulho?
Sincera eu bem que gostaria de ser. Mas não dá. Não nessas condições.
Precisamos recomeçar. Zerar nossa história, deixar no passado o que já não tem conserto e reservar para o futuro, somente a verdade.
Isso só é possível se nos aceitarmos sem ressalvas. Será que conseguimos?
domingo, 22 de junho de 2008
Episódio Dezoito - Ele me faz tão bem
Ontem nos encontramos.
Uma amiga em comum veio à cidade e por ela, ele teve que me ver também. Não posso dizer que pra mim foi um esforço, mas senti muito medo. Antes de vê-lo.
Quando nos vimos, eu sabia que seria estranho. Trocamos pouquíssimas palavras, um "oi, tudo bem?!" e um "tchau". Só. Ficamos juntos por duas horas, eu acho, e não nos falamos. Havia essa amiga, e outras pessoas, mas nós não conseguimos nos comunicar. Faltou, principalmente, jeito pra iniciar um assunto qualquer, e sobrou, muito mesmo, constrangimento.
Quem lê essas palavras pode imaginar que foi horrível pra mim. Não foi. Nem sei como isso é possível, mas foi bom.
Acontece que, mesmo que meu coração saiba que não devo amá-lo, eu amo, e aí vem as preocupações. Eu me preocupo demais com as pessoas de quem gosto de verdade, e não saber como elas estão realmente é algo que me deixa desesperada. Ontem eu pude ver que ele está bem. Que está saudável, que o trabalho vai bem, que parece tranquilo, que aparentemente não enfrenta nenhum grande problema. Senti-me aliviada.
E também foi agradável estar com ele. Primeiro porque ele não estava com a namorada, o que pra mim seria complicadíssimo, é difícil demais fingir estar se divertindo na companhia do meu amor frustrado e da pessoa que ele escolheu. Segundo porque, mesmo havendo esse distanciamento silencioso entre nós, eu me sinto tão em paz quando estou perto dele, que tudo de triste que existe nessa história desaparece. Temporariamente.
Queria mais daquele momento. Queria muito ter conversado com ele. Nada de conversas sérias, mas queria ter perguntado como ele está, como vai a sua vida, e gostaria que ele tivesse feito o mesmo por mim. Queria ter sorrido pra ele, olhando nos seus olhos e ver retribuído o meu gesto. Queria ter merecido um abraço, como as meninas receberam. O sufocamento na garganta e o aperto no peito estavam lá, mas mesmo assim, eu fiquei feliz.
Feliz de estar ali, com ele, por algum tempo. Feliz por nos ver de novo dentro do mesmo mundinho. Ainda que afastados fisicamente, ainda que sem saber como se livrar do desconforto, somos unidos pelos amigos em comum. Graças a Deus.
E a simples certeza da existência dessa pessoa já é o suficiente pra trazer de volta a minha paz de espírito!
PS.: Ele estava usando uma blusa especial pra mim... fiquei com ela por uma semana naquele mês de setembro de 2005. E dormi com ela todas as noites. Provavelmente ele nem se lembra disso, mas quando o vi com aquela roupa eu me lembrei de mais um momento bom. Foi adorável. Eu me senti muito bem.
PS1: Estou pensando, outro dia desenvolvo melhor a idéia. Mas quero muito, e acho que devo, fazer algo para reavivar nossa amizade. Na realidade já tenho uma idéia, preciso pensar é em como colocá-la em prática.
PS2: Nossa amiga que motivou o encontro falou muito dele depois que fomos embora. Engraçado ver o quanto o conheço e o quanto não acredito nisso. E estranho perceber que acredito demais em outra coisa, que pelo o que ela diz, não é bem o que eu penso. Aliás, não é nada como eu penso. Isso eu não sei se poderei confirmar, mas enfim. Foi interessante saber.
Uma amiga em comum veio à cidade e por ela, ele teve que me ver também. Não posso dizer que pra mim foi um esforço, mas senti muito medo. Antes de vê-lo.
Quando nos vimos, eu sabia que seria estranho. Trocamos pouquíssimas palavras, um "oi, tudo bem?!" e um "tchau". Só. Ficamos juntos por duas horas, eu acho, e não nos falamos. Havia essa amiga, e outras pessoas, mas nós não conseguimos nos comunicar. Faltou, principalmente, jeito pra iniciar um assunto qualquer, e sobrou, muito mesmo, constrangimento.
Quem lê essas palavras pode imaginar que foi horrível pra mim. Não foi. Nem sei como isso é possível, mas foi bom.
Acontece que, mesmo que meu coração saiba que não devo amá-lo, eu amo, e aí vem as preocupações. Eu me preocupo demais com as pessoas de quem gosto de verdade, e não saber como elas estão realmente é algo que me deixa desesperada. Ontem eu pude ver que ele está bem. Que está saudável, que o trabalho vai bem, que parece tranquilo, que aparentemente não enfrenta nenhum grande problema. Senti-me aliviada.
E também foi agradável estar com ele. Primeiro porque ele não estava com a namorada, o que pra mim seria complicadíssimo, é difícil demais fingir estar se divertindo na companhia do meu amor frustrado e da pessoa que ele escolheu. Segundo porque, mesmo havendo esse distanciamento silencioso entre nós, eu me sinto tão em paz quando estou perto dele, que tudo de triste que existe nessa história desaparece. Temporariamente.
Queria mais daquele momento. Queria muito ter conversado com ele. Nada de conversas sérias, mas queria ter perguntado como ele está, como vai a sua vida, e gostaria que ele tivesse feito o mesmo por mim. Queria ter sorrido pra ele, olhando nos seus olhos e ver retribuído o meu gesto. Queria ter merecido um abraço, como as meninas receberam. O sufocamento na garganta e o aperto no peito estavam lá, mas mesmo assim, eu fiquei feliz.
Feliz de estar ali, com ele, por algum tempo. Feliz por nos ver de novo dentro do mesmo mundinho. Ainda que afastados fisicamente, ainda que sem saber como se livrar do desconforto, somos unidos pelos amigos em comum. Graças a Deus.
E a simples certeza da existência dessa pessoa já é o suficiente pra trazer de volta a minha paz de espírito!
PS.: Ele estava usando uma blusa especial pra mim... fiquei com ela por uma semana naquele mês de setembro de 2005. E dormi com ela todas as noites. Provavelmente ele nem se lembra disso, mas quando o vi com aquela roupa eu me lembrei de mais um momento bom. Foi adorável. Eu me senti muito bem.
PS1: Estou pensando, outro dia desenvolvo melhor a idéia. Mas quero muito, e acho que devo, fazer algo para reavivar nossa amizade. Na realidade já tenho uma idéia, preciso pensar é em como colocá-la em prática.
PS2: Nossa amiga que motivou o encontro falou muito dele depois que fomos embora. Engraçado ver o quanto o conheço e o quanto não acredito nisso. E estranho perceber que acredito demais em outra coisa, que pelo o que ela diz, não é bem o que eu penso. Aliás, não é nada como eu penso. Isso eu não sei se poderei confirmar, mas enfim. Foi interessante saber.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Episódio Dezessete - Bobagens
Pensei bastante nesses dias, e percebi o quanto amargurada estou por causa dessa história. Evidente que qualquer pessoa normal, não ficaria bem com tudo isso, mesmo assim, acho que minha impaciência com a situação está exagerada.
Há alguns meses eu o via como meu anjo, como a pessoa que iluminava meus dias, a lembrança mais doce, que mais me confortava. A idéia é que ele não seja mais o foco dos meus pensamentos, mas porque não pode permanecer como uma agradável recordação?
Não sou tão intolerante, e sei que ele tem responsabilidade também sobre todo esse mal-estar. Só que acho que talvez seja melhor relevar algumas situações.
Está claro que não há espaço pra mim na vida dele. E não temos mais um convívio frequente. Consequentemente não tenho mais "oportunidades" para fantasiar, para me iludir. Então acho que basta dar um tempo. Ter paciência, que tudo vai passar.
E nesse tempo, nessa espera pelo fim desse amor, é mais saudável evitar atritos, embates e, mais importante, evitar alimentar os sentimentos ruins. Melhor não me permitir irritar e sofrer mais. Sem razão, como eu tenho feito ultimamente. Odiar alguém é tão ruim, e a verdade é que não tenho motivos tão profundos assim pra ter esse sentimento.
Está certo, ele prefere que fiquemos distantes, assim será. Quando nos vermos vai ser esquisito, desconfortável, paciência. Mas não vou ficar aqui, pensando no quanto ele é cruel por não me dar atenção, ou o quanto são frágeis as palavras de amizade dele, já que não há demonstração.
Não importa. Não preciso mendigar carinho de ninguém. Graças a Deus, amigos não me faltam. E meu tempo está muito ocupado para bobagens, carências. E eu gosto dele. Independente do amor, gosto dele, da pessoa que ele é. Não há necessidade de estragar isso porque ele não pode me amar também.
Que sejamos felizes. Separados, se é assim que tem que ser. E que fique nas nossas lembranças, somente coisas boas. O resto, são bobagens. Não valem a pena.
Há alguns meses eu o via como meu anjo, como a pessoa que iluminava meus dias, a lembrança mais doce, que mais me confortava. A idéia é que ele não seja mais o foco dos meus pensamentos, mas porque não pode permanecer como uma agradável recordação?
Não sou tão intolerante, e sei que ele tem responsabilidade também sobre todo esse mal-estar. Só que acho que talvez seja melhor relevar algumas situações.
Está claro que não há espaço pra mim na vida dele. E não temos mais um convívio frequente. Consequentemente não tenho mais "oportunidades" para fantasiar, para me iludir. Então acho que basta dar um tempo. Ter paciência, que tudo vai passar.
E nesse tempo, nessa espera pelo fim desse amor, é mais saudável evitar atritos, embates e, mais importante, evitar alimentar os sentimentos ruins. Melhor não me permitir irritar e sofrer mais. Sem razão, como eu tenho feito ultimamente. Odiar alguém é tão ruim, e a verdade é que não tenho motivos tão profundos assim pra ter esse sentimento.
Está certo, ele prefere que fiquemos distantes, assim será. Quando nos vermos vai ser esquisito, desconfortável, paciência. Mas não vou ficar aqui, pensando no quanto ele é cruel por não me dar atenção, ou o quanto são frágeis as palavras de amizade dele, já que não há demonstração.
Não importa. Não preciso mendigar carinho de ninguém. Graças a Deus, amigos não me faltam. E meu tempo está muito ocupado para bobagens, carências. E eu gosto dele. Independente do amor, gosto dele, da pessoa que ele é. Não há necessidade de estragar isso porque ele não pode me amar também.
Que sejamos felizes. Separados, se é assim que tem que ser. E que fique nas nossas lembranças, somente coisas boas. O resto, são bobagens. Não valem a pena.
domingo, 15 de junho de 2008
Episódio Dezesseis - Comentários
Dia Internacional do Comentarista de Blog.
Meu blog não recebe comentários. Desde que instalei o contador, dei-me conta de que não sou a única pessoa que passa por essa página, mas creio que seja a única que pára nela.
Na verdade isso não me preocupou. Não me incomodou.
Nunca tive o intuito de escrever aqui para que outras pessoas lessem. Nem mesmo para me servir como fonte de novas amizades. Não espero me promover.
Escrevo aqui meramente para registrar os meus passos, meus esforços pra mudar o que está errado na minha vida. As minhas impressões sobre sentimentos e acontecimentos que envolvem essa história de amor frustrada. E é a minha forma de lembrar de tudo que aconteceu.
A única pessoa que já desejei que conhecesse esses relatos é ele mesmo. Mas nem pra ele eu pude entregar o endereço assim, diretamente. Não tive coragem de pedir que ele entrasse nessa página e visse o que acontece comigo, por causa dele.
O que fiz, uma vez foi (ridícula!) bloquear todos os meus contatos no msn, exceto ele, que naquele momento aparecia online (não ausente, nem ocupado... online mesmo), escrevi na minha mensagem pessoal o endereço do blog e entrei, de forma a garantir que minha janelinha com a mensagem subisse ali, na cara dele. Fiquei online com aquela mensagem por alguns minutos, pra permitir que ele prestasse atenção, anotasse, entrasse na página, sei lá.
Imagino, toda vez que entro nesse site e vejo aquele contador, se ele é um dos visitantes que estiveram por aqui. Sei que algumas pessoas chegam aqui, todo dia, por acaso. Por meio de blogs vizinhos, buscadores, erro de digitação de endereços. Mas se ele vem aqui, não é por acaso.
E claro, imagino que, se ele já conhece meu blog, mais uma vez ele demonstra seu desinteresse. Acho que, se eu soubesse da existência de um blog que diz respeito a mim, eu teria curiosidade de visitá-lo. Sempre. Penso que, se ele visita e nunca comenta, é que se trata única e exclusivamente de visitas curiosas. Não visitas interessadas. Não se trata de visitas desejadas por mim.
Este é um espaço público. Tanto ele quanto qualquer pessoa que queira navegar por aqui, o faz com liberdade. Ainda assim, sinto-me estranhamente incomodada com as pouco prováveis visitas de um conhecido, da pessoa que motiva cada post, e que não tem a dignidade de fazer um comentário que seja. Verdade é que me parece, além de desinteresse, covardia dele, em me enfrentar, em me questionar, em me criticar.
Isso só é bom porque, mesmo sem a certeza do conhecimento dele da existência dessa página, eu me satisfaço por me convencer da fraqueza, da falta de coragem dele de me encarar. De dizer o que realmente pensa e sente. Como eu faço.
Palavras ditas são pouco eficientes. E as palavras negadas, abafadas pelo silêncio é que magoam. Palavras escritas marcam de verdade. E o único comentarista que o meu blog deseja ter é aquele a quem interessa minhas emoções. Se não interessa a quem as provoca, não quero nem comentários, nem visitas.
Mas que esteja à vontade pra fazer o que quiser. Ainda que seja continuar a me ignorar.
Meu blog não recebe comentários. Desde que instalei o contador, dei-me conta de que não sou a única pessoa que passa por essa página, mas creio que seja a única que pára nela.
Na verdade isso não me preocupou. Não me incomodou.
Nunca tive o intuito de escrever aqui para que outras pessoas lessem. Nem mesmo para me servir como fonte de novas amizades. Não espero me promover.
Escrevo aqui meramente para registrar os meus passos, meus esforços pra mudar o que está errado na minha vida. As minhas impressões sobre sentimentos e acontecimentos que envolvem essa história de amor frustrada. E é a minha forma de lembrar de tudo que aconteceu.
A única pessoa que já desejei que conhecesse esses relatos é ele mesmo. Mas nem pra ele eu pude entregar o endereço assim, diretamente. Não tive coragem de pedir que ele entrasse nessa página e visse o que acontece comigo, por causa dele.
O que fiz, uma vez foi (ridícula!) bloquear todos os meus contatos no msn, exceto ele, que naquele momento aparecia online (não ausente, nem ocupado... online mesmo), escrevi na minha mensagem pessoal o endereço do blog e entrei, de forma a garantir que minha janelinha com a mensagem subisse ali, na cara dele. Fiquei online com aquela mensagem por alguns minutos, pra permitir que ele prestasse atenção, anotasse, entrasse na página, sei lá.
Imagino, toda vez que entro nesse site e vejo aquele contador, se ele é um dos visitantes que estiveram por aqui. Sei que algumas pessoas chegam aqui, todo dia, por acaso. Por meio de blogs vizinhos, buscadores, erro de digitação de endereços. Mas se ele vem aqui, não é por acaso.
E claro, imagino que, se ele já conhece meu blog, mais uma vez ele demonstra seu desinteresse. Acho que, se eu soubesse da existência de um blog que diz respeito a mim, eu teria curiosidade de visitá-lo. Sempre. Penso que, se ele visita e nunca comenta, é que se trata única e exclusivamente de visitas curiosas. Não visitas interessadas. Não se trata de visitas desejadas por mim.
Este é um espaço público. Tanto ele quanto qualquer pessoa que queira navegar por aqui, o faz com liberdade. Ainda assim, sinto-me estranhamente incomodada com as pouco prováveis visitas de um conhecido, da pessoa que motiva cada post, e que não tem a dignidade de fazer um comentário que seja. Verdade é que me parece, além de desinteresse, covardia dele, em me enfrentar, em me questionar, em me criticar.
Isso só é bom porque, mesmo sem a certeza do conhecimento dele da existência dessa página, eu me satisfaço por me convencer da fraqueza, da falta de coragem dele de me encarar. De dizer o que realmente pensa e sente. Como eu faço.
Palavras ditas são pouco eficientes. E as palavras negadas, abafadas pelo silêncio é que magoam. Palavras escritas marcam de verdade. E o único comentarista que o meu blog deseja ter é aquele a quem interessa minhas emoções. Se não interessa a quem as provoca, não quero nem comentários, nem visitas.
Mas que esteja à vontade pra fazer o que quiser. Ainda que seja continuar a me ignorar.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Episódio Quinze - Despedida?
Ontem, após escrever o post anterior, eu fiz algo que ainda não sei se foi bom ou se terá consequências ruins.
Enviei o post pra ele, por email. Com algumas modificações - acho que para não parecer tão vulnerável - e com um agradecimento, que soou mesmo como uma despedida. Não sei se ele interpretará dessa forma, nem mesmo sei se é isso que espero. Mas está feito.
Fiquei um pouco ansiosa, como sempre pra saber como ele reagiria. Se reagiria.
Não obtive qualquer resposta por email, ou telefone, ou pessoalmente. Ele estava aqui no meu msn, online. Não me bloqueou. Temi que dessa vez isso acontecesse.
Entrei e esperei por dois minutos. Tempo que julguei suficiente para que, caso ele tivesse algo a dizer, poderia pensar, me chamar, e dizer o que estava pensando. Isso não aconteceu. Ele continuou online, não desapareceu como em outras ocasiões, mas também não disse nada. Não pra mim. Após os dois minutos mudei meu estado para offline. E assim fiquei, pensando se deveria entrar mais uma vez, dar a ele outra oportunidade de me responder. Não me decidi. E ele foi embora, mais ou menos uma hora e meia depois.
A verdade é que eu desejei que ele se manifestasse. Que me dissesse que estou enganada, que ele não é indiferente ao que sinto, mas que não me procura porque não sabe o que me dizer, que não quer me magoar mais, mas que também sente minha falta e gostaria de reavivar nossa amizade. Foi uma despedida inconsciente que esperava ser recusada. Eu queria muito que ele falasse não ao que escrevi, que dissesse que não faz sentido e que é sim meu amigo. Que tudo vai passar e um dia vamos rir muito disso. Juntos.
Ele, mais uma vez, se calou. Acredito que, se não falou hoje, naquela hora, é sinal de que não vai dizer nada mesmo. Que escolheu me ignorar mais uma vez. E eu, por mais que queira brigar, queira exigir a atenção dele, não vou mais. Acho que preciso silenciar meus sentimentos, pelo menos pra ele. Já que parece que é isso que ele quer. Se é isso que ele demonstra querer, vou me esforçar pra não deixar que minhas emoções me exponham outra vez.
Preciso encontrar minha paz.
Não estou bem.
Enviei o post pra ele, por email. Com algumas modificações - acho que para não parecer tão vulnerável - e com um agradecimento, que soou mesmo como uma despedida. Não sei se ele interpretará dessa forma, nem mesmo sei se é isso que espero. Mas está feito.
Fiquei um pouco ansiosa, como sempre pra saber como ele reagiria. Se reagiria.
Não obtive qualquer resposta por email, ou telefone, ou pessoalmente. Ele estava aqui no meu msn, online. Não me bloqueou. Temi que dessa vez isso acontecesse.
Entrei e esperei por dois minutos. Tempo que julguei suficiente para que, caso ele tivesse algo a dizer, poderia pensar, me chamar, e dizer o que estava pensando. Isso não aconteceu. Ele continuou online, não desapareceu como em outras ocasiões, mas também não disse nada. Não pra mim. Após os dois minutos mudei meu estado para offline. E assim fiquei, pensando se deveria entrar mais uma vez, dar a ele outra oportunidade de me responder. Não me decidi. E ele foi embora, mais ou menos uma hora e meia depois.
A verdade é que eu desejei que ele se manifestasse. Que me dissesse que estou enganada, que ele não é indiferente ao que sinto, mas que não me procura porque não sabe o que me dizer, que não quer me magoar mais, mas que também sente minha falta e gostaria de reavivar nossa amizade. Foi uma despedida inconsciente que esperava ser recusada. Eu queria muito que ele falasse não ao que escrevi, que dissesse que não faz sentido e que é sim meu amigo. Que tudo vai passar e um dia vamos rir muito disso. Juntos.
Ele, mais uma vez, se calou. Acredito que, se não falou hoje, naquela hora, é sinal de que não vai dizer nada mesmo. Que escolheu me ignorar mais uma vez. E eu, por mais que queira brigar, queira exigir a atenção dele, não vou mais. Acho que preciso silenciar meus sentimentos, pelo menos pra ele. Já que parece que é isso que ele quer. Se é isso que ele demonstra querer, vou me esforçar pra não deixar que minhas emoções me exponham outra vez.
Preciso encontrar minha paz.
Não estou bem.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Episódio Quatorze - Ressentimento
Eu não tenho um auto-conhecimento muito profundo. Quando tento me concentrar nos meus sentimentos, sempre me perco. Não sei ao certo o que sinto, em relação às diversas situações e pessoas.
Com ele é assim também. Não tenho dúvidas quanto ao amor. Acabo me confundindo com outros sentimentos. É sempre inconstante. E inconsistente.
Hoje deveria ser um dia como outro qualquer. Não é. Ontem o vi e ainda não assimilei direito a situação. E hoje é dia dos namorados. E estou sozinha, mais uma vez.
Nos últimos 3 ou 4 "dias dos namorados" eu desejei que ele fosse meu namorado. Fantasiei muito, imaginando o presente ideal, o dia perfeito, com a única pessoa que eu enxergava. Chorei muito por não ser a escolhida. Mas a esperança estava aqui.
Desta vez não. Hoje à tarde entrei no msn e lá estava ele, online, com a seguinte mensagem pessoal "Fulaninha te amo muito, feliz dia dos namorados". Fulaninha não sou eu, claro, mas o nome dela estava assim mesmo, no diminutivo. Senti algo estranho. Acho que foi um pouco de raiva, misturada com mágoa, e com cansaço - isso mesmo - senti-me cansada dessa história. Esgotada.
Percebi que não estou triste e nem sofrendo pela data, especificamente. O dia não me abalou. E dessa vez não vou sonhar. Contudo me dei conta do ressentimento, da mágoa que tenho por ele. Da decepção que ele se tornou na minha vida. Hoje eu percebi que ainda o amo, porque amor verdadeiro não desaparece com facilidade, mas não estou mais apaixonada. O encantamento acabou. E infelizmente não o vejo mais como um amigo, não o vejo mais na minha vida. Não poderia ser de outra forma. Não depois de tanta indiferença da parte dele. Foi ele quem escolheu me afastar. Eu somente pude acatar a decisão.
Evidente que essas constatações não necessariamente me fazem bem. É complicado admitir que nos perdemos. Que não mais nos encontramos no mesmo mundo.
O meu querer-bem é pra sempre. Minhas preocupações provavelmente também são. E a mágoa não é maior que o desejo de que ele seja feliz. Os sentimentos destrutivos não se sobrepõe aos bons sentimentos. Só que já não há mais tantas coisas boas. E não sei até onde vai o que sobrou.
Talvez seja melhor assim. Ter mágoa de uma pessoa que já foi tão especial não é saudável, mas é consequência do comportamento dele comigo. Não é infundado. Na minha cabeça, o melhor seria que restasse, de tudo isso, um sentimento de carinho e de amizade mútuos. Não tem. Parece que não tem mais nada. E eu não tenho mais forças pra lutar por esses sentimentos sozinha.
Escrever assim, claramente, tudo aquilo que vejo e sinto, que já tomei como fatos, é tão ruim, é triste demais. Tenho a sensação de ter perdido meu tempo, desperdiçado as minhas emoções com alguém que talvez nunca tenha se importado. Que talvez se resignou por um tempo, por conveniência. E agora não precisa mais e simplesmente esquece. Dói de verdade. Gostaria que ele se importasse. Não se importa. Mas eu sei que ninguém morre de amor. E eu sei que posso ser muito mais forte do que já sou.
Outra constatação, horrível de admitir, mas que agora tomo como real é a de que ele não é mesmo a pessoa certa para mim. Eu me enganei, pensando que Deus tinha reservado algo maior, afinal Ele não me permitiria gostar tanto e por tanto tempo de alguém assim, por nada. Não espero mais me convencer com essa idéia absurda.
A pessoa certa, se é que existe uma reservada para mim, não vai me magoar tantas vezes. Não precisarei pedir pelo amor dessa pessoa. Não terei que esperar. Não me sentirei inferior nem por um segundo quando estiver com ela. Não haverá medo e angústia constantes. A pessoa certa vai me amar. Tanto quanto eu a amarei. Nem mais, nem menos.
Com a pessoa certa vai ser tudo diferente.
Com ele é assim também. Não tenho dúvidas quanto ao amor. Acabo me confundindo com outros sentimentos. É sempre inconstante. E inconsistente.
Hoje deveria ser um dia como outro qualquer. Não é. Ontem o vi e ainda não assimilei direito a situação. E hoje é dia dos namorados. E estou sozinha, mais uma vez.
Nos últimos 3 ou 4 "dias dos namorados" eu desejei que ele fosse meu namorado. Fantasiei muito, imaginando o presente ideal, o dia perfeito, com a única pessoa que eu enxergava. Chorei muito por não ser a escolhida. Mas a esperança estava aqui.
Desta vez não. Hoje à tarde entrei no msn e lá estava ele, online, com a seguinte mensagem pessoal "Fulaninha te amo muito, feliz dia dos namorados". Fulaninha não sou eu, claro, mas o nome dela estava assim mesmo, no diminutivo. Senti algo estranho. Acho que foi um pouco de raiva, misturada com mágoa, e com cansaço - isso mesmo - senti-me cansada dessa história. Esgotada.
Percebi que não estou triste e nem sofrendo pela data, especificamente. O dia não me abalou. E dessa vez não vou sonhar. Contudo me dei conta do ressentimento, da mágoa que tenho por ele. Da decepção que ele se tornou na minha vida. Hoje eu percebi que ainda o amo, porque amor verdadeiro não desaparece com facilidade, mas não estou mais apaixonada. O encantamento acabou. E infelizmente não o vejo mais como um amigo, não o vejo mais na minha vida. Não poderia ser de outra forma. Não depois de tanta indiferença da parte dele. Foi ele quem escolheu me afastar. Eu somente pude acatar a decisão.
Evidente que essas constatações não necessariamente me fazem bem. É complicado admitir que nos perdemos. Que não mais nos encontramos no mesmo mundo.
O meu querer-bem é pra sempre. Minhas preocupações provavelmente também são. E a mágoa não é maior que o desejo de que ele seja feliz. Os sentimentos destrutivos não se sobrepõe aos bons sentimentos. Só que já não há mais tantas coisas boas. E não sei até onde vai o que sobrou.
Talvez seja melhor assim. Ter mágoa de uma pessoa que já foi tão especial não é saudável, mas é consequência do comportamento dele comigo. Não é infundado. Na minha cabeça, o melhor seria que restasse, de tudo isso, um sentimento de carinho e de amizade mútuos. Não tem. Parece que não tem mais nada. E eu não tenho mais forças pra lutar por esses sentimentos sozinha.
Escrever assim, claramente, tudo aquilo que vejo e sinto, que já tomei como fatos, é tão ruim, é triste demais. Tenho a sensação de ter perdido meu tempo, desperdiçado as minhas emoções com alguém que talvez nunca tenha se importado. Que talvez se resignou por um tempo, por conveniência. E agora não precisa mais e simplesmente esquece. Dói de verdade. Gostaria que ele se importasse. Não se importa. Mas eu sei que ninguém morre de amor. E eu sei que posso ser muito mais forte do que já sou.
Outra constatação, horrível de admitir, mas que agora tomo como real é a de que ele não é mesmo a pessoa certa para mim. Eu me enganei, pensando que Deus tinha reservado algo maior, afinal Ele não me permitiria gostar tanto e por tanto tempo de alguém assim, por nada. Não espero mais me convencer com essa idéia absurda.
A pessoa certa, se é que existe uma reservada para mim, não vai me magoar tantas vezes. Não precisarei pedir pelo amor dessa pessoa. Não terei que esperar. Não me sentirei inferior nem por um segundo quando estiver com ela. Não haverá medo e angústia constantes. A pessoa certa vai me amar. Tanto quanto eu a amarei. Nem mais, nem menos.
Com a pessoa certa vai ser tudo diferente.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Episódio Treze - Reencontro
Ontem aconteceu o reencontro, após 25 dias. Parece pouco tempo, mas senti tanta saudade. E é a saudade que me consome.
Imaginei que nos encontraríamos mesmo, e claro, imaginei tudo de forma muito diferente.
Pensei que seria difícil, constrangedor pois ele estaria acompanhado, mas que eu ficaria feliz, pois iríamos conversar um pouco, eu poderia matar um pouco da saudade, suprir parte da minha carência emocional, de tê-lo por perto. Que ficaríamos perto, e depois de um tempo, estaríamos à vontade, eu esqueceria por alguns momentos tudo que me entristece e aproveitaria a companhia. Independente de quem estivesse por perto.
Nada disso.
Era uma festa, e eu cheguei depois de um certo tempo do início da festa. Ele não estava lá. Mais de três horas depois, nem sinal dele, já levemente decepcionada e alcoolizada, resolvi ir embora com meus amigos. Na saída, faltando menos de um minuto pro meu tempo ali acabar, eu o encontro.
Vi de longe a cara dele ao me ver. Cara de desconforto. Só isso já foi o suficiente pra me desestruturar. Eu me aproximei, pra cumprimentar, e ele só me disse um "oi", se aproximou de mim para beijá-lo e não me recordo, mas acho q ele não me beijou, e me recordo, ele mal me tocou, não recebi um abraço, e ele não me olhou nos olhos. Aí sim me senti mal. Muito mal. Aguardei longos segundos por uma amiga falando com ele. Ela ainda fez uma brincadeira me envolvendo, e ele riu, olhou na minha direção mas não me encarou, não olhou diretamente pra mim nem por um instante. E fui embora arrasada.
A noite tinha sido tão divertida, mas só aquilo bastou pra estragar tudo. Mesmo o vendo sozinho. Antes não o tivesse encontrado. Antes o momento tivesse se perdido.
Não tenho idéia de quando acontecerá um novo encontro. Acredito que vá demorar. E se for pra ter a mesma "qualidade" do reencontro de ontem, prefiro que não aconteça. Porque eu ainda sofro. E muito.
Tenho consciência de que a pessoa certa vai me querer tanto quanto eu vou desejá-la. E isso não acontece entre nós. E tenho consciência de que amigo que é amigo não precisa ser requisitado. Ele se faz presente. Isso também não acontece entre nós.
Portanto está tudo errado. Infelizmente minha racionalidade ainda não é mais forte que minha emoção. E eu fico nessa. Esperando, chorando, magoada, por quem não vem.
Imaginei que nos encontraríamos mesmo, e claro, imaginei tudo de forma muito diferente.
Pensei que seria difícil, constrangedor pois ele estaria acompanhado, mas que eu ficaria feliz, pois iríamos conversar um pouco, eu poderia matar um pouco da saudade, suprir parte da minha carência emocional, de tê-lo por perto. Que ficaríamos perto, e depois de um tempo, estaríamos à vontade, eu esqueceria por alguns momentos tudo que me entristece e aproveitaria a companhia. Independente de quem estivesse por perto.
Nada disso.
Era uma festa, e eu cheguei depois de um certo tempo do início da festa. Ele não estava lá. Mais de três horas depois, nem sinal dele, já levemente decepcionada e alcoolizada, resolvi ir embora com meus amigos. Na saída, faltando menos de um minuto pro meu tempo ali acabar, eu o encontro.
Vi de longe a cara dele ao me ver. Cara de desconforto. Só isso já foi o suficiente pra me desestruturar. Eu me aproximei, pra cumprimentar, e ele só me disse um "oi", se aproximou de mim para beijá-lo e não me recordo, mas acho q ele não me beijou, e me recordo, ele mal me tocou, não recebi um abraço, e ele não me olhou nos olhos. Aí sim me senti mal. Muito mal. Aguardei longos segundos por uma amiga falando com ele. Ela ainda fez uma brincadeira me envolvendo, e ele riu, olhou na minha direção mas não me encarou, não olhou diretamente pra mim nem por um instante. E fui embora arrasada.
A noite tinha sido tão divertida, mas só aquilo bastou pra estragar tudo. Mesmo o vendo sozinho. Antes não o tivesse encontrado. Antes o momento tivesse se perdido.
Não tenho idéia de quando acontecerá um novo encontro. Acredito que vá demorar. E se for pra ter a mesma "qualidade" do reencontro de ontem, prefiro que não aconteça. Porque eu ainda sofro. E muito.
Tenho consciência de que a pessoa certa vai me querer tanto quanto eu vou desejá-la. E isso não acontece entre nós. E tenho consciência de que amigo que é amigo não precisa ser requisitado. Ele se faz presente. Isso também não acontece entre nós.
Portanto está tudo errado. Infelizmente minha racionalidade ainda não é mais forte que minha emoção. E eu fico nessa. Esperando, chorando, magoada, por quem não vem.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Episódio Doze - Um Romance
Há uma diferença muito grande em viver uma paixão e ver uma paixão acontecer. Quando é com a gente, é difícil ser racional, manter o foco, a tranquilidade. Quando é com outra pessoa tudo parece tão simples.
Tenho uma amiga que está apaixonada e eu me tornei sua conselheira sentimental (logo eu... que piada!). E ela tem uma história bastante diferente da maioria das pessoas, pelo menos no quesito "relacionamentos". Ela é extremamente complicada. Por incrível que parece, bem mais complicada que eu. Apesar das minhas limitações, acho que eu tenho mais clareza nos meus sentimentos, nesse ponto e em relação a ela, tenho um auto-conhecimento mais profundo.
Talvez por saber como é difícil pra essa amiga se envolver com uma pessoa, que eu esteja tão animada com essa história. Gosto muito dela, e acredito que ela mereça viver esse momento, e mais que isso, ela precisa vivenciar algo novo.
Durante muitos anos ela se manteve fechada, não permitiu que ninguém se aproximasse o suficiente para conhecê-la de verdade. No meu ponto-de-vista, ela fazia um pré-julgamento das pessoas e quase sempre tinha expectativas irreais. Na realidade ela não falava comigo desse tipo de assunto, portanto deduzo que esse era seu pensamento.
Por vários motivos, alguns conhecidos outros que não me dizem respeito, ela finalmente enxergou que precisava de mudanças em sua vida (não me sinto capacitada a julgar, não sou terapêuta, nem tenho uma vida maravilhosa e exemplar pra ter propriedade no que escrevo, mas são conclusões vindas dela mesma, que eu concordo), e está mudando.
E surgiu uma pessoa. Não me lembro quando foi a primeira vez que falou dele, só sei, aos poucos ela se encantou por ele, e eu me encantei com a história.
Eles se conheceram no curso de especialização que ela faz. Os dois se encontram a cada duas semanas, por dois dias. Primeiro ela me falava dele como um cara que achou interessante, mas que era muito metido, muito diferente dela. Depois passou a falar dele com mais empatia, comentava da amizade que estava começando. Mas o cara namorava. Nessa fase eu não incentivava, mais ouvia, pouco falava. Apesar de nem sempre agir assim, tenho por princípio que homem comprometido é homem indisponível, seja qual for o grau do compromisso.
Enfim, ele terminou. Aí foi que ela se animou com a possibilidade da amizade ser algo mais. Como eles se vêem com pouca frequência, o processo foi lento. Um dia comentava comigo de uma conversa, no outro de um recadinho, ou um bate-papo no msn. E eu ficava excitadíssima com as novidades, com pequenos detalhes, com a euforia dela.
O cara tem dado sinais de interesse, mas como todo homem bem mais contidos que os sinais femininos. Ela travou uma batalha interna, a garota apaixonada versus a garota pessimista. Eu me acabo com essa história. Fico angustiada com o medo dela, passo mal de rir com as histórias, com os suspiros. E fico ansiosa também, esperando por novidades, e torcendo muito, pra que finalmente dê certo.
Quase sempre sou otimista até demais, excessivamente esperançosa. Mas acredito na possibilidade de sucesso desse flerte. Ela é que não acredita muito nisso, embora mostre dedicação pra tentar mudar seus pensamentos e investir em si mesma.
Enfim, fato é que esse romance tem feito bem pra mim. Nessa fase amargurada que vivo, perder a fé no amor é o que mais me assusta. Não quero ser uma pessoa mais dura do que já me tornei. Quero acreditar no romance, na paixão, na pureza dos sentimentos. A inocência eu já perdi. Aquela coisa estranha, aquela emoção quase infantil. Já esgotei minha cota. E com a história dela eu consigo não deixar meu coração endurecer demais.
Sinto um pouco de inveja. Mas sinto muito mais alegria de ver que ainda há esperanças. E que se a hora de todo mundo chega, a minha também deve chegar.
Tenho uma amiga que está apaixonada e eu me tornei sua conselheira sentimental (logo eu... que piada!). E ela tem uma história bastante diferente da maioria das pessoas, pelo menos no quesito "relacionamentos". Ela é extremamente complicada. Por incrível que parece, bem mais complicada que eu. Apesar das minhas limitações, acho que eu tenho mais clareza nos meus sentimentos, nesse ponto e em relação a ela, tenho um auto-conhecimento mais profundo.
Talvez por saber como é difícil pra essa amiga se envolver com uma pessoa, que eu esteja tão animada com essa história. Gosto muito dela, e acredito que ela mereça viver esse momento, e mais que isso, ela precisa vivenciar algo novo.
Durante muitos anos ela se manteve fechada, não permitiu que ninguém se aproximasse o suficiente para conhecê-la de verdade. No meu ponto-de-vista, ela fazia um pré-julgamento das pessoas e quase sempre tinha expectativas irreais. Na realidade ela não falava comigo desse tipo de assunto, portanto deduzo que esse era seu pensamento.
Por vários motivos, alguns conhecidos outros que não me dizem respeito, ela finalmente enxergou que precisava de mudanças em sua vida (não me sinto capacitada a julgar, não sou terapêuta, nem tenho uma vida maravilhosa e exemplar pra ter propriedade no que escrevo, mas são conclusões vindas dela mesma, que eu concordo), e está mudando.
E surgiu uma pessoa. Não me lembro quando foi a primeira vez que falou dele, só sei, aos poucos ela se encantou por ele, e eu me encantei com a história.
Eles se conheceram no curso de especialização que ela faz. Os dois se encontram a cada duas semanas, por dois dias. Primeiro ela me falava dele como um cara que achou interessante, mas que era muito metido, muito diferente dela. Depois passou a falar dele com mais empatia, comentava da amizade que estava começando. Mas o cara namorava. Nessa fase eu não incentivava, mais ouvia, pouco falava. Apesar de nem sempre agir assim, tenho por princípio que homem comprometido é homem indisponível, seja qual for o grau do compromisso.
Enfim, ele terminou. Aí foi que ela se animou com a possibilidade da amizade ser algo mais. Como eles se vêem com pouca frequência, o processo foi lento. Um dia comentava comigo de uma conversa, no outro de um recadinho, ou um bate-papo no msn. E eu ficava excitadíssima com as novidades, com pequenos detalhes, com a euforia dela.
O cara tem dado sinais de interesse, mas como todo homem bem mais contidos que os sinais femininos. Ela travou uma batalha interna, a garota apaixonada versus a garota pessimista. Eu me acabo com essa história. Fico angustiada com o medo dela, passo mal de rir com as histórias, com os suspiros. E fico ansiosa também, esperando por novidades, e torcendo muito, pra que finalmente dê certo.
Quase sempre sou otimista até demais, excessivamente esperançosa. Mas acredito na possibilidade de sucesso desse flerte. Ela é que não acredita muito nisso, embora mostre dedicação pra tentar mudar seus pensamentos e investir em si mesma.
Enfim, fato é que esse romance tem feito bem pra mim. Nessa fase amargurada que vivo, perder a fé no amor é o que mais me assusta. Não quero ser uma pessoa mais dura do que já me tornei. Quero acreditar no romance, na paixão, na pureza dos sentimentos. A inocência eu já perdi. Aquela coisa estranha, aquela emoção quase infantil. Já esgotei minha cota. E com a história dela eu consigo não deixar meu coração endurecer demais.
Sinto um pouco de inveja. Mas sinto muito mais alegria de ver que ainda há esperanças. E que se a hora de todo mundo chega, a minha também deve chegar.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Episódio Onze - Ligeira
Apesar de tudo que escrevi ontem, hoje, agora, ainda me dei mais 15 minutos de espera. Em vão. Como sempre. Ele não se importa.
Pensei muito durante essa noite, mais uma de insônia. Percebi que todas as vezes em que ele me procura eu tenho que instigá-lo antes. Se não é pra me pedir um favor, é pra me pedir desculpas, ou para agradecer por algo. Nunca é só porque ele é meu amigo e quer saber como estou. Nunca.
Eu não chego nem perto de ter, pra ele, o valor que ele tem pra mim. Aliás, acho que pra ele não tenho valor nenhum.
Por mais que me doa não ter o carinho e atenção que tanto desejo, sei que é ele quem perde mais. Quem perde a oportunidade de ter mais um alguém especial na vida. Mesmo que só como amiga.
Pensei muito durante essa noite, mais uma de insônia. Percebi que todas as vezes em que ele me procura eu tenho que instigá-lo antes. Se não é pra me pedir um favor, é pra me pedir desculpas, ou para agradecer por algo. Nunca é só porque ele é meu amigo e quer saber como estou. Nunca.
Eu não chego nem perto de ter, pra ele, o valor que ele tem pra mim. Aliás, acho que pra ele não tenho valor nenhum.
Por mais que me doa não ter o carinho e atenção que tanto desejo, sei que é ele quem perde mais. Quem perde a oportunidade de ter mais um alguém especial na vida. Mesmo que só como amiga.
domingo, 1 de junho de 2008
Episódio Dez - Absurdo
A maneira como eu me sinto, aqui, esperando por um pouquinho de atenção dele. Quieta, pois já não tenho forças pra tentar mudar a situação, mas dentro de mim, quase suplicando por um minuto do tempo dele. E me contendo, e me condenando por ter vontade de requerer essa atenção. É terrível.
Eu me sinto inferior, sinto-me muito fraca. Porque sei que o que preciso é esquecê-lo, deixá-lo ir. Mas tenho esperanças. Falsas esperanças. De que ele sinta a minha falta também.
Enviei aquela mensagem no msn pra ele na terça-feira. Hoje é domingo, já o encontrei três vezes online e ele não se deu ao trabalho de ser educado comigo. Não gastou os dedinhos e o teclado pra digitar um "oi, estou bem sim, e você?". Isso não é amizade.
Pelo que espero então? Por quem espero?
Por migalhas de uma pessoa que não demonstra consideração alguma comigo? Espero pela atenção e carinho de um cara que já me ignorou diversas vezes? Que age como se não soubesse de nada, dos meus sentimentos, das minhas palavras? Eu espero o amor de uma pessoa que nem respeito tem mais comigo???
Absurdo.
Tem que acabar. Pra sempre.
Eu me sinto inferior, sinto-me muito fraca. Porque sei que o que preciso é esquecê-lo, deixá-lo ir. Mas tenho esperanças. Falsas esperanças. De que ele sinta a minha falta também.
Enviei aquela mensagem no msn pra ele na terça-feira. Hoje é domingo, já o encontrei três vezes online e ele não se deu ao trabalho de ser educado comigo. Não gastou os dedinhos e o teclado pra digitar um "oi, estou bem sim, e você?". Isso não é amizade.
Pelo que espero então? Por quem espero?
Por migalhas de uma pessoa que não demonstra consideração alguma comigo? Espero pela atenção e carinho de um cara que já me ignorou diversas vezes? Que age como se não soubesse de nada, dos meus sentimentos, das minhas palavras? Eu espero o amor de uma pessoa que nem respeito tem mais comigo???
Absurdo.
Tem que acabar. Pra sempre.
sábado, 31 de maio de 2008
Episódio Nove - Notinha e uma Crônica
Nota rápida: estou aqui, quase uma da manhã, imaginando porque ele entrou no msn e agora está inativo. Nesse horário. O que ele estará fazendo?!
Meu cérebro não aceita muito bem a realidade, mas provavelmente ele está fazendo com outra pessoa aquilo que num post anterior eu relatei imaginar e querer fazer com ele.
Enquanto eu sobrevivo a este sábado a noite sem emoção.
Crônica do amor (Arnaldo Jabor)
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Meu cérebro não aceita muito bem a realidade, mas provavelmente ele está fazendo com outra pessoa aquilo que num post anterior eu relatei imaginar e querer fazer com ele.
Enquanto eu sobrevivo a este sábado a noite sem emoção.
Crônica do amor (Arnaldo Jabor)
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Episódio Oito - Erótica
Embora haja quem questione a veracidade do meu amor, eu tenho absoluta certeza da verdade e da intensidade desse sentimento. Contudo existem sim, outros sentimentos meus em relação a ele, independentes do amor.
Há a amizade, que acredito, é recíproca. Há admiração da minha parte, pela pessoa e pelo profissional que ele é. Algumas vezes há raiva, ressentimento pelo amor recusado, frustração. Há sempre graditão pelo respeito, tentativa de compreensão e pelo silêncio.
E há um sentimento muito forte. O desejo. Meu Deus, como eu desejo esse homem! Não é só o desejo de conquistá-lo, de ter meus sentimentos retribuídos. É desejo físico mesmo.
Ainda que eu atinja meu objetivo e o amor acabe, provavelmente sempre vou achá-lo lindo, e atraente, e envolvente. Irresistível!
Só a lembrança da imagem dele já me desconcerta.
Cada abraço dele é capaz de disparar meu coração e arrepiar até a minha alma.
Aquela voz grave, se falar só pra mim, seja o que for, acompanhada do sorriso mais bonito que já vi, me deixa aflita.
Dá vontade de agarrar. De verdade.
Se eu posso tocar aquele corpo, aqueles braços fortes ou a barriga sarada... nem sei descrever. O que é aquilo?! Como pode?!
E se eu fecho meus olhos, desenhando na minha mente cada detalhe daquele rosto, o formato daquela boca, o cheiro dele. E imagino um beijo. Eu sinto meu sangue queimando. Porque tenho certeza de que só pode ser maravilhoso. Delicioso.
Perco o fôlego quando imagino aquelas mãos, que poucas vezes toquei, mas que sempre estavam quentes e macias, tocando minha pele, meu rosto, meus cabelos, meu corpo.
Aquela pele morena encostando na minha, o calor, o peso do corpo dele, seus lábios me tocando, o movimento, poucas palavras, e muito prazer, e toda emoção. E eu perdendo a linha, e me sentido completa. Porque é com ele. Porque sou dele.
Ah, é a fantasia mais romântica, mais atrevida, mais incrível. E ao mesmo tempo tão, mas tão triste, porque me parece muito mais um sonho do que uma espera.
Há a amizade, que acredito, é recíproca. Há admiração da minha parte, pela pessoa e pelo profissional que ele é. Algumas vezes há raiva, ressentimento pelo amor recusado, frustração. Há sempre graditão pelo respeito, tentativa de compreensão e pelo silêncio.
E há um sentimento muito forte. O desejo. Meu Deus, como eu desejo esse homem! Não é só o desejo de conquistá-lo, de ter meus sentimentos retribuídos. É desejo físico mesmo.
Ainda que eu atinja meu objetivo e o amor acabe, provavelmente sempre vou achá-lo lindo, e atraente, e envolvente. Irresistível!
Só a lembrança da imagem dele já me desconcerta.
Cada abraço dele é capaz de disparar meu coração e arrepiar até a minha alma.
Aquela voz grave, se falar só pra mim, seja o que for, acompanhada do sorriso mais bonito que já vi, me deixa aflita.
Dá vontade de agarrar. De verdade.
Se eu posso tocar aquele corpo, aqueles braços fortes ou a barriga sarada... nem sei descrever. O que é aquilo?! Como pode?!
E se eu fecho meus olhos, desenhando na minha mente cada detalhe daquele rosto, o formato daquela boca, o cheiro dele. E imagino um beijo. Eu sinto meu sangue queimando. Porque tenho certeza de que só pode ser maravilhoso. Delicioso.
Perco o fôlego quando imagino aquelas mãos, que poucas vezes toquei, mas que sempre estavam quentes e macias, tocando minha pele, meu rosto, meus cabelos, meu corpo.
Aquela pele morena encostando na minha, o calor, o peso do corpo dele, seus lábios me tocando, o movimento, poucas palavras, e muito prazer, e toda emoção. E eu perdendo a linha, e me sentido completa. Porque é com ele. Porque sou dele.
Ah, é a fantasia mais romântica, mais atrevida, mais incrível. E ao mesmo tempo tão, mas tão triste, porque me parece muito mais um sonho do que uma espera.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Episódio Sete - Rapidinhas
1. A saudade apertou tanto que não resisti e mandei um recado pra ele pelo msn. Nada demais, só escrevi que estava com saudades. Triste é que tenho a doce ilusão de que ele irá me responder.
2. Que tormento não saber exatamente o que está acontecendo com ele. Sutilmente tento saber, descobrir algo, mas não sei nada novo. Nada.
3. Torcia contra o Corinthians, como sempre, mas ridiculamente esbocei um sorriso quando aquele goleiro defendeu o pênalti. Tudo porque sei que ele está feliz. Quanta bobagem.
4. Inacreditável eu ainda ficar fantasiando diversas situações que poderiam me dar uma chance com ele. Inocência tem que ter limite.
5. Quase sempre estou convencida de que tem que acabar, mas acontecem esses momentos de emoção, essa explosão de sentimentos que me fazem ter esperança. E me atrever sonhar um pouco mais.
6. Gosto da lembrança daquele movimento que ele faz com os ombros, de alongá-los jogando-os para trás. Encantador.
7. E gosto de lembrar, com um pouco de vergonha, daquele dia em que ele não me olhava nos olhos enquanto conversávamos, de tão distraído que ficou com meu decote!
8. Vou fazer um episódio só com os defeitos dele. Nunca o vi como um príncipe, o cara perfeito. "10 coisas que odeio em você" pode ser pouco.
9. Se de fato "a concorrência" o ama tanto ou mais do que eu, ele deve ser o cara mais abençoado desse mundo. Digno de inveja.
10. Este blog está ficando light demais . Se é pra desamar, preciso de mais dedicação. Isso aqui está quase romântico!
2. Que tormento não saber exatamente o que está acontecendo com ele. Sutilmente tento saber, descobrir algo, mas não sei nada novo. Nada.
3. Torcia contra o Corinthians, como sempre, mas ridiculamente esbocei um sorriso quando aquele goleiro defendeu o pênalti. Tudo porque sei que ele está feliz. Quanta bobagem.
4. Inacreditável eu ainda ficar fantasiando diversas situações que poderiam me dar uma chance com ele. Inocência tem que ter limite.
5. Quase sempre estou convencida de que tem que acabar, mas acontecem esses momentos de emoção, essa explosão de sentimentos que me fazem ter esperança. E me atrever sonhar um pouco mais.
6. Gosto da lembrança daquele movimento que ele faz com os ombros, de alongá-los jogando-os para trás. Encantador.
7. E gosto de lembrar, com um pouco de vergonha, daquele dia em que ele não me olhava nos olhos enquanto conversávamos, de tão distraído que ficou com meu decote!
8. Vou fazer um episódio só com os defeitos dele. Nunca o vi como um príncipe, o cara perfeito. "10 coisas que odeio em você" pode ser pouco.
9. Se de fato "a concorrência" o ama tanto ou mais do que eu, ele deve ser o cara mais abençoado desse mundo. Digno de inveja.
10. Este blog está ficando light demais . Se é pra desamar, preciso de mais dedicação. Isso aqui está quase romântico!
terça-feira, 27 de maio de 2008
Episódio Seis - Impaciente
Tem dias em que adoro ficar relembrando todas as coisas que já passei por causa desse amor. Há sim, algumas lembranças cômicas, bonitinhas, emocionantes.
Em outros dias eu fico arrasada com as lembranças dolorosas, recordando as frustrações, esperas eternas, angústias, medos.
E tem ainda dias como hoje, que não tenho a menor paciência pra esse assunto.
Acho que além do desgaste emocional de anos, somam-se o meu cansaço físico e mental, o estresse com o trabalho, com outros problemas pessoais, os muitos compromissos, a preocupação com o futuro, e aí desaparece minha disposição para um assunto que me faz sofrer.
E todo o resto me impacienta também. A vontade desesperada de falar com ele, de ligar, de ouvir sua voz. A impotência diante do meu medo de me aproximar e levar mais um fora. E a minha constante preocupação com o bem-estar dele, o bem-estar de alguém que nem sei se em algum momento se lembra de mim, a não ser quando me encontra.
Respirar fundo não resolve sempre.
Hoje é um daqueles dias em que eu precisava de um colo, de um ouvido atencioso, de um abraço forte, e de palavras doces dizendo que tudo vai ficar bem. Vindas dele. E eu não tenho. E estou cansada de desejar algo que não posso ter.
Em outros dias eu fico arrasada com as lembranças dolorosas, recordando as frustrações, esperas eternas, angústias, medos.
E tem ainda dias como hoje, que não tenho a menor paciência pra esse assunto.
Acho que além do desgaste emocional de anos, somam-se o meu cansaço físico e mental, o estresse com o trabalho, com outros problemas pessoais, os muitos compromissos, a preocupação com o futuro, e aí desaparece minha disposição para um assunto que me faz sofrer.
E todo o resto me impacienta também. A vontade desesperada de falar com ele, de ligar, de ouvir sua voz. A impotência diante do meu medo de me aproximar e levar mais um fora. E a minha constante preocupação com o bem-estar dele, o bem-estar de alguém que nem sei se em algum momento se lembra de mim, a não ser quando me encontra.
Respirar fundo não resolve sempre.
Hoje é um daqueles dias em que eu precisava de um colo, de um ouvido atencioso, de um abraço forte, e de palavras doces dizendo que tudo vai ficar bem. Vindas dele. E eu não tenho. E estou cansada de desejar algo que não posso ter.
domingo, 25 de maio de 2008
Episódio Cinco - Outros Amores
Hoje me peguei pensando na minha vida sentimental. E lembrando de todas as minhas paixões.
Recordei-me do primeiro cara por quem me interessei. Era tão novinha, tinha 11 anos... foi a minha primeira decepção e meu primeiro trunfo. Ele se chamava Fabrício. Um desses caras populares, meio malandro, estudávamos na mesma turma, na 5a. série. Era mais velho, já tinha repetido uns dois ou três anos na escola. E ele nem me notava. Sofria tanto, gostava dele e ele nem ligava pra mim. Aí passou o tempo, quase um ano, eu acho, e eu mudei. Os hormônios começaram a agir e eu fiquei mais interessante. E não é que o Fabrício me notou?! E nessa época já gostava de outra pessoa, e tive o prazer enorme de dizer não a ele.
O Fábio se tornou meu amigo antes de tudo. Quando me dei conta, ele estava me mandando cartinhas apaixonadas, presentes e fazendo cenas de ciúmes. Não tinha vergonha de dizer pra todo mundo que estava apaixonada por mim. Ele era gordinho, e meio desajeitado. Eu me encantei com as demonstrações de afeto dele e acho que me apaixonei. Mas esbarrei no meu próprio preconceito. Ele não tinha o esteriótipo "certo". E eu era nova demais pra saber que isso não tinha a menor importância. Diante da insistência dele, o afastei. E perdi um amigo. Ficamos quase dois anos sem nos falar, e quando reatamos a amizade, nos divertíamos muito lembrando daquele tempo.
Quando vi o Marcos pela primeira vez, lembro-me que senti meu rosto queimar, porque ele me encarava tanto, de um jeito tão intimidador, que morri de vergonha. Acho que foi a primeira pessoa que me atraiu fisicamente. Nem gostava tanto assim dele, mas na época, ele era o cara mais popular da escola, o mais bonito, e eu era a menina mais popular, a mais desejada (pois é, já fui a mais-mais!), e parecia óbvio que ficaríamos juntos. Mas foi ruim. Ele era narcisista e parecia querer estar comigo apenas pelo status. Não durou, claro. Foi com ele que aprendi que beleza nem sempre vem acompanhada de bom coração.
Aquele dia no centro comunitário, aquela partida de volei (eu praticava esportes também! Nossa, que coisa), quando o Bruno me deu uma super-bolada na cabeça. A primeira vez que nos vimos. A primeira vez que vi meu primeiro amor. Nos aproximamos porque ele se interessou por uma amiga minha, e nos tornamos amigos. Ele não teve sucesso com essa menina, mas nossa amizade continuou. E eu me apaixonei. Com o tempo todos notaram que nós estávamos "próximos" demais. Todo mundo sabia que gostávamos um do outro, mas não admitíamos. Não sei, até hoje, qual era o problema pra ele, pra mim era a idade. De novo uma bobagem que naquela época tinha um peso enorme. Como que eu, com 14 anos iria me envolver com um moleque de 13?! Inaceitável. Mas eu o amava. Foi o primeiro cara por quem chorei, com quem briguei de fato, por ciúmes, com quem me preocupava, com quem eu sonhava.Eu me lembro de pequenos detalhes, como a primeira vez que ele segurou minha mão, ou de um abraço, no meio da rua, depois de uma briga. E quando nos separamos. Ainda que outra pessoa tenha despertado meu interesse, eu pensava no Bruno todos os dias, e foi assim ainda por bastante tempo.
Ser nova numa escola é muito difícil, depois de ter deixado pra trás um amor é mais difícil ainda, mas eu sarei. Conheci o Filipe. A princípio não deu em nada. Achei-o muito bonito e ele era muito legal. E ainda morava perto da minha casa! Eu me apaixonei. Mas ele não. Na época que nos conhecemos só falava da namoradinha dele. E eu, mais uma vez guardei pra mim o sentimento. Só que ele terminou e se aproximou de mim. Lembro-me das meninas, todas animadíssimas com as investidas dele. Eu ficava tímida, negava, fazia de conta que não via e que não me interessava também. Mas uma hora tinha que acontecer. Naquela noite, todo mundo percebeu. Eu sempre tentei ser discreta nesse sentido, aí foi talvez meu maior erro em relação a ele. Como oficialmente não existia nada, apareceu uma concorrente! E não é que a tal se tornou minha amiga. A Roberta se apaixonou por ele, e como sempre muito mais desinibida que eu, declarou-se, e levou um fora. Só que eu não podia mais ficar com ele. Como poderia? Minha amiga estava apaixonada. E eu me anulei por ela. E o deixei.
O André foi meu amor platônico. Um cara mais velho, na faculdade, todo descolado, bonito, sexy. O sonho de qualquer garota. Nunca aconteceu nada de verdade, mas me lembro dele sempre com uma pontinha de satisfação, porque além dele ter feito minhas tardes de estudo mais felizes por três anos (ele era monitor no plantão de dúvidas do meu colégio), eu me percebi mulher, eu vi que tinha meus encantos, descobri meu poder de sedução. Claro que pra ele também existia um obstáculo, eu era praticamente aluna dele, e quase seis anos mais nova. Mas ele era tão carinhoso, e tantas vezes a gente deixava os estudos de lado pra conversar, e quantas vezes o peguei olhando pro meu colo, ou minhas pernas, e eu claro, abusava dos decotes e saias. Sofri um pouquinho porque realmente me apaixonei e tantas vezes me sentia ridícula por isso. Mas quase sempre me diverti, flertando com ele. Dia desses descobri um curso, ministrado por ele (temos a mesma profissão) e me senti tentada a fazer, somente pra vê-lo. Desisti. Gosto das lembranças do amor impossível, das tardes de paquera, da ansiedade pra encontrá-lo. Sei que agora já não é nada disso.
Hoje quando me lembro do Junior acho tão ridículo eu ter me interessado por ele. Não tinha nada haver comigo, era gente-boa, mas não sei, não compreendo como aconteceu. Vivíamos em mundos diferentes. Por isso e mais uma vez pela Roberta optei por me distanciar, achava que ela era afim dele, aliás, tenho certeza disso, embora ela nunca tenha admitido, e como eu imaginava que fazia muito mais sentido os dois juntos, do que eu com ele, deixei o caminho livre, e ela não aproveitou. Nós duas perdemos. E como eu sentia raiva de nós três! Cada coisa que eu já fiz por ela, e hoje em dia nada mais faz sentido, mas de novo nessa época, deixei outra oportunidade com o Filipe passar. E nossa, ele estava tão lindo! Pensei que ela poderia se chatear comigo. E quase fui apedrejada por outras amigas por deixar aquele príncipe escapar.
O Thiago foi a história mais surreal de todas. Ele era amigo de um primo meu e me conheceu através de uma foto, e imediatamente se declarou meu namorado. Durante alguns meses suportei minha família acreditando nessa história, e eu nunca o tinha visto! Numa manhã, fui tomar café na casa da minha tia e ele estava lá. Eu não sabia e fiquei tão constrangida quando o vi, e todos nos provocando, e eu o achei encantador. Depois soube que eu também não decepcionei. Quase dois meses depois nos reencontramos, e aí aconteceu. Os detalhes são muitos, mas na minha memória a história do começo é sempre tão bonita. Foi a relação mais séria. Aprendi como lidar com a paixão, amor, desejo, ciúmes, rotina, desentendimentos. Infelizmente acabou. E é verdade que só gosto de lembrar do nosso começo. Dava pra fazer um filme. O depois não foi tão legal. O bem depois foi terrível. É triste e doloroso. Odeio pensar nisso.
Eu me apaixonei muito rápido pelo Daniel. Acho que é porque era tudo novidade. E ele me pareceu interessante desde o primeiro momento que nos vimos. Além disso, ele se tornou um amigo, um companheiro. Ele namorava, mas mesmo assim me provocava. E eu quase cedi algumas vezes. Quando acreditei que iria perdê-lo sofri tanto, meu mundo desabou. E senti tanta raiva porque ninguém entendia isso. Mas ele não se foi e eu deixei de gostar dele. Eu me lembro quando a oportunidade surgiu, ele estava sozinho e me queria. Agi como se não fosse comigo. Não quis. Continuamos amigos, e ele encontrou um outro alguém. E eu, pela primeira vez em 10 anos fiquei com meu coração vazio.
Isso mesmo. Não gostei de ninguém por cerca de um ano. Que período maravilhoso! Às vezes me sentia vazia, faltando alguma coisa. Mas foi bom, de verdade. Foi quando me senti mais "em paz". Hoje acredito que precisava dessa pausa. Meu coração tinha que estar totalmente livre para o que viria. Para Ele. O meu maior amor. É ele quem motiva esse blog. É ele que eu preciso desamar. Mas a história que quero terminar teve seu começo. E foi a mais diferente, a mais forte, a mais verdadeira.
É. Mais uma constatação que só vem reforçar a certeza de que é ele. E a história de nós dois já é contada em todos os outros episódios.
Recordei-me do primeiro cara por quem me interessei. Era tão novinha, tinha 11 anos... foi a minha primeira decepção e meu primeiro trunfo. Ele se chamava Fabrício. Um desses caras populares, meio malandro, estudávamos na mesma turma, na 5a. série. Era mais velho, já tinha repetido uns dois ou três anos na escola. E ele nem me notava. Sofria tanto, gostava dele e ele nem ligava pra mim. Aí passou o tempo, quase um ano, eu acho, e eu mudei. Os hormônios começaram a agir e eu fiquei mais interessante. E não é que o Fabrício me notou?! E nessa época já gostava de outra pessoa, e tive o prazer enorme de dizer não a ele.
O Fábio se tornou meu amigo antes de tudo. Quando me dei conta, ele estava me mandando cartinhas apaixonadas, presentes e fazendo cenas de ciúmes. Não tinha vergonha de dizer pra todo mundo que estava apaixonada por mim. Ele era gordinho, e meio desajeitado. Eu me encantei com as demonstrações de afeto dele e acho que me apaixonei. Mas esbarrei no meu próprio preconceito. Ele não tinha o esteriótipo "certo". E eu era nova demais pra saber que isso não tinha a menor importância. Diante da insistência dele, o afastei. E perdi um amigo. Ficamos quase dois anos sem nos falar, e quando reatamos a amizade, nos divertíamos muito lembrando daquele tempo.
Quando vi o Marcos pela primeira vez, lembro-me que senti meu rosto queimar, porque ele me encarava tanto, de um jeito tão intimidador, que morri de vergonha. Acho que foi a primeira pessoa que me atraiu fisicamente. Nem gostava tanto assim dele, mas na época, ele era o cara mais popular da escola, o mais bonito, e eu era a menina mais popular, a mais desejada (pois é, já fui a mais-mais!), e parecia óbvio que ficaríamos juntos. Mas foi ruim. Ele era narcisista e parecia querer estar comigo apenas pelo status. Não durou, claro. Foi com ele que aprendi que beleza nem sempre vem acompanhada de bom coração.
Aquele dia no centro comunitário, aquela partida de volei (eu praticava esportes também! Nossa, que coisa), quando o Bruno me deu uma super-bolada na cabeça. A primeira vez que nos vimos. A primeira vez que vi meu primeiro amor. Nos aproximamos porque ele se interessou por uma amiga minha, e nos tornamos amigos. Ele não teve sucesso com essa menina, mas nossa amizade continuou. E eu me apaixonei. Com o tempo todos notaram que nós estávamos "próximos" demais. Todo mundo sabia que gostávamos um do outro, mas não admitíamos. Não sei, até hoje, qual era o problema pra ele, pra mim era a idade. De novo uma bobagem que naquela época tinha um peso enorme. Como que eu, com 14 anos iria me envolver com um moleque de 13?! Inaceitável. Mas eu o amava. Foi o primeiro cara por quem chorei, com quem briguei de fato, por ciúmes, com quem me preocupava, com quem eu sonhava.Eu me lembro de pequenos detalhes, como a primeira vez que ele segurou minha mão, ou de um abraço, no meio da rua, depois de uma briga. E quando nos separamos. Ainda que outra pessoa tenha despertado meu interesse, eu pensava no Bruno todos os dias, e foi assim ainda por bastante tempo.
Ser nova numa escola é muito difícil, depois de ter deixado pra trás um amor é mais difícil ainda, mas eu sarei. Conheci o Filipe. A princípio não deu em nada. Achei-o muito bonito e ele era muito legal. E ainda morava perto da minha casa! Eu me apaixonei. Mas ele não. Na época que nos conhecemos só falava da namoradinha dele. E eu, mais uma vez guardei pra mim o sentimento. Só que ele terminou e se aproximou de mim. Lembro-me das meninas, todas animadíssimas com as investidas dele. Eu ficava tímida, negava, fazia de conta que não via e que não me interessava também. Mas uma hora tinha que acontecer. Naquela noite, todo mundo percebeu. Eu sempre tentei ser discreta nesse sentido, aí foi talvez meu maior erro em relação a ele. Como oficialmente não existia nada, apareceu uma concorrente! E não é que a tal se tornou minha amiga. A Roberta se apaixonou por ele, e como sempre muito mais desinibida que eu, declarou-se, e levou um fora. Só que eu não podia mais ficar com ele. Como poderia? Minha amiga estava apaixonada. E eu me anulei por ela. E o deixei.
O André foi meu amor platônico. Um cara mais velho, na faculdade, todo descolado, bonito, sexy. O sonho de qualquer garota. Nunca aconteceu nada de verdade, mas me lembro dele sempre com uma pontinha de satisfação, porque além dele ter feito minhas tardes de estudo mais felizes por três anos (ele era monitor no plantão de dúvidas do meu colégio), eu me percebi mulher, eu vi que tinha meus encantos, descobri meu poder de sedução. Claro que pra ele também existia um obstáculo, eu era praticamente aluna dele, e quase seis anos mais nova. Mas ele era tão carinhoso, e tantas vezes a gente deixava os estudos de lado pra conversar, e quantas vezes o peguei olhando pro meu colo, ou minhas pernas, e eu claro, abusava dos decotes e saias. Sofri um pouquinho porque realmente me apaixonei e tantas vezes me sentia ridícula por isso. Mas quase sempre me diverti, flertando com ele. Dia desses descobri um curso, ministrado por ele (temos a mesma profissão) e me senti tentada a fazer, somente pra vê-lo. Desisti. Gosto das lembranças do amor impossível, das tardes de paquera, da ansiedade pra encontrá-lo. Sei que agora já não é nada disso.
Hoje quando me lembro do Junior acho tão ridículo eu ter me interessado por ele. Não tinha nada haver comigo, era gente-boa, mas não sei, não compreendo como aconteceu. Vivíamos em mundos diferentes. Por isso e mais uma vez pela Roberta optei por me distanciar, achava que ela era afim dele, aliás, tenho certeza disso, embora ela nunca tenha admitido, e como eu imaginava que fazia muito mais sentido os dois juntos, do que eu com ele, deixei o caminho livre, e ela não aproveitou. Nós duas perdemos. E como eu sentia raiva de nós três! Cada coisa que eu já fiz por ela, e hoje em dia nada mais faz sentido, mas de novo nessa época, deixei outra oportunidade com o Filipe passar. E nossa, ele estava tão lindo! Pensei que ela poderia se chatear comigo. E quase fui apedrejada por outras amigas por deixar aquele príncipe escapar.
O Thiago foi a história mais surreal de todas. Ele era amigo de um primo meu e me conheceu através de uma foto, e imediatamente se declarou meu namorado. Durante alguns meses suportei minha família acreditando nessa história, e eu nunca o tinha visto! Numa manhã, fui tomar café na casa da minha tia e ele estava lá. Eu não sabia e fiquei tão constrangida quando o vi, e todos nos provocando, e eu o achei encantador. Depois soube que eu também não decepcionei. Quase dois meses depois nos reencontramos, e aí aconteceu. Os detalhes são muitos, mas na minha memória a história do começo é sempre tão bonita. Foi a relação mais séria. Aprendi como lidar com a paixão, amor, desejo, ciúmes, rotina, desentendimentos. Infelizmente acabou. E é verdade que só gosto de lembrar do nosso começo. Dava pra fazer um filme. O depois não foi tão legal. O bem depois foi terrível. É triste e doloroso. Odeio pensar nisso.
Eu me apaixonei muito rápido pelo Daniel. Acho que é porque era tudo novidade. E ele me pareceu interessante desde o primeiro momento que nos vimos. Além disso, ele se tornou um amigo, um companheiro. Ele namorava, mas mesmo assim me provocava. E eu quase cedi algumas vezes. Quando acreditei que iria perdê-lo sofri tanto, meu mundo desabou. E senti tanta raiva porque ninguém entendia isso. Mas ele não se foi e eu deixei de gostar dele. Eu me lembro quando a oportunidade surgiu, ele estava sozinho e me queria. Agi como se não fosse comigo. Não quis. Continuamos amigos, e ele encontrou um outro alguém. E eu, pela primeira vez em 10 anos fiquei com meu coração vazio.
Isso mesmo. Não gostei de ninguém por cerca de um ano. Que período maravilhoso! Às vezes me sentia vazia, faltando alguma coisa. Mas foi bom, de verdade. Foi quando me senti mais "em paz". Hoje acredito que precisava dessa pausa. Meu coração tinha que estar totalmente livre para o que viria. Para Ele. O meu maior amor. É ele quem motiva esse blog. É ele que eu preciso desamar. Mas a história que quero terminar teve seu começo. E foi a mais diferente, a mais forte, a mais verdadeira.
É. Mais uma constatação que só vem reforçar a certeza de que é ele. E a história de nós dois já é contada em todos os outros episódios.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Episódio Quatro - Lembranças
Eu me lembro da primeira vez em que ele me chamou de Paty. Meu coração disparou, mas tive que manter a calma, respirar fundo e continuar meu trabalho. Disfarçar a emoção como se fosse uma pessoa qualquer mostrando intimidade. Não era uma pessoa qualquer. Por isso não esqueço.
Lembro-me daquela noite. Fiquei tão feliz ao vê-lo com um presente meu. Na mesma noite, tão doce, beijou pela primeira vez a minha mão. Nessa época estava sozinho, mas não acreditei que haveria alguma possibilidade... fiquei distante. O "e se" sempre esteve aqui, escondido em meio as recordações. Por isso não esqueço.
E aquele abraço. Eu sempre me lembro. Aquele 11 de setembro de 2005. O momento mais emocionante. Durou tão pouco, mas foi tão forte. Nossos corpos se tocando, perfeitamente unidos. Meu coração dispara cada vez que penso nesse instante. Foi quando eu tive certeza de que o que eu sentia era de verdade. Por isso eu não esqueço.
O primeiro encontro após aquelas mensagens. A frieza no beijo, os olhos que não se encontraram, o nervosismo. Mãos trêmulas. Nunca foi tão difícil ser forte perto das outras pessoas, pra não mostrar minha vergonha, minha frustração, meu amor recolhido. A imagem dele, encostado na parede, como se eu não estivesse ali. Insurportável. Por isso não esqueço.
O outro abraço. Odeio lembrar. De novo pela frieza. As noites mais especiais foram tão tristes, tão vazias. A rejeição, o silêncio, a indiferença. E eu obrigada a fingir uma falsa felicidade. O abraço é a lembrança de um momento que resumiu a maior decepção que podia ter. Por isso não esqueço.
Aquela sexta-feira. Às vezes esqueço de lembrar desse dia. Sem nenhum motivo ele me disse, naquela manhã, que tinha comprado um presentinho pra mim, um pão-de-mel, mas esqueceu dele. Já foi o suficiente pra me fazer feliz. Não imaginava que ele tornaria meu dia perfeito, quando voltou à tarde somente pra trazer o presente. Aconteceu tudo de forma tão natural. Foi o dia em que vi que nossa amizade era real, e que eu podia ter esperanças de tê-lo pra sempre na minha vida. Por isso não esqueço.
E a lembrança daquela outra sexta-feira, o dia em que conversamos pela primeira vez, cara-a-cara sobre nós dois. O dia em que falei dos meus sentimentos. Mas não disse toda a verdade. Menti pra parecer mais forte. Fingi sofrer menos, sonhar menos, desejar menos. Ainda assim foi o dia em que fui mais transparente. Que permiti que ele visse quase tudo o que a sua existência provoca em mim. E fiquei aliviada. Por isso não esqueço.
Aquela madrugada de carnaval deste ano. Eu me lembro o tempo todo. Nos encontramos longe do nosso mundo, em condições completamente diferentes. E acreditei que fosse minha oportunidade. Que Deus estava dando a minha chance. E agi como nunca imaginei que poderia. E foi vergonhoso. O que Deus fez, naquela noite, foi me dar forças pra suportar a situação constrangedora que criei e sair dela com dignidade. Mas foi nessa situação, nesse erro, nessa madrugada, que me perdi, e não mais encontrei o caminho para nós. Eu o perdi. Por isso não esqueço.
Adiei nosso último encontro, que aconteceu há seis dias, porque não queria essa lembrança. Por todas os acontecimentos desses quatro anos de amor, esse dia ia chegar. O último. Evitei-o, tentando criar o momento ideal. Não consegui. E imaginei muitas coisas pra fazer, pra dizer, mas não foi assim. O nosso último dia, nossa despedida aconteceu sem emoção. Pelo menos evidente. Por dentro eu sentia meu coração queimando, machucado. Por fora, fiz o possível pra não transparecer nenhum sofrimento. E ele? Acho que não se deu conta, assim como todos os outros momentos, que era um acontecimento especial. O surgimento de mais uma lembrança. Essa última, a mais triste, porque já sabia que depois desse momento, eu teria que obrigar a desamá-lo. Pra não morrer por dentro. Por isso não esqueço.
Tenho tantas lembranças, de momentos bons e ruins, mas sei que não é especial, porque ele não se lembra. As recordações são só minhas. Nós dois. Não sei se compartilhamos alguma delas. Não acredito que qualquer lembrança emocionante da minha memória, tenha sido importante pra ele. Por isso não esqueço que preciso deixá-lo ir. Que eu preciso ir. Ainda que todas essas lembranças reforcem o meu pensamento de que é ele o meu grande amor. E que não serei capaz de viver e sentir tudo isso por mais ninguém.
Lembro-me daquela noite. Fiquei tão feliz ao vê-lo com um presente meu. Na mesma noite, tão doce, beijou pela primeira vez a minha mão. Nessa época estava sozinho, mas não acreditei que haveria alguma possibilidade... fiquei distante. O "e se" sempre esteve aqui, escondido em meio as recordações. Por isso não esqueço.
E aquele abraço. Eu sempre me lembro. Aquele 11 de setembro de 2005. O momento mais emocionante. Durou tão pouco, mas foi tão forte. Nossos corpos se tocando, perfeitamente unidos. Meu coração dispara cada vez que penso nesse instante. Foi quando eu tive certeza de que o que eu sentia era de verdade. Por isso eu não esqueço.
O primeiro encontro após aquelas mensagens. A frieza no beijo, os olhos que não se encontraram, o nervosismo. Mãos trêmulas. Nunca foi tão difícil ser forte perto das outras pessoas, pra não mostrar minha vergonha, minha frustração, meu amor recolhido. A imagem dele, encostado na parede, como se eu não estivesse ali. Insurportável. Por isso não esqueço.
O outro abraço. Odeio lembrar. De novo pela frieza. As noites mais especiais foram tão tristes, tão vazias. A rejeição, o silêncio, a indiferença. E eu obrigada a fingir uma falsa felicidade. O abraço é a lembrança de um momento que resumiu a maior decepção que podia ter. Por isso não esqueço.
Aquela sexta-feira. Às vezes esqueço de lembrar desse dia. Sem nenhum motivo ele me disse, naquela manhã, que tinha comprado um presentinho pra mim, um pão-de-mel, mas esqueceu dele. Já foi o suficiente pra me fazer feliz. Não imaginava que ele tornaria meu dia perfeito, quando voltou à tarde somente pra trazer o presente. Aconteceu tudo de forma tão natural. Foi o dia em que vi que nossa amizade era real, e que eu podia ter esperanças de tê-lo pra sempre na minha vida. Por isso não esqueço.
E a lembrança daquela outra sexta-feira, o dia em que conversamos pela primeira vez, cara-a-cara sobre nós dois. O dia em que falei dos meus sentimentos. Mas não disse toda a verdade. Menti pra parecer mais forte. Fingi sofrer menos, sonhar menos, desejar menos. Ainda assim foi o dia em que fui mais transparente. Que permiti que ele visse quase tudo o que a sua existência provoca em mim. E fiquei aliviada. Por isso não esqueço.
Aquela madrugada de carnaval deste ano. Eu me lembro o tempo todo. Nos encontramos longe do nosso mundo, em condições completamente diferentes. E acreditei que fosse minha oportunidade. Que Deus estava dando a minha chance. E agi como nunca imaginei que poderia. E foi vergonhoso. O que Deus fez, naquela noite, foi me dar forças pra suportar a situação constrangedora que criei e sair dela com dignidade. Mas foi nessa situação, nesse erro, nessa madrugada, que me perdi, e não mais encontrei o caminho para nós. Eu o perdi. Por isso não esqueço.
Adiei nosso último encontro, que aconteceu há seis dias, porque não queria essa lembrança. Por todas os acontecimentos desses quatro anos de amor, esse dia ia chegar. O último. Evitei-o, tentando criar o momento ideal. Não consegui. E imaginei muitas coisas pra fazer, pra dizer, mas não foi assim. O nosso último dia, nossa despedida aconteceu sem emoção. Pelo menos evidente. Por dentro eu sentia meu coração queimando, machucado. Por fora, fiz o possível pra não transparecer nenhum sofrimento. E ele? Acho que não se deu conta, assim como todos os outros momentos, que era um acontecimento especial. O surgimento de mais uma lembrança. Essa última, a mais triste, porque já sabia que depois desse momento, eu teria que obrigar a desamá-lo. Pra não morrer por dentro. Por isso não esqueço.
Tenho tantas lembranças, de momentos bons e ruins, mas sei que não é especial, porque ele não se lembra. As recordações são só minhas. Nós dois. Não sei se compartilhamos alguma delas. Não acredito que qualquer lembrança emocionante da minha memória, tenha sido importante pra ele. Por isso não esqueço que preciso deixá-lo ir. Que eu preciso ir. Ainda que todas essas lembranças reforcem o meu pensamento de que é ele o meu grande amor. E que não serei capaz de viver e sentir tudo isso por mais ninguém.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Parênteses - I
domingo, 18 de maio de 2008
Episódio Três - Emoção
É inegável que ainda sonho, desejo, e quase suplico por um dia ser a escolhida dele. E cada vez que meus pensamentos voam e entram nesse mundo encantado, onde tudo é como quero, eu me emociono.
Quando era mais nova eu media o tamanho do sentimento que tinha pelas minhas paixõezinhas de acordo com o volume de lágrimas que eu derramava. Por alguns eu nunca chorei, por outros, aconteceu algumas vezes. Já numa fase menos infantil, descobri que era do tipo "durona", que não me permitia sofrer demais por um homem. Aí ele chegou. Engraçado que tenha sido logo com alguém que não me despertou qualquer encanto no momento que conheci. Pelo contrário, mas isso é história pra outro dia.
Fato é que com ele tudo ficou diferente. Aprendi a me emocionar. Descobri o que é sofrer de amor. Como é se sentir desesperada por querer tanto alguém e não poder ter. E fui obrigada a aprender que o orgulho tem sua valia. Se não fosse o orgulho, teria feito muito mais bobagens por conta desse sentimento. Tantas vezes quis me humilhar, implorar por uma migalha de amor. Algumas poucas vezes aconteceu. Perdi o controle e me expus. Mas por nenhum desses momentos senti arrependimento. Foram momentos em que a emoção era tão grande que não cabia mais dentro do meu coração. E me virei do avesso.
É difícil domar sentimentos. Sempre fui muito impulsiva, com exceção dos assuntos do coração. Em relação a esses, luto para ser mais reservada. Com ele me vi obrigada a ser ainda mais. Até quando deixei transparecer o que guardava minha alma, fui cautelosa. Somente ele soube, e quase todas as vezes de maneira informativa, sem expectativas. Porque não encontrava espaço pra mim no seu mundo.
Quantas vezes chorei escondido, à noite, na minha cama, pensando que tudo de bonito que eu tinha dentro de mim não teria valia. Quantas vezes desabei com uma música romântica, ou um filme desses em que tudo no final dá certo. Quantas vezes precisei inventar motivos pra justificar minhas lágrimas que teimaram em surgir na hora e lugar errados. Quantas vezes disfarcei minha inveja da benção que algumas pessoas têm, de ter seus amores. Quantos olhos vermelhos e inchados, maquiagem manchada, rosto molhado, voz embargada, mão trêmulas...
E é tão doloroso imaginar que eu não consegui emocioná-lo. Porque ele parece não acreditar sinceramente no meu amor. Não falo de conquistá-lo. Não. Falo de fazê-lo sentir-se especial. Por ser amado, querido e desejado tão intesamente. Por mim. Não creio que tenha conseguido isso. E nem mesmo ter o feito pensar. Considerar a possibilidade. Imaginar uma única vez o que imaginei centenas de vezes. Imaginar como seria estarmos juntos.
Se isso tivesse acontecido, eu tenho certeza, tudo teria valido a pena. Porque ele também se emocionaria.
Hoje de novo estava lá, a frase "parabéns pra você amor". Queria tanto ser eu esse amor. Não sou. E eu me emocionei novamente, ao me lembrar de um momento lindo. Estávamos sozinhos, conversando tranquilamente, e ele falou. No meio da palavra notei que ele gaguejou porque saiu sem querer. Ele me chamou de amor. Agi naturalmente, segui a conversa. Afinal tantas vezes eu já o chamei assim, e chamo outras pessoas. Da mesma forma, acho que não havia nada demais na expressão dele. Mas foi lindo. Inesquecível. E sempre vou chorar ao recordar que uma vez, por um segundo, eu fui o amor dele.
Quando era mais nova eu media o tamanho do sentimento que tinha pelas minhas paixõezinhas de acordo com o volume de lágrimas que eu derramava. Por alguns eu nunca chorei, por outros, aconteceu algumas vezes. Já numa fase menos infantil, descobri que era do tipo "durona", que não me permitia sofrer demais por um homem. Aí ele chegou. Engraçado que tenha sido logo com alguém que não me despertou qualquer encanto no momento que conheci. Pelo contrário, mas isso é história pra outro dia.
Fato é que com ele tudo ficou diferente. Aprendi a me emocionar. Descobri o que é sofrer de amor. Como é se sentir desesperada por querer tanto alguém e não poder ter. E fui obrigada a aprender que o orgulho tem sua valia. Se não fosse o orgulho, teria feito muito mais bobagens por conta desse sentimento. Tantas vezes quis me humilhar, implorar por uma migalha de amor. Algumas poucas vezes aconteceu. Perdi o controle e me expus. Mas por nenhum desses momentos senti arrependimento. Foram momentos em que a emoção era tão grande que não cabia mais dentro do meu coração. E me virei do avesso.
É difícil domar sentimentos. Sempre fui muito impulsiva, com exceção dos assuntos do coração. Em relação a esses, luto para ser mais reservada. Com ele me vi obrigada a ser ainda mais. Até quando deixei transparecer o que guardava minha alma, fui cautelosa. Somente ele soube, e quase todas as vezes de maneira informativa, sem expectativas. Porque não encontrava espaço pra mim no seu mundo.
Quantas vezes chorei escondido, à noite, na minha cama, pensando que tudo de bonito que eu tinha dentro de mim não teria valia. Quantas vezes desabei com uma música romântica, ou um filme desses em que tudo no final dá certo. Quantas vezes precisei inventar motivos pra justificar minhas lágrimas que teimaram em surgir na hora e lugar errados. Quantas vezes disfarcei minha inveja da benção que algumas pessoas têm, de ter seus amores. Quantos olhos vermelhos e inchados, maquiagem manchada, rosto molhado, voz embargada, mão trêmulas...
E é tão doloroso imaginar que eu não consegui emocioná-lo. Porque ele parece não acreditar sinceramente no meu amor. Não falo de conquistá-lo. Não. Falo de fazê-lo sentir-se especial. Por ser amado, querido e desejado tão intesamente. Por mim. Não creio que tenha conseguido isso. E nem mesmo ter o feito pensar. Considerar a possibilidade. Imaginar uma única vez o que imaginei centenas de vezes. Imaginar como seria estarmos juntos.
Se isso tivesse acontecido, eu tenho certeza, tudo teria valido a pena. Porque ele também se emocionaria.
Hoje de novo estava lá, a frase "parabéns pra você amor". Queria tanto ser eu esse amor. Não sou. E eu me emocionei novamente, ao me lembrar de um momento lindo. Estávamos sozinhos, conversando tranquilamente, e ele falou. No meio da palavra notei que ele gaguejou porque saiu sem querer. Ele me chamou de amor. Agi naturalmente, segui a conversa. Afinal tantas vezes eu já o chamei assim, e chamo outras pessoas. Da mesma forma, acho que não havia nada demais na expressão dele. Mas foi lindo. Inesquecível. E sempre vou chorar ao recordar que uma vez, por um segundo, eu fui o amor dele.
sábado, 17 de maio de 2008
Episódio Dois - Aniversários
Ele nem se deu conta do meu aniversário ano passado... nem sabia de nada. Eu, no auge de nossa amizade, cobrei meus parabéns, que vieram cobertos de desculpas e recheados com muito carinho. Até ganhei um presentinho!
O aniversário dele, poucos dias depois do meu foi maravilhoso... passamos algumas horas juntos... ele me fez um favor, não se importou de ter trabalho comigo no dia dele. E ainda me convidou pra uma festinha na casa dele, com a família e poucos amigos. Foi muito bom. Apesar de vê-lo acompanhado, senti-me muito bem.
Nesse ano, passei meu aniversário há milhares de quilômetros de distância. Quando voltei, ele não se manifestou. Certamente esqueceu. Mas não tomou atitude nem mesmo quando viu outras pessoas me parabenizando tardiamente. Fiquei decepcionada.
O aniversário dele veio e com o constrangimento, e a mágoa pelo esquecimento, achei melhor esquecer a idéia de presente. Foi num sábado. Ensaiei na véspera dizer parabéns, mas não encontrei o momento certo. Estava também convencida de que haveria comemoração, e que se até aquele dia, ele nada me falou, significava que desta vez eu estava de fora. O dia chegou, não tive coragem de ligar. Dias depois descobri que realmente houve a celebração, e eu não fiz parte dela. Meu coração sangrou ao constatar que nem mesmo a consideração por amizade eu tinha mais.
Hoje é aniversário da namorada dele... por causa das mensagens pessoais do msn acreditei num possível fim dessa relação, mas eis que ele surge com a frase "parabéns pra você amor!". Seja lá o que esteja acontecendo, eu não me encaixo no futuro dele.
E ele não merece que eu esteja me sentindo tão mal por isso tudo.
O aniversário dele, poucos dias depois do meu foi maravilhoso... passamos algumas horas juntos... ele me fez um favor, não se importou de ter trabalho comigo no dia dele. E ainda me convidou pra uma festinha na casa dele, com a família e poucos amigos. Foi muito bom. Apesar de vê-lo acompanhado, senti-me muito bem.
Nesse ano, passei meu aniversário há milhares de quilômetros de distância. Quando voltei, ele não se manifestou. Certamente esqueceu. Mas não tomou atitude nem mesmo quando viu outras pessoas me parabenizando tardiamente. Fiquei decepcionada.
O aniversário dele veio e com o constrangimento, e a mágoa pelo esquecimento, achei melhor esquecer a idéia de presente. Foi num sábado. Ensaiei na véspera dizer parabéns, mas não encontrei o momento certo. Estava também convencida de que haveria comemoração, e que se até aquele dia, ele nada me falou, significava que desta vez eu estava de fora. O dia chegou, não tive coragem de ligar. Dias depois descobri que realmente houve a celebração, e eu não fiz parte dela. Meu coração sangrou ao constatar que nem mesmo a consideração por amizade eu tinha mais.
Hoje é aniversário da namorada dele... por causa das mensagens pessoais do msn acreditei num possível fim dessa relação, mas eis que ele surge com a frase "parabéns pra você amor!". Seja lá o que esteja acontecendo, eu não me encaixo no futuro dele.
E ele não merece que eu esteja me sentindo tão mal por isso tudo.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Episódio Um - Começo do Fim
O processo de desamar é bem mais complicado que o de amar. Constatei isso há alguns anos, desde quando o amor em questão tornou-se sem sentido.
O amor que precisa se tornar desamor já tem vida há quase 4 anos... sem nunca ser um amor completo, pois sempre foi unilateral. Nem por isso um amor falso. Apenas frágil.
Porque o fim? Porque hoje aconteceu a separação. Desde que o amor se tornou amor, sempre estive junto ao ser amado. Isso não existe mais. Rompemos os laços que nos uniam. E se a máxima for verdadeira, de que "o que os olhos não vêem o coração não sente", há potencial de sucesso para esse desamor. Já que o amor foi um fracasso, já que não existe mais convívio, já que não existe mais esperança.
Talvez precise ser mais clara...
Amo uma pessoa há quase 4 anos. Escondi esse amor por mais de um ano, e quando me declarei, levei o primeiro fora. Ele me disse palavras-clichê de consolo, como "você merece alguém melhor", "você é uma pessoa muito especial", "seremos sempre amigos". O primeiro fora foi traumático, resolvi dar cabo ao sentimento, e cheguei a acreditar que tinha atingido meu objetivo. Ledo engano. O amor apenas se escondeu novamente. A amizade continuou, e cresceu, e consolidou-se. E o amor começou a ser grande demais e difícil de esconder. Quase dois anos depois do primeiro fora veio à tona a verdade, que o amor ainda existia, e mais um momento traumático. A dolorosa acareação, novamente palavras de consolo, aparentemente verdadeiras dessa vez. Até foi bom pois estava complicado guardar tudo só pra mim. Mas o combinado foi que, independente do que EU sentia, entre nós, só haveria a amizade. Então, alguns meses depois me deparei com uma situação que encarei, erradamente, como uma oportunidade. O encontrei só, imaginei que não existia mais um alguém na vida dele. Novo engano. Investi e levei o segundo fora. Esse terrívelmente doloroso. E assim aconteceu. Desde esse segundo fora, há três meses, vi nossa amizade, antes consolidada, totalmente sensível, abalada, destroçada. Eu me vi frustrada como nunca, a rejeição comprometeu demais nossa relação. Tentamos, dentro do possível recuperá-la, mas não chegamos nem perto de ter sucesso. E descobri que nossos dias juntos teriam fim. Sem mais nada em comum no cotidiano, e com uma amizade definitivamente comprometida, não vejo como reatar a cumplicidade. Adiei o máximo que pude esse último dia, nosso último momento. Ele aconteceu hoje. Fui forte o suficiente pra não permitir demonstrar sofrimento, pra não fazer desse instante, uma despedida. Agi como se fosse algo normal. Como se não tivessemos problemas evidentes, e como amigos, certamente nos veremos em breve. Nâo é verdade. Acabou. Claro que vamos nos reencontrar, mas nao sei quando, nem como, não vai ser por vontade dos dois. Não vai ser porque ele quer me ver.
Tenho dentro de mim, que a partir de agora, não há mais nenhum sentido em não lutar contra o amor que sinto. Até o fim ele permaneceu de olhos vendados. Até o fim ele recusou-se a enxergar em mim um alguém que o amava da forma mais pura que se possa imaginar. Da forma mais intensa que alguém pode amar. Ele recusou o sentimento mais bonito que já senti por alguém. Até o fim.
Por isso é necessário investir no processo de desamar. E esse é o primeiro episódio. O começo do fim.
O amor que precisa se tornar desamor já tem vida há quase 4 anos... sem nunca ser um amor completo, pois sempre foi unilateral. Nem por isso um amor falso. Apenas frágil.
Porque o fim? Porque hoje aconteceu a separação. Desde que o amor se tornou amor, sempre estive junto ao ser amado. Isso não existe mais. Rompemos os laços que nos uniam. E se a máxima for verdadeira, de que "o que os olhos não vêem o coração não sente", há potencial de sucesso para esse desamor. Já que o amor foi um fracasso, já que não existe mais convívio, já que não existe mais esperança.
Talvez precise ser mais clara...
Amo uma pessoa há quase 4 anos. Escondi esse amor por mais de um ano, e quando me declarei, levei o primeiro fora. Ele me disse palavras-clichê de consolo, como "você merece alguém melhor", "você é uma pessoa muito especial", "seremos sempre amigos". O primeiro fora foi traumático, resolvi dar cabo ao sentimento, e cheguei a acreditar que tinha atingido meu objetivo. Ledo engano. O amor apenas se escondeu novamente. A amizade continuou, e cresceu, e consolidou-se. E o amor começou a ser grande demais e difícil de esconder. Quase dois anos depois do primeiro fora veio à tona a verdade, que o amor ainda existia, e mais um momento traumático. A dolorosa acareação, novamente palavras de consolo, aparentemente verdadeiras dessa vez. Até foi bom pois estava complicado guardar tudo só pra mim. Mas o combinado foi que, independente do que EU sentia, entre nós, só haveria a amizade. Então, alguns meses depois me deparei com uma situação que encarei, erradamente, como uma oportunidade. O encontrei só, imaginei que não existia mais um alguém na vida dele. Novo engano. Investi e levei o segundo fora. Esse terrívelmente doloroso. E assim aconteceu. Desde esse segundo fora, há três meses, vi nossa amizade, antes consolidada, totalmente sensível, abalada, destroçada. Eu me vi frustrada como nunca, a rejeição comprometeu demais nossa relação. Tentamos, dentro do possível recuperá-la, mas não chegamos nem perto de ter sucesso. E descobri que nossos dias juntos teriam fim. Sem mais nada em comum no cotidiano, e com uma amizade definitivamente comprometida, não vejo como reatar a cumplicidade. Adiei o máximo que pude esse último dia, nosso último momento. Ele aconteceu hoje. Fui forte o suficiente pra não permitir demonstrar sofrimento, pra não fazer desse instante, uma despedida. Agi como se fosse algo normal. Como se não tivessemos problemas evidentes, e como amigos, certamente nos veremos em breve. Nâo é verdade. Acabou. Claro que vamos nos reencontrar, mas nao sei quando, nem como, não vai ser por vontade dos dois. Não vai ser porque ele quer me ver.
Tenho dentro de mim, que a partir de agora, não há mais nenhum sentido em não lutar contra o amor que sinto. Até o fim ele permaneceu de olhos vendados. Até o fim ele recusou-se a enxergar em mim um alguém que o amava da forma mais pura que se possa imaginar. Da forma mais intensa que alguém pode amar. Ele recusou o sentimento mais bonito que já senti por alguém. Até o fim.
Por isso é necessário investir no processo de desamar. E esse é o primeiro episódio. O começo do fim.
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