Ontem nos encontramos.
Uma amiga em comum veio à cidade e por ela, ele teve que me ver também. Não posso dizer que pra mim foi um esforço, mas senti muito medo. Antes de vê-lo.
Quando nos vimos, eu sabia que seria estranho. Trocamos pouquíssimas palavras, um "oi, tudo bem?!" e um "tchau". Só. Ficamos juntos por duas horas, eu acho, e não nos falamos. Havia essa amiga, e outras pessoas, mas nós não conseguimos nos comunicar. Faltou, principalmente, jeito pra iniciar um assunto qualquer, e sobrou, muito mesmo, constrangimento.
Quem lê essas palavras pode imaginar que foi horrível pra mim. Não foi. Nem sei como isso é possível, mas foi bom.
Acontece que, mesmo que meu coração saiba que não devo amá-lo, eu amo, e aí vem as preocupações. Eu me preocupo demais com as pessoas de quem gosto de verdade, e não saber como elas estão realmente é algo que me deixa desesperada. Ontem eu pude ver que ele está bem. Que está saudável, que o trabalho vai bem, que parece tranquilo, que aparentemente não enfrenta nenhum grande problema. Senti-me aliviada.
E também foi agradável estar com ele. Primeiro porque ele não estava com a namorada, o que pra mim seria complicadíssimo, é difícil demais fingir estar se divertindo na companhia do meu amor frustrado e da pessoa que ele escolheu. Segundo porque, mesmo havendo esse distanciamento silencioso entre nós, eu me sinto tão em paz quando estou perto dele, que tudo de triste que existe nessa história desaparece. Temporariamente.
Queria mais daquele momento. Queria muito ter conversado com ele. Nada de conversas sérias, mas queria ter perguntado como ele está, como vai a sua vida, e gostaria que ele tivesse feito o mesmo por mim. Queria ter sorrido pra ele, olhando nos seus olhos e ver retribuído o meu gesto. Queria ter merecido um abraço, como as meninas receberam. O sufocamento na garganta e o aperto no peito estavam lá, mas mesmo assim, eu fiquei feliz.
Feliz de estar ali, com ele, por algum tempo. Feliz por nos ver de novo dentro do mesmo mundinho. Ainda que afastados fisicamente, ainda que sem saber como se livrar do desconforto, somos unidos pelos amigos em comum. Graças a Deus.
E a simples certeza da existência dessa pessoa já é o suficiente pra trazer de volta a minha paz de espírito!
PS.: Ele estava usando uma blusa especial pra mim... fiquei com ela por uma semana naquele mês de setembro de 2005. E dormi com ela todas as noites. Provavelmente ele nem se lembra disso, mas quando o vi com aquela roupa eu me lembrei de mais um momento bom. Foi adorável. Eu me senti muito bem.
PS1: Estou pensando, outro dia desenvolvo melhor a idéia. Mas quero muito, e acho que devo, fazer algo para reavivar nossa amizade. Na realidade já tenho uma idéia, preciso pensar é em como colocá-la em prática.
PS2: Nossa amiga que motivou o encontro falou muito dele depois que fomos embora. Engraçado ver o quanto o conheço e o quanto não acredito nisso. E estranho perceber que acredito demais em outra coisa, que pelo o que ela diz, não é bem o que eu penso. Aliás, não é nada como eu penso. Isso eu não sei se poderei confirmar, mas enfim. Foi interessante saber.
domingo, 22 de junho de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário