Eu entendo que cultivar um amor que não pode ser correspondido é errado. E entendo que alguns sacrifícios precisam ser feitos. Mas ignorar alguém que te ama e busca de todas as formas agir da melhor maneira possivel contigo é pouco digno, mas é o mais fácil.
É fácil deixar pra lá quando não é a gente que sofre.
Eu não pude optar pelo mais fácil. Fui mesmo pelo caminho mais difícil, mas enfim, foi o caminho que me deu a paz que precisei. A tranquilidade de saber que fiz tudo que podia, dentro do que meu coração permitia para concretizar esse amor. E se isso não aconteceu, infelizmente, não foi por não tentar.
Esse novo momento da minha vida ainda está bastante confuso. Eu não tenho certeza de nada, não sei o que me espera, não sei se é definitivo. O que sei é que estou mais calma, bem menos dependente, e certa de que eu não devo mais tentar qualquer coisa. Nada. Nem mesmo em nome da amizade. E sei também que sinto saudades às vezes, só às vezes. E tenho uma vontade imensa de ver pra crer. De ter meu direito a acareação. E sei que vou ficar muito magoada caso isso ocorra como da última vez. Por causa disso tudo, desses sentimentos e desejos imprecisos é que não sei o que aconteceu, se aconteceu. Mas não tenho pressa mais.
Escrever sobre "desamar"tem sido complexo, pouco estimulante. Não é simples definir o limite do fim. Eu não tenho sentido vontade de escrever pois meus sentimentos a este respeito estão menos intensos. Penso, evidentemente, nesse assunto diariamente. Penso nele, ainda, com certa frequência. Só que sem paixão. Sem emoção. Com muito pouca saudade. E um tantinho de mágoa. Tudo mais suave. Tudo completamente diferente.
Desejo a sua felicidade tanto quanto a minha. E desejo um futuro bom pra nós dois. Hoje sem a ilusão de um futuro feliz juntos. E nem mesmo de uma amizade profunda. E nem mesmo de um convívio constante e meramente educado. Parece-me que estamos fora da vida um do outro. E já não sofro mais, embora ainda não me convença de que é melhor assim.
Acho que é isso. Desejo e imagino um futuro bom. Mas sem ilusões. Sem espera. Sem sofre mais.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
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